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Entidade da sociedade civil pede ao presidente do Supremo, Edson Fachin, que ação sobre o período de inelegibilidade seja analisada com urgência durante o ciclo eleitoral
O Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não definiu o julgamento da ação que questiona mudanças na Lei da Ficha Limpa e pode afetar candidaturas nas eleições de 2026. Segundo informações do g1, o processo discute principalmente a redução do período em que políticos condenados ou cassados ficam impedidos de disputar eleições.
A ação está suspensa após uma sequência de pedidos de vista e de destaque. Em maio, o ministro Gilmar Mendes pediu vista do processo e, em agosto, devolveu o caso para análise no plenário virtual. Na semana passada, o ministro Flávio Dino pediu destaque, retirando a discussão do ambiente virtual e levando o julgamento para o plenário físico, mas ainda não há data definida para a votação.
Diante da indefinição, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) encaminhou nesta quinta-feira (17) um pedido ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, para que a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7881 seja incluída na pauta com urgência. A entidade afirma que a demora pode aumentar a insegurança jurídica para candidatos, partidos, Justiça Eleitoral e eleitores durante o atual processo eleitoral.
O julgamento deverá definir se as alterações feitas pelo Congresso na Lei da Ficha Limpa são compatíveis com a Constituição. Críticos da mudança afirmam que a redução do período de inelegibilidade diminui o alcance da legislação, enquanto defensores sustentam que as punições anteriores poderiam permanecer por tempo excessivo. A decisão do STF poderá ter efeitos sobre candidaturas que estão sendo analisadas pela Justiça Eleitoral nas eleições deste ano.