Governo condiciona auxílio emergencial à aprovação do Pacto Federativo Ministro da Economia, Paulo Guedes. Foto: Wilson Dias (Agência Brasil). AUXÍLIO EMERGENCIAL

Governo condiciona auxílio emergencial à aprovação do Pacto Federativo

A proposta inclui uma cláusula de calamidade. Assunto foi tratado em uma reunião com Guedes, Pacheco e Lira

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  • Governo federal condiciona pagamento de novo auxílio emergencial à aprovação da PEC do Pacto Federativo, discutida em reunião na sexta‑feira (12).
  • A proposta inclui cláusula de calamidade que permitiria aumento de gastos públicos e cortes como redução de salário e jornada de servidores.
  • Min. da Economia Paulo Guedes, presidente do Senado Rodrigo Pacheco e presidente da Câmara Arthur Lira participaram do almoço e apoiaram a PEC.
  • Pacheco e Lira pressionam o governo por retomada do auxílio, alegando necessidade de flexibilização diante de calamidade pública.

O governo federal decidiu condicionar o pagamento de um novo auxílio emergencial à aprovação do Pacto Federativo.

A Proposta de Emenda à Constituição vai incluir uma cláusula de calamidade. Com isso, o governo poderia aumentar os gastos públicos. A cláusula também vai permitir que o governo adote medidas de cortes de custos como a redução de salário e jornada de servidores.

As alternativas foram discutidas nesta sexta-feira (12) em um almoço que teve a presença do ministro da Economia, Paulo Guedes, do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Pacheco e Lira pressionam o governo por uma retomada do auxílio emergencial desde a eleição no Congresso.

 “É fundamental que haja possibilidade de uma cláusula de calamidade pública nessa PEC do Pacto Federativo para que tenhamos condições de poder fazer a flexibilização necessária para que haja auxílio no Brasil”, disse Pacheco.

Ministro da Economia, Paulo Guedes.
Ministro da Economia, Paulo Guedes. Foto: Wilson Dias (Agência Brasil).

Guedes foi na mesma linha e defendeu a aprovação da PEC.

“É construtivo o clima entre a Câmara, Senado e governo. E estamos todos na mesma luta: auxílio emergencial o mais rápido possível e as reformas, particularmente a do marco fiscal, que garante que vamos enfrentar essa guerra sem comprometer futuras gerações”, afirmou Guedes.

Por se tratar de uma PEC, a medida precisa ser aprovada em dois turnos no Senado e na Câmara, com o apoio de três quintos dos votos dos deputados (308) e dos senadores (49).