Bandeira dos EUA (Foto: Unsplash)
MIDTERMS
Votação renova todas as 435 vagas da Câmara, 35 cadeiras do Senado e escolhe 36 governadores; resultado determinará o ritmo do governo federal
Os locais de votação em todo o território dos Estados Unidos abriram as portas para as eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms. O pleito serve como um teste nas urnas para os primeiros dois anos do segundo mandato do presidente Donald Trump, com o potencial de alterar o equilíbrio de forças no Legislativo norte-americano.
Ao todo, os eleitores estão convocados para decidir:
Câmara dos Representantes: todas as 435 cadeiras, com mandatos de dois anos.
Senado: 35 das 100 vagas da Casa, que renova cerca de um terço de seus assentos a cada dois anos.
Governos estaduais: disputas para os comandos dos executivos em 36 dos 50 estados norte-americanos.
O resultado das urnas terá impacto direto na governabilidade do governo federal. Atualmente, o Partido Republicano detém a maioria em ambas as Casas do Congresso. A manutenção dessa liderança daria fôlego à Casa Branca para avançar com sua pauta econômica, de nomeações judiciais e regulamentações.
Por outro lado, caso o Partido Democrata recupere a liderança de ao menos uma das Casas, a oposição ganhará poder de veto sobre projetos de lei, controle orçamentário e a prerrogativa de abrir investigações formais sobre ações do Executivo. Historicamente, as eleições de meio de mandato costumam impor perdas de cadeiras ao partido que ocupa a presidência.
Diferente de sistemas centralizados, a organização eleitoral norte-americana é conduzida de forma descentralizada. Por essa razão, cada estado define suas próprias regras de sufrágio, utilizando cédulas de papel ou urnas eletrônicas. Adicionalmente, dezenas de milhões de cidadãos já registraram suas escolhas nas últimas semanas por meio do voto antecipado e do envio postal.
Em virtude dos diferentes fusos horários e das regras de apuração locais, a contagem dos votos acontecerá de maneira gradativa. Portanto, a consolidação dos números pode se estender ao longo da noite e dos próximos dias. Por fim, todos os parlamentares e governadores eleitos tomarão posse formalmente em janeiro do próximo ano.