Análise: EUA dependem do Brasil para negociar com a Venezuela Thiago Aragão durante o Segunda Chamada de sexta-feira (2) | Foto: Reprodução/MyNews MEDIAÇÃO

Análise: EUA dependem do Brasil para negociar com a Venezuela

Para Thiago Aragão, relação histórica entre Lula e Maduro coloca o Brasil na posição de ‘patrono’ do país sul-americano na região

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  • EUA reconheceram Edmundo González como vencedor da eleição venezuelana de 28 de julho (1º) e pressionaram países a rejeitar a vitória de Nicolás Maduro.
  • Na sexta‑feira (2), a Casa Branca solicitou ao Brasil um telefonema para alinhar a posição brasileira sobre o impasse eleitoral na Venezuela.
  • O internacionalista Thiago Aragão, da Arko Internacional, afirmou que a relação histórica entre Lula e Maduro coloca o Brasil como “patrono da Venezuela” e esperança dos EUA na mediação.
  • Aragão destacou que a influência norte‑americana se limita a sanções, esperando que o Brasil use sua influência de forma factual e não por nostalgia.

O Brasil é a esperança dos Estados Unidos na mediação com a Venezuela, graças à proximidade partidária do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o regime de Nicolás Maduro. Foi o que afirmou o internacionalista Thiago Aragão, CEO da Arko Internacional, durante participação no Segunda Chamada de sexta-feira (2). Para ele, a relação histórica entre Lula e Maduro coloca o Brasil na posição de “patrono da Venezuela” na América do Sul.

Na última quinta-feira (1º), os EUA reconheceram a vitória do opositor Edmundo González na eleição de 28 de julho. Segundo Aragão, esse posicionamento do país norte-americano já era esperado, e coloca uma pressão em outras nações para rejeitar a vitória eleitoral de Maduro. No dia seguinte à votação, a Casa Branca solicitou um telefonema para discutir a posição do Brasil em relação ao impasse eleitoral no país vizinho.

Desde o início do mandato, Lula tenta reintegrar Maduro à política internacional. Em outubro de 2023, o assessor para Assuntos Internacionais do Palácio do Planalto, Celso Amorim, acompanhou de perto a assinatura do Acordo de Barbados, em que Maduro se comprometeu a promover eleições justas em 2024. Em contra partida, os Estados Unidos retirariam as sanções impostas sobre o petróleo venezuelano.

De acordo com Aragão, a influência norte-americana sobre a Venezuela se baseia na “geração de problemas”, uma vez que os EUA conseguem apenas aplicar sanções e fazer pressão sobre o governo Maduro. Consequentemente, esperam que “o Brasil faça valer sua influência, mas que seja mais leal aos fatos do que à nostalgia”.

Veja a análise completa:

*Sob supervisão de Sofia Pilagallo

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