Cleitinho chora, volta atrás e cria caos no Republicanos Foto: R7

Cleitinho chora, volta atrás e cria caos no Republicanos

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Em menos de 24 horas, senador desiste em vídeo emocionante, recua durante convenção partidária, mas tem pré-candidatura ao governo de Minas descartada pela direção da sigla

Da desistência ao recuo na convenção

A corrida pelo Governo de Minas Gerais ganhou contornos de drama. Liderando as pesquisas com cerca de 40% dos votos, o senador Cleitinho Azevedo vinha adiando sua decisão. Por esse motivo, a direção do Republicanos passou a cobrar prazos para fechar coligações.

Diante dessa pressão, o parlamentar gravou um vídeo ao lado de líderes da sigla. Na gravação, ele chora e anuncia que não disputaria o governo estadual. Além disso, Cleitinho justificou a desistência alegando abalo emocional pela morte do irmão.

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No entanto, a calmaria durou pouco tempo. Durante a Convenção Nacional do partido, na manhã seguinte, Cleitinho surpreendeu os correligionários. O parlamentar pediu a palavra e anunciou que desejava, sim, ser candidato.

De acordo com o senador, ele recebeu fortes apelos da família após a veiculação do vídeo. Consequentemente, ele tentou barrar a divulgação das imagens, mas o material já tinha ido ao ar.

A reação da cúpula e o veto definitivo

A reação do presidente do partido, Marcos Pereira, foi imediata e expôs o desgaste interno. Em frente a todos os presentes, Pereira rechaçou a reviravolta e rebateu o senador publicamente.

O dirigente afirmou que a sigla deu todo o suporte necessário ao parlamentar. Porém, ressaltou que a gestão pública exige estabilidade e responsabilidade. Por fim, Pereira confirmou o veto definitivo à candidatura de Cleitinho ao governo.

Desgaste político e impacto nas alianças

Nos bastidores, essa hesitação acabou fragilizando a imagem do senador. Ao conceder entrevistas com seu irmão gêmeo, o prefeito de Divinópolis, Cleitinho admitiu o desconforto. Ele afirmou que tentaria conversar novamente com a direção partidária.

Contudo, o episódio deixou o congressista isolado dentro da própria legenda. Assim, o projeto de disputar o governo mineiro pelo Republicanos foi inviabilizado.

Além do imbróglio regional, a convenção selou a neutralidade do Republicanos na disputa presidencial. A decisão segue o caminho de outras siglas do Centrão, como PP, MDB e União Brasil.

Portanto, o desenlace da novela política encerra as pretensões de Cleitinho ao Executivo. Como resultado, o cenário eleitoral em Minas Gerais passa por uma reconfiguração completa.

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