Arquivos emprego - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/emprego/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Wed, 22 Nov 2023 15:13:58 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Desemprego cai de 8% para 7,7% no país no terceiro trimestre do ano https://canalmynews.com.br/brasil/desemprego-cai-de-8-para-77-no-pais-no-terceiro-trimestre-do-ano/ Wed, 22 Nov 2023 16:00:54 +0000 https://localhost:8000/?p=41370 Além de SP, apresentaram queda significativa Maranhão e Acre. Em 23 unidades da Federação, taxa manteve-se estatisticamente estável

O post Desemprego cai de 8% para 7,7% no país no terceiro trimestre do ano apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
A queda na taxa de desemprego no país, de 8% no segundo trimestre para 7,7% no terceiro trimestre deste ano, foi puxada principalmente pelo recuo do indicador em São Paulo. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), a taxa no estado recuou de 7,8% para 7,1% no período.

“A queda no Brasil não foi um processo disseminado nos estados. A maior parte das unidades da Federação mostra tendência de redução na taxa de desocupação, mas apenas três estados registram queda estatisticamente significativa, principalmente por causa da redução da desocupação. E São Paulo tem uma importância dado o contingente do mercado de trabalho, o que influencia bastante a queda em nível nacional”, explica a pesquisadora do IBGE Adriana Beringuy.

Além de São Paulo, apresentaram queda significativa na taxa de desemprego os estados do Maranhão (de 8,8% para 6,7%) e Acre (de 9,3% para 6,2%).

Em 23 unidades da Federação, a taxa manteve-se estatisticamente estável. Apenas em Roraima houve crescimento da taxa de desemprego,, ao passar de 5,1% para 7,6%.

No terceiro trimestre deste ano, as maiores taxas de desemprego foram observadas na Bahia (13,3%), em Pernambuco (13,2%) e no Amapá (12,6%). As menores taxas ficaram com os estados de Rondônia (2,3%), Mato Grosso (2,4%) e Santa Catarina (3,6%).

Comparações
Na comparação por sexo, a taxa de desocupação no terceiro trimestre foi de 6,4% para os homens e de 9,3% para as mulheres. Em relação à cor ou raça, a taxa entre os brancos ficou em 5,9%, enquanto entre os pretos o indicador foi de 9,6% e entre os pardos, de 8,9%.

Considerando-se o nível de instrução, a maior taxa de desocupação ficou entre as pessoas com ensino médio incompleto (13,5%). Para as pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi de 8,3%, mais que o dobro da verificada para o nível superior completo (3,5%).

O post Desemprego cai de 8% para 7,7% no país no terceiro trimestre do ano apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Pequenos negócios respondem por 85% das contratações em fevereiro https://canalmynews.com.br/economia/pequenos-negocios-respondem-por-85-das-contratacoes-em-fevereiro/ Fri, 14 Apr 2023 22:10:52 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=37079 Em números absolutos, foram 206.697 vagas abertas

O post Pequenos negócios respondem por 85% das contratações em fevereiro apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Foi como descobrir a arte. Mas, não foi de um dia para o outro que o maranhense Ricardo Silva Carvalho, de 41 anos, nascido em Sambaiba (MA) e radicado em Brasília há quase 20 anos, aprendeu a fazer sushi. “Demorei um ano e as aulas foram no restaurante que eu trabalhava”. Ele se tornou chef.

Durante a pandemia, passou a prestar um serviço para complementar renda: entregar comida japonesa na casa das pessoas. Economizou tudo o que podia. Deu tão certo que o sonho iria se tornar realidade em 2023. “Abri meu próprio fast food de sushi com minha esposa neste ano.” O casal contratou seis funcionários.

Segundo levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Pequenas e Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a história do empreendimento do Ricardo e da Patrícia está longe de ser um caso isolado. Esse tipo de empresa respondeu pela criação de 85% das vagas de trabalho geradas em fevereiro.

Em números absolutos, foram 206.697 vagas abertas (85% dos 241.785 novos postos de trabalho criados).

