ESQUEMA DE PROPINA

Ex-presidente da Braskem é condenado a 20 meses de prisão nos Estados Unidos

José Carlos Grubisich presidiu a petroquímica Braskem entre 2002 e 2008 e é acusado de participar de um esquema milionário de propina. Ele também terá que pagar US$ 2,2 milhões de indenização
por 
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp

José Carlos Grubisich, ex-presidente da petroquímica Braskem, foi condenado pela Justiça dos Estados Unidos a 20 meses de prisão e a pagar US$ 2,2 milhões (R$ 12 milhões) de indenização. Ele é acusado de participar de um esquema milionário de propina a funcionários públicos e partidos políticos do Brasil. A sentença foi dada pelo juiz distrital Raymond Dearie, de Nova York. Grubisich tem 64 anos e presidiu a Braskem entre 2002 e 2008.

O caso está relacionado com as investigações sobre a Odebrecht e a Petrobras dentro da Operação Lava Jato. Rebatizada como Novonor, a antiga Odebrecht controla a Braskem, com 38,3% do capital total. A estatal brasileira também é sócia na petroquímica, com 36,1% do capital total. O esquema teria ocorrido entre 2002 e 2014, violando a Lei de Práticas Corruptas no Exterior (FCPA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.

“Como parte do esquema, Grubisich e seus parceiros desviaram aproximadamente US$ 250 milhões da Braskem para um fundo secreto, que Grubisich e os demais formaram por meio de contratos fraudulentos e empresas de fachada offshore, controladas secretamente pela Braskem”, diz o comunicado do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Os documentos da Justiça norte-americana apontam que o dinheiro destinado à propina foi depositado em contas bancárias da petroquímica no Brasil, em Nova York e na Flórida.

Ex-presidente da Braskem chegou a ser preso no aeroporto do Nova York em 2019

José Carlos Grubisich chegou a ser preso, em novembro de 2019, ao desembarcar no aeroporto John F. Kennedy, em Nova York. Ele foi acusado pelo tribunal federal do Brooklyn de conspiração para lavagem de dinheiro com risco de fuga. Só foi solto em abril de 2020, após pagar uma fiança de US$ 30 milhões (R$ 168 milhões).

Em abril deste ano, durante audiência em Nova York, Grubisich se declarou culpado das acusações de integrar o esquema de corrupção. O executivo também admitiu ter falsificado livros e registros da Braskem, maior empresa petroquímica do Brasil e maior produtora de polipropileno dos Estados Unidos.


Relacionadas
CONJUNTURA
Diversos fatores influenciam o aumento dos preços dos combustíveis, em especial a política de paridade com o mercado internacional e a variação cambial
Alta nos preços
Nas refinarias, litro da gasolina terá alta de 7,04%, enquanto diesel sobe 9,15%
DEMISSÃO COLETIVA
Após governo liderar uma manobra para ampliar teto de gastos, secretários pediram demissão. Ministério da Economia diz que saídas ocorrem por motivos pessoais
ABRAPP
Questões como poupança futura, plano de previdência e qualidade de vida na terceira idade deveriam ser prioridade. Economizar para o futuro deveria ser assunto da juventude
JUDICIALIZAÇÃO
O sindicato pede liminar urgente para que a negociação da Reman seja paralisada imediatamente, a fim de evitar prejuízo aos cofres públicos
ABRAPP
Entre os assuntos de destaque do 42º Congresso Brasileiro de Previdência Privada estão questões relacionadas a investimentos sustentáveis, novos modelos de negócio e planos familiares
Inscreva-se na newsletter

Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e Política de Cookies. Ao continuar navegando, você concorda com estas condições.