Madeleine Lacsko critica uso político da religião e diz que fake de Nossa Senhora poderia “pegar” perto da eleição Foto; entrevista para o Canal MyNews

Madeleine Lacsko critica uso político da religião e diz que fake de Nossa Senhora poderia “pegar” perto da eleição

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Jornalista e candidata a deputada estadual, Madeleine Lacsko afirma que a desinformação sobre a padroeira do Brasil é recorrente em períodos eleitorais e critica o uso político da religião; em entrevista ao MyNews, ela também relata sua experiência na campanha e defende maior fiscalização do poder público

Madeleine Lacsko, jornalista com 30 anos de carreira e agora candidata a deputada estadual, afirma que decidiu entrar na política depois de anos atuando na imprensa e diante do que considera restrições crescentes à sua atividade jornalística. Na entrevista ao MyNews, ela relembrou o episódio em que teve uma publicação retirada após uma notificação da Advocacia-Geral da União (AGU), caso que, segundo ela, foi um dos fatores que contribuíram para sua decisão de disputar uma eleição.

Um dos principais temas da conversa foi a circulação de informações falsas envolvendo Nossa Senhora e a religião católica em períodos eleitorais. Madeleine afirmou que esse tipo de conteúdo já apareceu em eleições anteriores e avaliou que, se uma mensagem semelhante fosse divulgada às vésperas da votação, poderia alcançar maior repercussão. Para ela, a religião vem sendo utilizada de forma cada vez mais intensa no debate político, tanto por grupos de direita quanto de esquerda, e a instrumentalização de símbolos religiosos pode gerar desconfiança entre os próprios fiéis.

A experiência como candidata também mudou, segundo Madeleine, sua percepção sobre o funcionamento das eleições. Ela contou que, durante a campanha, passou a observar de perto questões como a influência das estruturas partidárias, as regras eleitorais e relatos de abordagens envolvendo dinheiro em troca de votos ou de apoio. Madeleine ressalvou não ter apresentado evidências específicas de compra de votos, mas disse ter recebido nas ruas relatos e pedidos relacionados a pagamentos por adesivos e votos, experiência que, segundo ela, revelou uma dimensão da disputa eleitoral que não conhecia da mesma forma como jornalista.

Caso eleita, Madeleine afirma que pretende usar a experiência jornalística para fiscalizar o poder público, levantar dados, realizar audiências públicas e cobrar respostas de autoridades. Entre os temas citados estão políticas para mulheres, inclusão, educação e mecanismos de combate à corrupção. Ao final da entrevista, ela também avaliou que o país chegará ao período pós-eleitoral marcado por forte polarização e disse perceber uma parcela do eleitorado cansada da disputa entre os dois polos políticos.

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