Lula e Trump conversam por telefone e debatem tarifas comerciais e crime organizado Foto: BBC

Lula e Trump conversam por telefone e debatem tarifas comerciais e crime organizado

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Em ligação de mais de uma hora, presidente brasileiro refuta justificativas da Casa Branca sobre Pix e desmatamento e defende que facções não sejam tratadas como terroristas

Divergências econômicas na mesa

Em meio ao esfriamento do diálogo e à recente imposição de uma sobretaxa de 25% aos produtos brasileiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversaram por telefone nesta sexta-feira. A ligação partiu do chefe do Executivo brasileiro, que buscou ativamente a retomada da interlocução direta. Durante o diálogo de 1 hora e 20 minutos, que ocorreu em tom amistoso, Lula rebateu as justificativas de Washington sobre o Pix e o desmatamento. O líder brasileiro enfatizou que essas alegações não procedem e que a manutenção das negociações é o melhor caminho. Portanto, as equipes de ambos os países devem organizar novas tratativas presenciais em breve.

Segurança pública e crime organizado

Além disso, outro ponto central da pauta foi o combate ao crime organizado no país. Após o governo norte-americano classificar as facções brasileiras como organizações terroristas, Lula reiterou que discorda categoricamente dessa denominação. Embora tenha reconhecido que esses grupos exercem um terror diário sobre as populações mais vulneráveis, o presidente argumentou que eles não se confundem com o terrorismo internacional. Consequentemente, o Brasil continuará utilizando mecanismos próprios para enfrentar o problema, como a estratégia de asfixia financeira conduzida pela Polícia Federal e a conversão de presídios em unidades de segurança máxima.

Geopolítica global e pontos ausentes

Por outro lado, os chefes de Estado também aproveitaram a oportunidade para debater temas da geopolítica global. Entre os assuntos abordados, destacaram-se os conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia, a cooperação policial na Amazônia e a proposta de reforma do Conselho de Segurança da ONU. Contudo, apesar da amplitude da conversa, o tema estratégico dos minerais críticos ficou de fora do diálogo. Da mesma forma, os líderes ainda não definiram uma data oficial para um novo encontro presencial entre os dois governantes.

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