Para o economista Roberto Piscitelli, professor da Universidade de Brasília (UnB), as vagas geradas pelas pequenas empresas reduzem a concentração de economia. Ele explica que esse tipo de negócio ajuda a capilarizar os circuitos econômicos e tende a desconcentrar a riqueza.

“Além disso, essas oportunidades tendem a absorver uma mão de obra que depende de menos tecnologia. Por isso, é tão importante que sejam oferecidos programas de incentivo para pequenas e médias empresas”, considera o economista. São vagas geradas também mais próximas das casas das pessoas.

Na avaliação da professora de economia Juliana Bacelar, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, o levantamento ressalta o peso das pequenas empresas na geração de emprego, que vai melhor nos serviços do que no comércio.

Segundo o Caged, o ramo de serviços foi o que mais contratou: foram 135.238 empregos em fevereiro. Depois, vem a indústria de transformação, que respondeu por 37.429 vagas; enquanto a construção teve 22,6 mil novos postos gerados. O comércio teve saldo negativo (-1.344 novos postos de trabalho).

“Não é a toa que, quando a gente fala quais são os segmentos que estão puxando a economia, é o setor de serviços porque é onde elas, de fato, estão mais presentes e contratam mais. Os setores que estão crescendo mais são alimentação e educação. Eu acho que reflete muito o movimento da dinâmica econômica. Mas o comércio não está decolando em termos de atividade econômica.”

Recuo
As médias e grandes empresas tiveram saldo negativo pelo segundo mês consecutivo, com mais demissões do que contratações. No acumulado de 2023, dos 326.356 novos empregos gerados, 83% foram nas micro e pequenas empresas (MPEs).

Para o Sebrae, os dados atestam a importância dos pequenos negócios para a economia nacional, o que gera renda e contribui para assegurar a cidadania de milhares de pessoas e suas famílias. “Falar de desenvolvimento econômico e social é falar da micro e pequena empresa”, apontou o presidente da entidade, Décio Lima.

Os dados acompanham o histórico que já vinha se mostrando promissor no ano passado, quando, a cada dez postos de trabalho gerados no Brasil, aproximadamente oito foram criados pelas micro e pequenas empresas.

O acumulado do ano ultrapassou 2 milhões de novas vagas, sendo que quase 1,6 milhão de empregos foram nos pequenos negócios: cerca de 78,4% do total. Em 2021, a participação das MPEs no saldo total foi de 77%. A média é maior em 2023 (83% do total).

Investimento
No caso do restaurante de sushi, o casal está otimista. “Está sendo melhor do que o esperado. A gente acha que, em um ano, conseguimos ter retorno do nosso investimento”, diz a sócia e esposa, Patricia Souza Moreira, de 44 anos. O casal calcula ter investido inicialmente cerca de R$ 50 mil no negócio. Eles também têm um food truck itinerante com o mesmo tipo de comida. “Temos a expectativa de até o final do ano conseguir abrir um segundo restaurante”, diz Patrícia Moreira.

A boa notícia é também para os empregados deles. O sushiman Luiz Carlos Pereira, de 37 anos, diz que, durante a pandemia, ficou um ano desempregado. Ele tem três filhos. “Estava vivendo de bicos. Finalmente, consegui um emprego ‘fichado’ (com registro na carteira de trabalho) fazendo algo que eu gosto. É gratificante”.

O arroz, o salmão, as algas e os peixes com os quais mexe todos os dias ganharam um sabor de recomeço.

O post Pequenos negócios respondem por 85% das contratações em fevereiro apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Indicador de tendência do emprego da FGV sobe 1,6 ponto em dezembro https://canalmynews.com.br/economia/indicador-de-tendencia-do-emprego-da-fgv-sobe-16-ponto-em-dezembro/ Thu, 05 Jan 2023 16:01:31 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=35283 Indicador registrou queda em outubro e novembro e termina o ano de 2022 com saldo acumulado negativo de 7,1 pontos

O post Indicador de tendência do emprego da FGV sobe 1,6 ponto em dezembro apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) teve alta de 1,6 ponto em dezembro, subindo para 74,7 pontos. O indicador registrou queda em outubro e novembro e termina o ano de 2022 com saldo acumulado negativo de 7,1 pontos. Na análise por médias móveis trimestrais, o IAEmp caiu 3 pontos, para 75,9 pontos.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV/Ibre). De acordo com o economista do instituto Rodolpho Tobler, apesar do crescimento em dezembro, é preciso cautela para interpretar a tendência.

