No debate da TV Bandeirantes realizado neste domingo, a ausência de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro no estúdio não impediu que o petista virasse o centro das atenções. Renan Santos levou o nome de Lula para o debate e mirou diretamente no presidente. Com essa estratégia, ele atraiu eleitores antipetistas que ainda não o conheciam. Consequentemente, a tática gerou um impacto imediato nas redes sociais. Segundo dados da Ativaweb Datalab, Renan liderou o ganho de público na noite e ultrapassou a marca de 100 mil novos seguidores.
Por outro lado, o saldo de novos seguidores até às 23horas de domingo escancara um forte contraste no desempenho digital entre os presidenciáveis:
| Candidato / Perfil |
Variação de Seguidores |
| Renan Santos |
+100.000+ |
| Flávio Bolsonaro |
+14.256 |
| Augusto Cury |
+900 |
| Ronaldo Caiado |
+467 |
| Romeu Zema |
-1.232 |
Domínio de narrativa e identidade política
Além disso, o monitoramento capturou 2.321.111 menções ao longo da transmissão. Nesse volume, Lula e Renan lideraram as conversas do público. Assim, o levantamento apontou Renan Santos como a figura principal associada ao evento no ecossistema de hashtags.
Dessa forma, o diferencial da sua atuação esteve na construção de uma marca política própria. O público dividiu interações entre hashtags institucionais (#debatedaband, #debatenabanda2026) e termos emotivos (#vergonha). Em contrapartida, a campanha de Renan emplacou uma ampla diversidade de marcadores diretos, como #renansantos14, #renansantospresidente2026, #renansantospresidente e #missão14.
Por sua vez, Ronaldo Caiado e Augusto Cury apareceram apenas como associações temáticas, sem construir hashtags próprias de destaque. Enquanto isso, marcadores como #brasil, #lula e #flaviobolsonaro delimitaram as conversas sobre a disputa presidencial mais ampla.
Da audiência à memória eleitoral
Portanto, a leitura estratégica indica um ponto central. O público não apenas citou Renan, mas o “marcaram” eleitoralmente. Afinal, a repetição coordenada de nome, número e candidatura transforma o episódio em memória política pesquisável e replicável.
“No digital, quem domina as palavras-chave do debate começa a disputar também a memória do eleitor”, afirma Alek Maracajá, CEO da Ativaweb Datalab. “Renan descobriu no debate que Lula não era apenas seu adversário político: era também seu maior vetor de audiência. No pós-debate, quanto mais Renan colocou Lula no centro da narrativa, mais o algoritmo respondeu.”