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Pesquisadora avalia que variante de Manaus vai alcançar maior parte das novas infecções

Araraquara, no interior paulista, iniciou lockdown no domingo, após detectar variantes de Manaus e Reino Unido
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A pesquisadora e pneumologista da Fiocruz Margareth Dalcomo acredita que a variante do coronavírus encontrada em Manaus vai avançar pelo país. A cidade de Araraquara, no interior de São Paulo, por exemplo, já identificou em pacientes as variantes de Manaus e do Reino Unido.

“No estado do Amazonas, a variante nova, denominada P1, já é responsável pela maior parte dos casos. Ela é caracteristicamente mais transmissível do que a versão anterior. Então, com a disseminação muito rápida, não tenho dúvida de que ela vai alcançar, sem dúvida, a maior parte das infecções novas”, afirmou em entrevista ao Almoço, do MyNews.

Araraquara iniciou no domingo (21) um lockdown de 60 horas. Apenas farmácias e estabelecimentos de saúde podem ficar abertos. Os supermercados podem funcionar somente em sistema de delivery. O restante do comércio deverá permanecer fechado. A prefeitura também suspendeu a circulação do transporte coletivo. As pessoas podem circular pela cidade apenas para atendimento médico ou comprar medicamentos.

Araraquara em lockdown. foto: Instagram/Prefeitura de Araraquara

A médica Margareth Dalcomo avalia que o lockdown é necessário na cidade, porém acredita que apenas 60 horas não serão suficientes para conter a doença no município. “São dois dias e meio na verdade, e que, provavelmente numa taxa de transmissão que está bastante acima de um, eu não creio que isso dará condições de segurar a transmissão. Para tal, nós precisaríamos estar, digamos assim, diagnosticando os casos precocemente e vacinando maciçamente a cidade. É melhor do que nada, mas não acredito que será suficiente”, disse.

Ao todo, Araraquara já registrou 13.493 casos de Covid-19. De acordo com os números divulgados pela prefeitura, 100% dos leitos de enfermaria e 100% dos de UTI estão ocupados. O lockdown vale até às 23h59 de terça-feira (23).

A íntegra da entrevista de Margareth Dalcomo pode ser assistida aqui:

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