Candidatos mostram irritação com ausências de adversários e não poupam criticas após não realização de embate
A Rede Globo cancelou de última hora o debate presidencial que seria realizado nesta quinta-feira (01), após uma série de ações na Justiça Eleitoral. Com isso, Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) fizeram uma série de ataques a Lula e a Flávio Bolsonaro, candidatos ausentes do embate, e também ao STF e a demais autoridades brasileiras. Renan Santos estava confirmado, mas não chegou aos estúdios.
O candidato do Novo, Romeu Zema, foi enfático e afirmou que o presidente Lula tem um complô com a Justiça e que ambos são os grandes responsáveis pela não realização do debate eleitoral na Globo. Com apenas 1% das intenções de voto em diversas pesquisas, o ex-governador de Minas Gerais afirma que não vai retirar sua candidatura do pleito, diferentemente do que ocorreu com alguns políticos do seu partido em outros estados. “A Justiça está a serviço de Lula”, afirmou.
Em discurso semelhante ao de Zema, o candidato do PSD, Ronaldo Caiado, também fez ataques diretos à ausência de Lula e a diversas esferas da Justiça Eleitoral e do STF. O ex-governador argumentou que o cancelamento do debate é o que considera um atentado direto à democracia do Brasil. Por fim, falou de projetos e propostas e concluiu afirmando que, desde 1989, na primeira eleição após o fim da Ditadura, sempre esteve em todos os debates e nunca se ausentou de esclarecer o que a população brasileira precisa.
Augusto Cury, do Avante, um dos primeiros a chegar para o debate que foi cancelado, foi direto e atacou o presidente Lula e também Flávio Bolsonaro, afirmando que ambos usam o poder para benefícios pessoais. No entanto, diferentemente dos rivais presentes, foi mais ponderado em relação aos comentários sobre o STF. Disse que manterá a candidatura até o final e afirmou que sofre repressão do algoritmo após subir nas pesquisas há quase um mês. Cury também disse que não precisa do poder e lamentou a não realização do embate com os concorrentes à Presidência.