Daniel Vorcaro omite nomes e delação perde força na investigação Daniel Vorcaro. Foto: Banco Master

Daniel Vorcaro omite nomes e delação perde força na investigação

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Ausência de personagens centrais e falta de provas mais robustas enfraquecem colaboração do fundador do Banco Master, avaliam analistas em Brasília

A delação premiada de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, começou como uma possível bomba no cenário político brasileiro. No entanto, novos desdobramentos indicam que a colaboração pode estar perdendo força dentro das investigações. A avaliação ganhou espaço em Brasília após a ausência de nomes considerados centrais em episódios recentes ligados ao banqueiro.

Durante o programa, o jornalista Evandro Éboli afirmou que a colaboração deixou de citar personagens importantes, como o senador Flávio Bolsonaro, o senador Ciro Nogueira e Paulo Henrique Costa. Segundo ele, isso compromete parte do peso que a delação poderia ter nas negociações judiciais. Além disso, Éboli destacou que Vorcaro “perdeu os filés” que poderia apresentar às autoridades para tentar reduzir sua pena.

O comentarista também lembrou que uma delação não depende apenas da versão apresentada pelo investigado. O material precisa ser validado pelo Ministério Público, pela Polícia Federal e pelo ministro do STF responsável pelo caso. Nesse contexto, o ministro André Mendonça teria devolvido uma das versões apresentadas, cobrando mais substância e elementos concretos para avançar.

Apesar disso, analistas acreditam que Daniel Vorcaro ainda pode ter informações relevantes sobre sua rede de influência política e financeira. Segundo Mara Luquet, o empresário construiu conexões amplas em diferentes áreas e ainda há dúvidas sobre operações realizadas pelo Banco Master, especialmente na expansão de crédito consignado e negociações na Bahia. Mesmo assim, em Brasília, cresce a percepção de que a delação perdeu parte do impacto inicial e pode não provocar os efeitos políticos esperados meses atrás.

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