“A alta desse mês compensa apenas cerca de 15% do que foi perdido nos meses anteriores e o ano encerra com viés negativo com o resultado do último trimestre. O patamar baixo do indicador se mantém e parece refletir o cenário macroeconômico negativo e desafiador para o ano de 2023”.

Ele afirma que a previsão dos analistas é de desaceleração da economia, o que afeta a geração de empregos. “Com a expectativa de uma desaceleração da economia, o mercado de trabalho tende a reagir de maneira negativa e dificilmente voltará, no curto prazo, à trajetória ascendente que teve em parte do ano de 2022”.

Componentes
Entre os sete componentes do IAEmp, três contribuíram para o resultado positivo do indicador. Os destaques foram os indicadores da Situação Atual, que subiu 1,7 ponto, e da Tendência dos Negócios da Indústria, que contribuiu com 0,5 ponto. O indicador do Emprego nos próximos meses, vindo da Sondagem do Consumidor, contribuiu com 0,9 ponto.

Entre as quedas, o destaque foi o indicador de Emprego Previsto da Indústria, que reduziu 0,9 ponto. Os indicadores do Emprego Previsto, da Tendência dos Negócios e da Situação Atual do Negócios de Serviços contribuíram com 0,2 ponto negativo cada.

O Indicador Antecedente de Emprego é feito com a combinação de dados das sondagens da Indústria, dos Serviços e do Consumidor e está relacionado com o nível de emprego no país.

 

O post Indicador de tendência do emprego da FGV sobe 1,6 ponto em dezembro apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
IBGE: desemprego segue em queda e chega a 8,3% em outubro https://canalmynews.com.br/economia/ibge-desemprego-segue-em-queda-e-chega-a-83-em-outubro/ Wed, 30 Nov 2022 15:09:42 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34749 Informação é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua

O post IBGE: desemprego segue em queda e chega a 8,3% em outubro apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
A taxa de desocupação, que mede o desemprego no país, foi de 8,3% no trimestre encerrado em outubro. Essa taxa representa queda de 0,8 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre anterior (maio a julho), sendo a menor para o período desde 2014. Na comparação com o mesmo trimestre de 2021, a queda foi de 3,8 p.p.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o levantamento, o contingente de pessoas ocupadas chegou a 99,7 milhões, aumento de 1% no trimestre, batendo novamente o recorde na série histórica, iniciada em 2012. “Este momento de crescimento de ocupação já vem em curso desde o segundo semestre de 2021. Com a aproximação dos últimos meses do ano, período em que historicamente há aumento de geração de emprego, a tendência se mantém”, afirmou, em nota, a coordenadora da Pnad Adriana Beringuy.

Já a população desocupada alcançou 9 milhões de pessoas, o que representa recuo de 8,7% em comparação com o trimestre encerrado em julho. É o menor nível desde julho de 2015.

Em relação ao nível da ocupação, ou seja, o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, houve aumento de 0,4 p.p., chegando a 57,4%. “Já a taxa composta de subutilização caiu para 19,5%, uma queda de 1,4 p.p. no trimestre e 6,7 p.p. no confronto contra o mesmo trimestre do ano passado. A população subutilizada também caiu (6,7%) e chegou 22,7 milhões de pessoas”, diz o IBGE.

A Pnad Contínua para o trimestre encerrado em outubro também demonstra a tendência de crescimento para o número de empregados com carteira de trabalho assinada. Em relação ao trimestre anterior, o aumento foi de 2,3% (822 mil pessoas), chegando a 36,6 milhões.

