Ex-chanceler

Tuíte de Ernesto não deve ser problema para Bolsonaro em CPI

Interlocutores do ex-chanceler dizem que, apesar de se sentir abandonado, Ernesto Araújo não pretende queimar o presidente na comissão
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O tuíte do ex-ministro de Relações Exteriores Ernesto Araújo acendeu um alerta no Palácio do Planalto, mas, segundo interlocutores, não deve ser visto com preocupação. Apesar de se sentir abandonado pelo ex-chefe, o ex-chanceler não pretende queimá-lo na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado.

O ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.
O ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Foto: Marcelo Camargo (Agência Brasil).

Ernesto ainda não tem data para comparecer, mas já há três requerimentos para convocá-lo na fila para ser analisado pelos parlamentares. Os senadores ainda estão atravessados com as colocações do ex-chanceler a respeito da senadora Kátia Abreu (PP-TO), que resultou na sua demissão. Na ocasião, Araújo insinuou que os senadores estariam pressionando pela liberação do 5G no Brasil para favorecer interesses chineses.

No último sábado (1), o ex-chanceler tuitou que um “governo popular, audaz e visionário” foi transformado em uma “administração tecnocrática, sem alma nem ideal”. “Hoje o povo brasileiro tem a oportunidade de recuperar sua esperança, ao pedir ao PR Bolsonaro simplesmente que ele volte a ser o Presidente eleito em 2018, aquele que prometeu derrotar o sistema, o líder de uma transformação histórica e constitucional, o portador de uma missão”, escreveu.

Um interlocutor de Ernesto afirmou que a publicação é reflexo da postura do próprio presidente Jair Bolsonaro. “Bolsonaro é capaz de trair o mundo inteiro”, afirmou. Para esse aliado, no entanto, não há motivo de preocupação. Por mais que esteja incomodado, Ernesto não deve fritar o ex-presidente porque sabe das consequências que o ato poderia ter.

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