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O impacto das tarifas norte-americanas afeta setores essenciais da economia brasileira e acende o debate sobre o peso da crise no voto
Segundo dados apresentados pelo jornalista Iago Yoshimi no Café do MyNews, as exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram 9,7% entre janeiro e agosto de 2026, somando R$ 24 bilhões no período. Trata-se do menor valor registrado desde 2023. Além disso, as importações de produtos norte-americanos também recuaram 8,6%; consequentemente, a retração atingiu os dois lados do comércio bilateral.
Essa queda é reflexo direto das sobretaxas do governo Donald Trump. Por um lado, o governo americano aplicou uma tarifa de 25% alegando práticas comerciais desleais. Por outro lado, o país somou uma alíquota adicional de 12,5%. Nesse sentido, Washington alegou fiscalização insuficiente do Brasil contra o trabalho forçado.
Apesar da alta no café e nas aeronaves da Embraer, a retração atingiu forte a produção nacional. Assim, o impacto afetou a agropecuária e as indústrias extrativa e de transformação; matérias-primas como madeira e fumo sofreram grandes reduções.
Enquanto o Brasil perde receita de vendas, os EUA também enfrentam graves prejuízos. Afinal, o mercado norte-americano consome esses insumos básicos na construção civil. Desse modo, as barreiras aumentam os custos de obras no território americano.
Paralelamente, o esfriamento do comércio externo ocorre em um momento eleitoral decisivo. É verdade que a segurança pública lidera as pesquisas isoladamente. No entanto, a soma das preocupações com inflação, juros e desemprego atinge o mesmo patamar de urgência.
Por isso, o cenário econômico ganha peso direto no humor do eleitor. Resta saber se esse impacto no bolso vai furar a polarização e definir o voto final.