Leia também:
Câmara aprova proposta que regulamenta o lobby no país

“Esse índice segue em alta há mais de um ano, o que mostra não apenas que o mercado de trabalho está em expansão numérica de ocupados, mas também apresentando algum crescimento na formalização da população ocupada”, avaliou Adriana Beringuy.

Rendimentos
O rendimento real habitual também cresceu. Houve aumento de 2,9% em relação ao trimestre anterior, chegando ao valor de R$ 2.754. Entre as posições, destaque para as altas no grupo de empregado no setor público (inclusive servidor estatutário e militar) (3,4%, ou mais R$ 137) e conta própria (3,3%, ou mais R$ 69), além do empregado com carteira de trabalho assinada (3,1%, ou mais R$ 79).

Já entre os grupamentos, os maiores aumentos foram em transporte, armazenagem e correio (6,5%, ou mais R$ 163), agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (5,7%, ou mais R$ 100) e construção (5,5%, ou mais R$ 114).

A pesquisa aponta para o recorde da série histórica na massa de rendimento real habitual, que chegou a R$ 269,5 bilhões, crescimento de 4% no trimestre e 11,5% na comparação anual.

Também o número de empregados sem carteira assinada no setor privado bateu o recorde da série, chegando 13,4 milhões de pessoas, aumento de 2,3% (297 mil pessoas) contra o trimestre anterior e de 11,8% (1,4 milhão de pessoas) no ano.

“O número de empregados no setor público foi outro a bater o recorde da série histórica (12,3 milhões) crescendo 2,3% no trimestre e 10,4%. Já a taxa de informalidade foi 39,1% da população ocupada menor que o trimestre anterior, quando foi de 39,4%, e no mesmo período do ano passado, quando atingiu 40,7%. O número de trabalhadores informais chegou a 39 milhões”, informa o IBGE.

O post IBGE: desemprego segue em queda e chega a 8,3% em outubro apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
IBGE: renda média de trabalhador branco é 75,7% maior que de pretos https://canalmynews.com.br/economia/ibge-renda-media-de-trabalhador-branco-e-757-maior-que-de-pretos/ Fri, 11 Nov 2022 14:01:00 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34623 Brancos também têm sido menos afetados pelo desemprego

O post IBGE: renda média de trabalhador branco é 75,7% maior que de pretos apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado hoje (11) mostra a cor como fator relevante na diferenciação do rendimento mensal médio dos trabalhadores no país em 2021. De acordo com o levantamento, os brancos ganham R$ 3.099 em média. Esse valor é 75,7% maior do que o registrado entre os pretos, que é de R$ 1.764. Também supera em 70,8% a renda média de R$ 1.814 dos trabalhadores pardos.

Mesmo entre pessoas com nível superior completo, persiste uma distância significativa. Nesse grupo, o rendimento médio por hora dos brancos foi cerca de 50% maior que o dos pretos e cerca de 40% superior ao dos pardos. Além disso, embora representem 53,8% dos trabalhadores do país, pretos e pardos ocuparam em 2021 apenas 29,5% dos cargos gerenciais.

Os brancos também têm sido menos afetados pelo desemprego. A taxa de desocupação em 2021 para eles é de 11,3%. Entre a população preta é de 16,5% e para a população parda, de 16,2%.

Os dados revelam ainda diferenças na informalidade: apenas os brancos se situam abaixo do índice nacional de 40,1%. Segundo o IBGE, “a informalidade no mercado de trabalho está associada, muitas vezes, ao trabalho precário e à ausência de proteção social”. Ela envolve trabalhadores que podem enfrentar dificuldades para acesso a direitos básicos, como a aposentadoria e a garantia de remuneração igual ou superior ao salário mínimo.

Leia também:
Alunos participam de projeto de reúso de lixo eletrônico no Rio

A proporção de pessoas pobres no país também é bastante distinta no recorte por cor. Entre os brancos, 18,6% estão abaixo da linha da pobreza, isto é, vivem com menos de US$ 5,50 por dia conforme uma das classificações do Banco Mundial. O percentual praticamente dobra entre pretos (34,5%) e pardos (38,4%).

