TROCA NO COMANDO

Se eu fosse o Guedes, sairia junto, diz Salim Mattar sobre demissão na Petrobras

Ex-secretário do governo se manifestou contra a troca no comando da Petrobras; a mudança, segundo ele, “é um retrocesso”
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O ex-secretário especial de Desestatização e Privatização do governo Bolsonaro e presidente da Localiza Hertz, Salim Mattar, se posicionou sobre a troca de comando na Petrobras anunciada nesta sexta-feira (20). Para o empresário, a mudança é “um retrocesso”.

No lugar de Roberto Castello Branco, Bolsonaro anunciou, por meio das redes sociais, que o novo presidente da estatal será o general Joaquim Silva e Luna, ex-ministro da Defesa do governo Temer. A troca ocorre depois de Bolsonaro criticar a gestão da Petrobras por conta das altas consecutivas no preço dos combustíveis.

“Se eu fosse o ministro Guedes, já que ele que indicou Roberto Castello Branco para a Petrobras, nessa hora, com a demissão do Roberto, eu sairia junto”, disse Mattar em entrevista à edição especial do Dinheiro na Conta de ontem. 

“Eu acho que ele [Paulo Guedes] é uma pessoa brilhante, espetacular, mas não tem espaço nesse governo. Ele não está sendo ouvido à altura. O exemplo da Petrobras significa que efetivamente o ministro Guedes perdeu todo o seu poder junto ao governo Bolsonaro”, destacou.

Se eu fosse o Guedes, sairia junto, diz Salim Mattar sobre demissão na Petrobras. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Se eu fosse o Guedes, sairia junto, diz Salim Mattar sobre demissão na Petrobras. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Mattar salienta, ainda, que não tem “nada contra” o general Joaquim Silva e Luna. “Deve ser uma pessoa ótima, que tem um bom currículo, mas é mais um militar”, disse. A demissão de Castello Branco, segundo Mattar, decreta o fim da agenda liberal no governo. “Foi uma decepção absoluta (…) Em se buscando o pleito para o segundo mandato, ele [Bolsonaro] se transformou completamente”, ressaltou.

Salim Mattar no Dinheiro na Conta

Assista à entrevista com Salim Mattar na íntegra:

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