Bolsonaro é “extremista de direita” e “perigo para o mundo”, diz jornal britânico O presidente Jair Bolsonaro com caixa de hidroxicloroquina durante a posse de Eduardo Pazuello como ministro da Saúde. (Foto: Carolina Antunes/PR) Imprensa internacional

Bolsonaro é “extremista de direita” e “perigo para o mundo”, diz jornal britânico

O periódico The Guardian publicou texto de opinião com duras críticas ao presidente brasileiro

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  • O jornal britânico The Guardian publicou editorial classificando Jair Bolsonaro, presidente sem partido do Brasil, como “extremista de direita” e ameaça ao Brasil e ao mundo.
  • O texto cita a variante brasileira da Covid‑19, o uso da Lei de Segurança Nacional contra críticos e o aumento do desmatamento na Amazônia como evidências.
  • Destaca a demissão do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, por resistir ao uso das Forças Armadas como ferramenta política e alerta que Bolsonaro pode tentar permanecer no poder ilegalmente se perder as próximas eleições.
  • O editorial aponta sinais de esperança: descontentamento de setores militares, possível abandono da elite econômica e o retorno de Lula à disputa eleitoral, que poderia gerar um candidato menos extremista.

Em editorial, o jornal The Guardian classificou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) como um perigo para o Brasil e o mundo. A publicação destaca o surgimento de uma variante brasileira de covid-19, o uso da Lei de Segurança Nacional contra críticos, o avanço do desmatamento na Amazônia e outros episódios.

O editorial é uma sessão em que a publicação destaca sua própria opinião sobre fatos ou personagens. Nas versões impressas, o editorial costuma acompanhar as primeiras páginas dos jornais e revistas.

“Este é um homem com histórico de denegrir mulheres, gays e minorias, que elogiava o autoritarismo e a tortura. O pesadelo se revelou ainda pior na realidade”, afirma o The Guardian.

O jornal britânico destaca a demissão do ministro da Defesa Fernando Azevedo e Silva por uma possível oposição ao desejo do presidente de usar as Forças Armadas como uma “ferramenta política pessoal” e diz que, se Bolsonaro perder as próximas eleições, pode tentar continuar no poder ilegalmente, como fez Donald Trump nos Estados Unidos.

O editorial destaca que ainda há “alguns motivos para a esperança”, diz que a “elite econômica” pode estar pensando em abandonar Bolsonaro, setores militares demonstram descontentamento e o retorno de Lula à política eleitoral pode fomentar o surgimento de um candidato “menos extremista”. “Sua saída seria bem-vinda para o Brasil e o resto do mundo”, diz o jornal.

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