Intitulado Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil, o estudo faz um cruzamento de dados extraídos de mais 12 pesquisas do próprio IBGE. Ele está em sua segunda edição. A primeira, divulgada em 2019, foi mais enxuta: indicadores sobre mercado de trabalho e distribuição de rendimento, por exemplo, não integraram o levantamento. De acordo com o IBGE, “as desigualdades raciais são importantes vetores de análise das desigualdades sociais no Brasil, ao revelar no tempo e no espaço a maior vulnerabilidade socioeconômica das populações de cor ou raça preta, parda e indígena”.

Outros indicadores
O estudo traz ainda informações atualizadas sobre patrimônio, educação, violência, representação política e ambiente político dos municípios. De acordo com o IBGE, há um acesso desigual dos diferentes grupos populacionais a bens e serviços básicos necessários ao bem-estar, como saúde, ensino, moradia, trabalho e renda.

Foi constatado que nos domicílios de pessoas brancas há maior presença de praticamente todos os bens duráveis analisados: geladeira, televisão, máquina de lavar, forno, micro-ondas, automóvel, computador, ar-condicionado, tablet e freezer. A única exceção foram as motocicletas, que aparecem com maior frequência em domicílios de pessoas pardas. No campo, entre os proprietários de terras com mais de 10 mil hectares, 79,1% se declaram brancos, 17,4% pardos e apenas 1,6% eram pretos.

O estudo também apresenta um recorte das vítimas de homicídio no país em 2020. Entre as pessoas pardas, registra-se a maior taxa, com 34,1 mortes por 100 mil. Na população preta, esse índice é de 21,9 mortes, enquanto entre os brancos é de 11,5.

Na educação superior, o IBGE encontrou diferentes realidades conforme o curso. Na pedagogia, por exemplo, pretos e pardos representavam 47,8% dos alunos matriculados em 2020. Na enfermagem, eles eram 43,7%. Por outro lado, no curso de medicina, representavam apenas 25%.

Dados de representação política nas eleições municipais de 2020 também foram incluídos no levantamento. Entre os candidatos a prefeito que realizaram campanhas com arrecadação superior a R$ 1 milhão, 67,5% são brancos.

O post IBGE: renda média de trabalhador branco é 75,7% maior que de pretos apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Expo CIEE Virtual oferece 16 mil vagas de estágio em todo o país https://canalmynews.com.br/economia/vagas-de-estagio/ Sun, 11 Sep 2022 15:46:34 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=33639 O evento é gratuito e inscrições devem ser feitas online a partir desta segunda-feira, 12

O post Expo CIEE Virtual oferece 16 mil vagas de estágio em todo o país apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>

Mais de 16 mil vagas de estágio e de aprendizagem em todo o país serão oferecidas a partir de amanhã (12) em mais uma edição da Expo CIEE Virtual. Por meio da plataforma do CIEE, os estudantes vão poder acompanhar palestras, concorrer a bolsas de cursos de idiomas e conquistar uma vaga de estágio ou de aprendizagem. O evento é gratuito.

Será a terceira vez que a edição se realiza de forma online e as inscrições devem ser feitas por meio da plataforma do CIEE.

Para se inscrever a uma das 12 mil vagas de estágio ou das 4 mil vagas de aprendizagem oferecidas, os estudantes devem acessar o estande virtual Universo CIEE a partir de amanhã (12). Nesse espaço será possível tirar dúvidas, realizar o cadastro no banco de dados do CIEE e conhecer outras iniciativas da instituição. Para concorrer a uma vaga de estágio é necessário ter vínculo com uma instituição de ensino e idade mínima de 16 anos.

Já aqueles que desejam entrar no programa de aprendizagem, é necessário ter entre 14 e 24 anos incompletos e cursar o ensino fundamental, o médio ou já ter concluído os estudos.

Além das vagas de estágio e de aprendizagem, o CIEE vai oferecer palestras sobre saúde mental, empreendedorismo e finanças pessoais, além de oferecer dicas para se destacar no processo seletivo. Segundo o CIEE, todas as palestras vão oferecer certificado de participação, que serão enviados automaticamente para os estudantes que acompanharem ao menos 60% do bate-papo.

