CPI da Covid mira em Filipe Martins Filipe Martins, assessor especial da presidência da República. Foto: Arthur Max (MRE). Para esclarecer atuação

CPI da Covid mira em Filipe Martins

Senador quer saber se Assuntos Internacionais do presidente Jair Bolsonaro atrapalhou a compra de vacinas e insumos contra o coronavírus

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  • O senador Alessandro Vieira (Cidadania‑SE) solicitou a convocação de Filipe Martins, assessor internacional de Jair Bolsonaro, para depor na CPI da Covid.
  • A oitiva tem objetivo de esclarecer os termos da atuação de Martins na compra de vacinas e insumos e avaliar sua tempestividade e eficiência.
  • Vieira suspeita que a postura crítica de Martins em relação à China tenha dificultado as negociações brasileiras com o país asiático.
  • Senadores lembram que Martins já foi criticado por gesto ligado a supremacistas brancos e que, apesar da tentativa de demissão por Bolsonaro, continua no Planalto.

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) apresentou requerimento para convocar Filipe Martins, assessor especial para Assuntos Internacionais do presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, a oitiva é necessária para esclarecer “os exatos termos de sua atuação” na compra de vacinas e insumos para o Brasil para aferir “sua tempestividade e eficiência”. 

Filipe Martins, assessor especial da presidência da República.
Filipe Martins, assessor especial da presidência da República. Foto: Arthur Max (MRE).

Vieira explica que há desconfiança de que a postura de Martins possa ter atrapalhado as negociações com a China. Integrante da ala ideológica do governo, ele, assim como o ex-ministro de Relações Exteriores Ernesto Araújo, tem uma postura crítica em relação ao país asiático.

O clima para Martins, no entanto, não será nada bom. Os senadores ainda não esqueceram que Martins, em uma audiência no Senado, fez um gesto relacionado a supremacistas brancos. Na época, Bolsonaro chegou a oferecer demiti-lo como uma forma de manter o então chanceler Ernesto Araújo no Itamaraty. Não conseguiu e Martins segue despachando no Planalto.

O inquérito aberto para apurar o episódio está perto de ser concluído pela Polícia Legislativa do Senado. De acordo com parlamentares, a tendência é indiciá-lo pelo gesto.

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