Brasil vive “vazio de liderança” e Fiesp não tem representatividade, diz empresário O empresário do setor de energia Emerson Kapáz em entrevista ao MyNews. Críticas

Brasil vive “vazio de liderança” e Fiesp não tem representatividade, diz empresário

Emerson Kapáz avalia que jantar de Bolsonaro com empresários é sintoma de busca desesperada por apoio

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  • Emerson Kapáz, diretor da GDSolar, declarou que o Brasil vive um “vazio de liderança” na política e no empresariado.
  • Jair Bolsonaro, sem partido, realizou jantar em São Paulo com representantes de BTG, Banco Safra, Bradesco, Riachuelo, SBT e MRV, evento que, segundo Kapáz, favorece a propagação da covid‑19.
  • O encontro aconteceu 15 dias após a publicação de manifesto de 500 grandes empresários que alertavam sobre a falta de direção no combate à pandemia.
  • Kapáz criticou a Fiesp, afirmando que sua representatividade está comprometida porque o presidente Paulo Skaf é filiado a partido político.

Eventos como o encontro de Jair Bolsonaro (sem partido) com representantes de bancos e empresas ajudam a propagação da covid-19 e a agenda do presidente em São Paulo tenta demonstrar um apoio que ele não tem. Essa é a avaliação do empresário do setor de energia Emerson Kapáz.

“É um jantar que acontece exatamente 15 dias depois de ter sido publicado o manifesto de 500 empresários pesos-pesados, esse sim com uma influência enorme no PIB dos mais variados segmentos, das mais variadas áreas, bancos, economistas, dizendo sobre a preocupação que o Brasil vive hoje, que nós estamos completamente sem rumo em relação ao combate à pandemia”, diz Kapáz ao MyNews.

Ex-deputado federal entre 1999 e 2003 pelo PSDB, Kapáz é diretor da GDSolar, companhia de energia com 25 usinas solares e que anunciou um investimento de R$ 300 milhões em 2020. Para ele, o recente encontro de Bolsonaro com representantes de BTG, Banco Safra, Bradesco, Riachuelo, SBT, MRV, entre outras empresas, é sintoma de uma busca desesperada de apoio.

Ainda de acordo com Kapáz, o Brasil atravessa um “vazio de liderança assustador”, tanto na área política como na área empresarial. Ele estende suas críticas à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), cujo presidente, Paulo Skaf, esteve no jantar com Bolsonaro: “As entidades empresariais de classe têm uma dessintonia total com o empresariado. A Fiesp tem uma dificuldade de representatividade hoje porque o presidente da Fiesp é filiado a um partido político, isso não poderia acontecer nunca”.

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