Bandeira dos EUA (Foto: Unsplash)
Medida do governo americano contra a diplomata Maria Luiza Viotti é classificada pelo Itamaraty como gesto hostil e tentativa deliberada de interferir nas eleições nacionais
A relação entre Brasil e Estados Unidos atingiu um momento de forte tensão diplomática. Afinal, o governo americano revogou o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti. A justificativa oficial dos EUA foi a suposta demora do Brasil em aceitar o novo diplomata indicado por Washington, Daniel Perez. Como resultado, a mobilidade da diplomata em solo americano ficou seriamente restrita.
Em resposta, o Itamaraty publicou uma nota dura contra as alegações americanas. No entanto, o governo brasileiro afirmou que o processo de aceitação de embaixadores é confidencial e não tem prazo fixo pela Convenção de Viena. Além disso, a nota pontuou que os EUA violaram o protocolo diplomático. Afinal, eles divulgaram o nome do indicado antes de pedir a autorização formal do Brasil.
Ademais, o comunicado oficial explicou por que negou a entrada de dois funcionários americanos no país. Segundo o governo, a dupla pretendia questionar a integridade do sistema eleitoral brasileiro. Portanto, a atitude foi considerada uma tentativa inaceitável de interferência política. Do mesmo modo, o texto lembrou que sanções americanas injustificadas continuam ativas contra autoridades e ministros do Supremo Tribunal Federal.
Por fim, o Palácio do Planalto classificou o episódio como parte de uma escalada de medidas hostis motivadas por razões ideológicas. Nesse sentido, analistas avaliam que as atitudes externas atingem diretamente a autonomia do país. Consequentemente, esse desgaste coloca a defesa da soberania nacional no centro do debate político brasileiro.