Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
ALMOÇO DO MYNEWS
Guerra de ofícios e pressão de grupos internos elevam o clima de confronto na Corte às vésperas da análise de pedido de investigação contra o ministro
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) descrevem como “tensão extrema” o clima nos bastidores da Corte. A pressão aumentou às vésperas da sessão desta terça-feira (15), que vai analisar um pedido de investigação contra Alexandre de Moraes. A troca de ofícios durante o fim de semana também ampliou o conflito entre grupos internos.
As pressões atingem principalmente o presidente do STF, Edson Fachin. De um lado, aliados de Moraes tentam adiar a discussão. Do outro, o grupo ligado a André Mendonça busca avançar com o caso. Uma das estratégias em debate envolve questões processuais e preliminares que poderiam levar o tribunal a postergar a análise.
Um eventual pedido de vista também continua entre as possibilidades. A ala próxima a Moraes, porém, prefere evitar essa saída por causa do desgaste político. Fachin, por sua vez, resiste à tentativa de juntar o caso de Moraes ao processo envolvendo Mendonça, marcado para o dia 23. O presidente do STF mantém, até agora, a sessão desta terça-feira.
Fachin também avalia antecipar seu voto para tentar encerrar a discussão mais rapidamente. A medida poderia reduzir o tempo da sessão e conter parte da pressão interna. O presidente do STF ainda enfrenta cobranças para assumir a relatoria dos inquéritos que estão no centro do confronto entre os ministros.