Haddad nega contato com Vorcaro e critica atuação de Galípolo no Banco Central Foto: Diogo Zacarias/MF

Haddad nega contato com Vorcaro e critica atuação de Galípolo no Banco Central

Candidato do PT ao governo de São Paulo defendeu a abertura dos sigilos das investigações sobre o caso Master e demonstrou frustração com a condução da política monetária

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  • Haddad pediu que a Justiça levante o sigilo das investigações sobre Vorcaro antes das eleições, garantindo acesso ao eleitorado.
  • O candidato citou o governador Tarcísio de Freitas e o ex‑presidente Jair Bolsonaro ao apontar ligações políticas e doações de Vorcaro em campanhas anteriores.
  • Criticou a atuação do Banco Central sob Roberto Campos Neto, alegando falhas de supervisão que permitiram problemas no Banco Master.
  • Denunciou a política monetária atual e expressou frustração com a gestão de Gabriel Galípolo no Banco Central.

O ex-ministro e candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (14) que nunca teve contato com Daniel Vorcaro, ex-banqueiro envolvido no escândalo do Banco Master. Em entrevista ao SP1, da TV Globo, Haddad disse que sua equipe já havia alertado sobre os problemas envolvendo o empresário. Por isso, segundo ele, nunca procurou Vorcaro.

Além disso, Haddad defendeu a abertura dos sigilos das investigações antes das eleições. Para o candidato, a Justiça deve garantir ao eleitor acesso às informações sobre o caso. Ele também citou o governador Tarcísio de Freitas e o ex-presidente Jair Bolsonaro ao falar sobre as relações políticas de Vorcaro e suas doações em campanhas anteriores.

Haddad também criticou a atuação do Banco Central durante a gestão de Roberto Campos Neto. Segundo ele, falhas de supervisão permitiram o crescimento dos problemas envolvendo o Banco Master. O candidato afirmou que o atual governo tomou medidas contra Vorcaro e defendeu que as investigações avancem. Além disso, disse que eventuais responsáveis devem responder pelos fatos, independentemente do partido.

Críticas aos juros

Por fim, Haddad criticou a atual política monetária e afirmou que se sente frustrado com a atuação de Gabriel Galípolo no Banco Central. Embora reconheça a autonomia da instituição, o candidato considera os juros excessivamente altos. Para ele, uma taxa de 14% não se justifica diante de uma inflação próxima de 4%. Haddad também defendeu a redução dos juros como parte da estratégia para diminuir o custo da dívida pública.

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