Edição: Fernando Fraga

O post Expo CIEE Virtual oferece 16 mil vagas de estágio em todo o país apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Brasil gerou 218.902 empregos formais em julho https://canalmynews.com.br/economia/brasil-gerou-empregos-formais-em-julho/ Mon, 29 Aug 2022 16:53:41 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=33384 No acumulado do ano, saldo está em 1,56 milhão de postos de trabalho

O post Brasil gerou 218.902 empregos formais em julho apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>

O Brasil gerou 218.902 vagas de empregos com carteira assinada no mês de julho. No acumulado de 2022, foram gerados 1.560.896 empregos formais, conforme consta do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgado hoje (29) pelo Ministério do Trabalho e Previdência.

Entre agosto de 2021 e julho de 2022 (últimos 12 meses), o saldo positivo ficou em 2.549.939 vagas geradas. Com isso, o estoque total de trabalhadores com carteira assinada está em 42.239.251. Ainda segundo o Caged, de julho de 2020 a julho de 2022, o saldo positivo está em 5.542.283 novos postos de trabalho “decorrentes de 43.141.648 admissões e 37.599.365 desligamentos no período”.

Os cinco segmentos analisados registraram saldos positivos em julho. O maior crescimento foi o de serviços, que apresentou saldo positivo de 81.873 postos de trabalho formais. O grupamento indústria registrou 50.503 novos postos; e o comércio gerou 38.574 vagas no mês.

No acumulado do ano, a construção civil foi o setor com melhor desempenho, ao registrar crescimento de 9,38% (ou 216.585 novos postos) no estoque de empregos formais. O de serviços gerou 874.203 vagas (alta de 4,56%), seguido pela indústria, com 266.824 novos empregos (3,37%).

São Paulo foi o estado que registrou, no mês, maior número de empregos formais gerados: 67.009, o que representa uma alta de 0,51%. Minas Gerais agregou 19.060 novos postos (0,43%); e Paraná agregou mais 16.090 empregos formais (0,55%).

“Do ponto de vista regional o grande destaque foi a Região Norte, com um crescimento de 0,8% da força de trabalho, o maior crescimento relativo entre as cinco regiões brasileiras”, destacou o ministério.

Com relação aos salários, pelo segundo mês seguido observou-se aumento no salário médio real de admissão. Na média, o valor acertado ficou em R$ 1.926,54, o que representa uma alta de 0,80%. “Comparado ao mês anterior houve um acréscimo real de R$ 15,31, sendo o maior crescimento verificado no setor do comércio, R$ 1.685,67, variação de 1,95%”, detalhou o levantamento.

Edição: Fernando Fraga

O post Brasil gerou 218.902 empregos formais em julho apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
IBGE: termina hoje prazo de inscrição em concurso de recenseador https://canalmynews.com.br/brasil/ibge-termina-hoje-prazo-de-inscricao-em-concurso-de-recenseador/ Wed, 03 Aug 2022 15:28:00 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=32451 Inscrição presencial para 15 mil vagas vai até 17h

O post IBGE: termina hoje prazo de inscrição em concurso de recenseador apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>

As inscrições para o concurso complementar que selecionará 15 mil recenseadores se encerram hoje (3). O objetivo deste novo processo seletivo é contratar profissionais para vagas não preenchidas em vários municípios brasileiros.

inscrição está sendo feita presencialmente, até as 17h, nos postos do IBGE, listados no anexo I do edital do concurso. A seleção será feita por meio da análise de títulos acadêmicos, conforme previsto no edital.

Os recenseadores são os profissionais que estão visitando domicílios para as entrevistas do Censo 2022, que começou nesta segunda-feira (1º). O trabalho é temporário e tem duração prevista de três meses, prazo que pode ser prorrogado caso haja necessidade.

A carga horária mínima semanal é de 25 horas. A remuneração é variável, de acordo com a produção do profissional, calculada por setor censitário, de unidades recenseadas (domicílios urbanos e/ou rurais), tipo de questionário (básico ou amostra), pessoas recenseadas e registro no controle da coleta de dados.

