Crise bancária no Paraguai pode afetar brasileiros que vivem no país Santiago Peña. Foto: EPA

Crise bancária no Paraguai pode afetar brasileiros que vivem no país

Intervenção no Ueno Bank restringiu acesso a depósitos; brasileiros receberam 67,6% das autorizações de residência concedidas a estrangeiros em 2026

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  • Presidente Santiago Peña renunciou após crise bancária que culminou na intervenção do Ueno Bank, no Paraguai.
  • A medida bloqueou saques e iniciou devolução de recursos, ameaçando o pagamento de aluguel, alimentação e contas de brasileiros residentes.
  • Banco Central do Paraguai afirma que o problema está limitado ao Ueno Bank, não configurando crise sistêmica.
  • O caso surge com aumento da presença brasileira: 31 706 autorizações de residência concedidas entre jan‑set 2026, representando 67,6 % das permissões a estrangeiros.

A crise bancária que levou à renúncia do presidente paraguaio, Santiago Peña, pode afetar brasileiros que vivem no país e mantêm dinheiro no Ueno Bank. A intervenção na instituição restringiu o acesso aos depósitos de clientes e iniciou um processo de devolução dos recursos.

O bloqueio pode comprometer o pagamento de despesas básicas, como aluguel, alimentação e contas domésticas. Pequenos negócios também podem ser prejudicados, especialmente quando dependem dos valores depositados no banco para funcionar. Segundo o Banco Central paraguaio, porém, o problema está concentrado na instituição e não representa uma crise generalizada do sistema financeiro.

O episódio ocorre em meio ao aumento da presença brasileira no Paraguai. Segundo a Direção Nacional de Migrações, o país concedeu 31.706 autorizações de residência temporárias e permanentes a brasileiros entre janeiro e setembro de 2026. O número representa 67,6% do total de permissões concedidas a estrangeiros no período. Atualmente, mais de 263 mil brasileiros vivem oficialmente no território paraguaio.

Para reduzir os prejuízos, o Paraguai possui um Fundo de Garantia de Depósitos que cobre até 228,3 milhões de guaranis (cerca de R$ 203,5 mil) por cliente e instituição financeira. Nesta quinta-feira (5), o Banco Central anunciou a primeira etapa de devolução, destinada a clientes com até 10 milhões de guaranis depositados, desde que não tenham dívidas com o banco e possuam conta habilitada em outra instituição financeira do país.

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