Samara Martins quer nacionalizar bancos e suspender pagamento da dívida pública Foto: Plural

Samara Martins quer nacionalizar bancos e suspender pagamento da dívida pública

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Em entrevista ao canal My News, candidata à presidência pela Unidade Popular criticou a desigualdade nas eleições e detalhou propostas econômicas de enfrentamento ao capital privado

Em entrevista concedida ao canal My News, a candidata à presidência Samara Martins (UP) defendeu mudanças profundas na economia brasileira. Questionada sobre seus primeiros 100 dias de governo, a postulante destacou a auditoria e suspensão do pagamento da dívida pública. Além disso, ela propôs uma ampla reforma agrária para enfrentar o agronegócio. Por fim, defendeu a nacionalização do sistema bancário. Segundo a candidata, essas ações são indispensáveis para direcionar os recursos públicos ao bem-estar da população.

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Desigualdade eleitoral e representatividade feminina

Sendo a única mulher na disputa presidencial, Samara ressaltou o caráter desigual do processo eleitoral brasileiro. A candidata apontou que partidos recém-legalizados não possuem tempo de rádio e TV. Da mesma forma, eles não recebem recursos do fundo partidário. Além disso, Samara relatou sofrer ataques machistas e racistas na campanha. Por isso, ressaltou a importância de combater o patriarcado e ampliar a representação feminina nos espaços de poder.

Combate à misoginia e igualdade de gênero

Ao abordar os direitos das mulheres, a entrevistada argumentou que a opressão de gênero serve à exploração econômica. Nesse sentido, lembrou que as trabalhadoras brasileiras ainda recebem salários inferiores aos dos homens. Portanto, defendeu que o combate ao feminicídio exige garantias econômicas, como acesso à moradia e renda própria. Além disso, defendeu a criminalização da misoginia, a punição de plataformas digitais e uma educação não sexista nas escolas.

Governança, mobilização popular e justiça histórica

Em relação à governabilidade, a candidata rejeitou negociações fisiológicas com o centrão no Congresso Nacional. Em vez disso, propôs aprovar projetos por meio da mobilização social e de consultas populares, como plebiscitos. Por outro lado, posicionou-se contra qualquer anistia aos envolvidos em tentativas de golpe. Desse modo, defendeu a punição rigorosa para crimes cometidos tanto no período recente quanto durante a ditadura militar.

Soberania nacional e reindustrialização

Por fim, Samara rebateu os temores sobre a fuga de capitais estrangeiros. A candidata defendeu a reindustrialização do país e o controle estatal sobre riquezas estratégicas, como o petróleo e as terras raras. Consequentemente, o governo busca interromper a dependência externa e fortalecer a produção nacional.

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