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Economista da Faculdade do Comércio (FAC-SP) analisa o ritmo de queda da taxa básica de juros, os impactos na indústria e a incerteza fiscal e política
Em entrevista aos jornalistas Mara Luquet e Evandro Éboli, o economista Rodrigo de Freitas analisou o ritmo de queda da taxa Selic. Ele é professor da Faculdade do Comércio de São Paulo (FAC-SP). Dessa forma, o especialista acompanha de perto a realidade das micro e pequenas empresas. Por isso, ele explicou os efeitos do custo do crédito no orçamento dos empresários e das famílias brasileiras.
Apesar da queda da inflação nas projeções do mercado, o economista fez um alerta importante. A redução dos juros ocorre em um momento de desaquecimento da atividade econômica. A produção industrial, por exemplo, vem registrando números negativos nos últimos meses. Portanto, o corte na taxa básica funciona mais como um alívio do que como um sinal de abundância.
Além disso, o especialista destacou o aumento da inadimplência entre as empresas. O número de pedidos de recuperação judicial também cresceu bastante. Por conta disso, os incentivos governamentais de crédito ajudam a proteger o caixa do pequeno negócio. No entanto, esses recursos apenas amenizam os custos elevados de frete, logística e matérias-primas.
Por fim, a volatilidade do mercado internacional continua trazendo desafios para o Brasil. Flutuações no preço do petróleo e tensões comerciais afetam diretamente os custos internos. Paralelamente, as incertezas no cenário político doméstico dificultam os investimentos de longo prazo. Como resultado, o consumidor ainda sente o custo de vida pesado no seu dia a dia.