Sistemas previdenciários do mundo todo estão quebrados, diz banqueiro Empresário Luis Cezar Fernandes concede entrevista ao MyNews | Foto: Reprodução/MyNews ALÉM DAS MANCHETES

Sistemas previdenciários do mundo todo estão quebrados, diz banqueiro

Fenômeno pode ser atribuído ao envelhecimento da população mundial, uma vez que a taxa de natalidade caiu em diversos países

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  • Luiz Cezar Fernandes, fundador dos bancos Garantia e Pactual, declarou que os sistemas previdenciários globais, sobretudo no Leste Europeu, estão quebrados durante o programa “Além das Manchetes”.
  • Ele atribui a crise ao envelhecimento da população e à queda das taxas de natalidade em diversos países.
  • Dados da OMS projetam que, em cerca de três décadas, o número de idosos será igual ao de crianças; no Brasil, nascimentos caíram 11% em 2022, totalizando 2,542,298 bebês, o menor registro histórico (IBGE).
  • Na Rússia, o porta‑voz Dmitri Peskov descreveu a situação como “catastrófica”, com 1,26 milhão de nascimentos em 2023, o menor número em mais de 20 anos.

Os sistemas previdenciários do mundo todo, especialmente do Leste Europeu, estão quebrados, afirmou o empresário do setor financeiro Luiz Cezar Fernandes, fundador dos bancos Garantia e Pactual, durante participação no Além das Manchetes desta semana. Para ele, o fenômeno pode ser atribuído ao envelhecimento da população mundial, uma vez que a taxa de natalidade caiu em diversos países nos últimos anos. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em aproximadamente três décadas, o número de pessoas idosas será equivalente ao número de crianças.

No Brasil, as autoridades registraram o nascimento de 2.542.298 bebês em 2022, o menor número já registrado, 11% menos do que a média anual entre 2010 e 2019, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em outros países, como na Rússia, a situação é “catastrófica”, como definiu o porta-voz do governo russo Dmitri Peskov. Estatísticas governamentais apontam que 1,26 milhão de crianças tenham nascido na nação europeia em 2023, o menor número em mais de 20 anos.

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“O mundo está enfrentando um declínio populacional e o envelhecimento da população”, afirmou o empresário Luis Cezar Fernandes. “A previdência, os fundos de pensão, aqui e lá fora, estão todos quebrados. No Leste Europeu, a situação é ainda pior. A população está envelhecendo, e o mundo não está sabendo lidar com isso.”

Em entrevista ao MyNews em julho deste ano, o economista Fabio Giambiagi defendeu uma solução ao Brasil. Na avaliação dele, em uma próxima reforma da Previdência, a idade mínima para a aposentadoria deveria aumentar para 67 anos, para homens e mulheres. Atualmente, essa idade é de 62 anos para mulheres e de 65 para homens. Giambiagi, que estuda o tema desde o final do século passado, argumenta que não trataria de mais uma ameaça aos idosos, e que países industrializados estão migrando para esse patamar.

Assista à entrevista do empresário Luiz Cezar Fernandes ao MyNews:

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