Jorge Messias, na imagem após derrota no Senado, disse que "lutou o bom combate" e que "a vida é feita de vitórias e de derrotas" | Foto: Evandro Éboli/MyNews
Messias obteve apenas 34 votos no plenáro e precisava de 41; ” vida é assim”, disse; Flávio Bolsonaro diz ser o “fim do governo Lula”
Na maior derrota de Luiz Inácio Lula da Silva nessa sua terceira gestão, o Senado rejeitou o nome de Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal). O advogado-geral da União obteve no plenário apenas 34 votos e eram necessários 41. Faltaram 8. A oposição conseguiu 42 votos “não”, e celebrou muito o resultado no final.
Esta é uma derrota histórica para o governo. Nunca uma indicação ao STF feita por um presidente tinha sido derrotada no Senado, ao menos na República. Após nove horas de sabatina na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Messias, nesse colegiado, foi aprovado por 16 a 11, o que deu esperanças ao Palácio do Planalto de vitória no plenário, que não veio.
Flávio Bolsonaro comemorou o resultado, disse que a rejeição a Messias marca “o fim do governo Lula” e que a derrota do AGU não deve ser atribuída a ele, mas como uma reação do STF.
“Um dia histórico para o país a rejeição do indicado e resultado de uma série de fatores de insatisfação política, de excesso de alguns poucos do STF. O governo Lula perdeu hoje a governabilidade. É o fim do governo Lula. Vamos ver como vai se comportar agora esses Poderes”, disse Flávio Bolsonaro.
Messias falou após o resultado, disse que se submeteu durante cinco meses a escrutínio e que não tinha nada a falar da conduta de ninguém. Afirmou ser grato aos votos que recebeu, 34, e que cumpriu os seus des
“A vida é assim. Tem dias de vitórias e de derrotas. Temos que aceitar. O plenário do Senado é soberano. Faz parte do processo democrático saber ganhar e perder. Não é simples com alguém com minha trajetória passar por uma reprovação. Deus tem um plano para nossas vidas, para cada um de nós. Lutei o bom combate, como todo cristão. Sei que minha história não acaba aqui”, disse Jorge Messias.
“Toda sorte de mentiras para me descontruir ocorreu. Nós sabemos quem promoveu tudo isso”, completou.