Transferências por Pix de Nubank e Itaú apresentam instabilidade PIX é o nome do sistema de pagamentos instantâneos desenvolvido pelo Banco Central. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil) Fora do ar

Transferências por Pix de Nubank e Itaú apresentam instabilidade

Clientes relataram problemas nas redes sociais; serviço já voltou a funcionar, afirmam bancos

00:00
  • Clientes do Nubank e do Itaú relataram falhas nas transferências via Pix, com mensagens de erro e valores descontados que não são concluídos.
  • No Itaú, a tela exibiu “algo deu errado, não foi possível carregar as informações” e a operação desapareceu após o débito.
  • Bruno Samora, gerente de produtos da Matera, apontou que o problema está restrito a essas instituições, apesar de o Pix registrar mais de 20 milhões de transações diárias desde sua implantação em novembro 2020.
  • O Banco Central não se pronunciou sobre a instabilidade até a publicação da reportagem.

A fintech Nubank e o Banco Itaú registraram nesta segunda-feira (12) problemas no envio e recebimento de valores pelo Pix, sistema de pagamento digital implementado pelo Banco Central. Clientes usaram as redes sociais para reclamar sobre a instabilidade.

No caso do Itaú, os clientes receberam um aviso que dizia “algo deu errado, não foi possível carregar as informações”. O valor era descontado da conta, mas a transação sumia logo depois, sem sua concretização.

Em nota, a assessoria do Nubank informou que “parte da base de clientes encontrou oscilações na realização de transferências Pix e que as operações já foram normalizadas”. A nota enviada pela assessoria do Itaú afirmou que o serviço de transferências via Pix já foi restabelecido no início da tarde. Nenhuma das duas instituições informou a origem do problema.

Para Bruno Samora, gerente e produtos da Matera, o problema foi localizado, já que outras instituições financeiras não apresentaram anormalidades. “Esses problemas são naturais da própria transação. Nós vemos o Pix como algo já muito natural no nosso dia a dia, mas esquecemos que ele é um processo novo e recente, começou a funcionar em novembro de 2020. Já temos mais de 20 milhões de transações por dia. Foi um sistema que cresceu muito rápido e talvez o próprio sucesso do Pix traz um pouco de dificuldade neste momento”.

Procurado pelo MyNews, o Banco Central não respondeu aos questionamentos até a publicação dessa reportagem.

Compartilhar: