Confiança do empresário brasileiro do comércio inicia 2021 em queda, aponta CNC Incertezas

Confiança do empresário brasileiro do comércio inicia 2021 em queda, aponta CNC

Índice de confiança tem queda de 2,2% em janeiro com incertezas sobre economia e controle da pandemia

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  • O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), da CNC, caiu 2,2% em janeiro de 2021, ficando em 105,8 pontos.
  • Na comparação anual, o índice registrou queda de 16,4% frente a 2020.
  • Economista Antonio Everton atribuiu a queda ao aumento do dólar, endividamento das empresas, reajuste de aluguéis e cautela do consumidor, além da necessidade de investimentos em e‑commerce.
  • Sócio‑diretor da Galapagos WM, Arnaldo Curvello, destacou que a retomada econômica depende do controle da Covid‑19 e da vacinação no Brasil.
Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília
Comércio fechado em Ceilândia (DF) em razão de medidas de contenção da Covid-19.
Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), feito pela Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), começou o ano de 2021 em queda. O recuo foi de 2,2% em janeiro e o índice passou para os 105,8 pontos. Na comparação anual, a variação negativa foi de 16,4%. 

Essa foi a segunda queda mensal consecutiva. Apesar do início de ano em queda, a CNC ressalta que o índice continua acima dos 100 pontos, portanto permanece no patamar de otimismo. Mas porque o início de ano com mais desconfiança do empresariado do comércio? 

O economista da CNC Antonio Everton afirmou, em nota, que o contexto desfavorável na economia levou ao desempenho de queda no indicador de dezembro para janeiro. Entre os fatores de incerteza, ele destacou o aumento do dólar, o endividamento de empresas, o reajuste dos preços de aluguel e a cautela do consumidor. 

“A predominância das percepções adversas também pode ter relação com a necessidade de se fazer investimentos em tecnologia e logística para avançar no e-commerce”, afirma

Em entrevista ao Dinheiro Na Conta da última terça-feira (19), Arnaldo Curvello, sócio-diretor da Galapagos WM, falou sobre o ambiente de cautela também no mercado financeiro. Para ele, a principal política para retomada econômica deveria ser o controle da pandemia e os atrasos do Brasil nesse tema acendem o alerta de preocupação. 

“A melhor melhor maneira de retomar a economia é ter uma política de combate à Covid-19. E o único plano existente é a partir da vacinação. Mas infelizmente o Brasil não se preparou para isso”, explica. 

Segundo ele, essa falta de preparo para controlar a pandemia se refletiu na desvalorização do real frente ao dólar durante o ano de 2020. O real foi uma das moedas que mais se desvalorizou em relação aos pares emergentes. 

Para Curvello, a notícia sobre início da vacinação traz certo otimismo, mas as preocupações sobre o processo de imunização no país ainda causa desconfianças. “Do ponto de vista econômico, a notícia faz com que a gente desvie a rota do precipício que a gente estava indo”.