Flávio Bolsonaro. Foto: Estadão
Reportagem da revista Piauí liga senador a casa de apostas, enquanto aliado movimentou montantes bilionários em plataformas online
Documentos do Brasil e do exterior indicam que o senador Flávio Bolsonaro atuou como sócio indireto da casa de apostas Best Bet. Em análise no Café do MyNews, os jornalistas Mara Luquet e Evandro Éboli debateram as denúncias, que prometem ser amplamente exploradas pela campanha de Lula nos últimos dias antes do 2º turno.
A reportagem publicada pela revista Piauí aponta que Flávio Bolsonaro estaria vinculado à plataforma de jogos virtuais por meio de estruturas empresariais. Segundo Luquet e Éboli, o presidente Lula deve explorar essa informação no debate da TV Globo como ponto central de desgaste contra o adversário.
Além disso, os jornalistas destacaram os principais desdobramentos que cercam o caso:
O papel de Willer Tomaz: O advogado e amigo próximo de Flávio é apontado como figura central na engrenagem das apostas.
Aposta Bilionária: Dados da Secretaria da Fazenda indicam que o advogado movimentou R$ 5 bilhões em bets apenas em 2025.
Alegação de Vício: Para tentar justificar os valores desproporcionais, a defesa do advogado apresentou um atestado de ludopatia. Ou seja, alegou que ele sofre de vício compulsivo em jogos.
Além das apostas digitais, o nome de Willer Tomaz aparece em outra polêmica pública: trata-se de uma disputa judicial pela posse de uma ilha que pertence ao jogador de futebol Richarlison. De acordo com as informações apuradas, o atleta acusa o advogado e o próprio senador de tentarem tomar a propriedade.
Por fim, Mara e Evandro enfatizaram o trabalho da imprensa investigativa. Dessa forma, a publicação de reportagens bem documentadas coloca a transparência financeira no centro da decisão do eleitorado.