O post IBGE: termina hoje prazo de inscrição em concurso de recenseador apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Os americanos não aguentam mais seus empregos https://canalmynews.com.br/economia/os-americanos-nao-aguentam-mais-seus-empregos/ Wed, 20 Jul 2022 20:05:07 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=31920 Pesquisa da McKinsey mostra um número recorde de americanos pedindo demissão ou pensando em deixar a empresa onde trabalham, reflexo do período de pandemia

O post Os americanos não aguentam mais seus empregos apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
19 mihões de trabalhadores americanos estão deixando seus empregos desde abril de 2021. É um número recorde de americanos pedindo demissão, segundo dados da McKinsey. Mas a consultoria acredita que este número ainda vai crescer. Isso porque ainda são muitos os que não pediram demissão, mas alimentam este sonho. É uma situação com potencial de criar problemas para os negócios em qualquer lugar.

As empresas não entendem porque seus colaboradores estão deixando o emprego e, segundo a pesquisa, estão buscando soluções rápidas de curto prazo que fracassam. “Elas não investigam a causa e tentam resolver com aumento de salários ou bônus”, diz o relatório. O problema é que essas soluções, ainda que bem intencionadas, não resolvem o problema. Com isso o recorde de americanos pedindo demissão deve se manter ou mesmo aumentar nos próximos meses.

Essas medidas deixam a sensação de que o trabalho é apenas uma transação financeira e, assim, os empregados não se sentem verdadeiramente atendidos. Como assim? Então funcionários não querem aumento de salário? Na verdade querem mais que isso.

Esses dois anos ensinaram que funcionários querem investimentos em aspectos humanos do trabalho. A pandemia deixou as pessoas cansadas e de luto. Com isso, há um ajuste de foco nas prioridades. “Eles querem um senso de propósito renovado, querem conexões sociais e interpessoais com seus colegas”, diz a pesquisa. Sim, eles querem pagamentos, benefícios e regalias, mas mais do que isso eles querem se sentir valorizados.

Os pesquisadores advertem: “Ao não entender porque seus funcionários estão se demitindo, os líderes das empresas estão colocando seu próprio negócio em risco”.  A pesquisa diz ainda que muitos trabalhadores estão se retirando completamente do trabalho tradicional.

Bem, mas isso é nos Estados Unidos. No Brasil, o que os brasileiros querem mesmo é emprego. Dados do primeiro trimestre do ano mostram que há 11 milhões de desempregados no País.

 

O post Os americanos não aguentam mais seus empregos apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
IBGE: Rendimento dos brasileiros é o menor desde 2012 https://canalmynews.com.br/economia/ibge-rendimento-dos-brasileiros-e-o-menor-desde-2012/ Fri, 10 Jun 2022 17:26:41 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=29658 Fim do auxílio emergencial contribuiu para queda do rendimento dos brasileiros e escalada de desigualdade

O post IBGE: Rendimento dos brasileiros é o menor desde 2012 apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
No segundo ano de pandemia, em 2021, o rendimento médio dos brasileiros caiu para o menor patamar registrado desde 2012. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o rendimento médio mensal real domiciliar per capita em 2021 foi de R$ 1.353. Em 2012, primeiro ano da série histórica da pesquisa, esse rendimento era o equivalente a R$ 1.417. Em 2020, no primeiro ano de pandemia, era de R$ 1.454.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Rendimento de todas as fontes 2021, divulgados nesta sexta-feira (10). Esses valores referem-se a uma média de quanto recebe cada um dos brasileiros, por mês. Os valores de anos anteriores são atualizados pela inflação do período para que possam ser comparados. Esses rendimentos tratam-se de médias, o que significa que há grupos que ganham mais, grupos que ganham menos e ainda aqueles que não possuem rendimento.

A pesquisa mostra que, em média, os brasileiros estão recebendo menos e também que menos brasileiros possuem algum rendimento. O percentual de pessoas com rendimento na população do país caiu de 61% em 2020 para 59,8% em 2021, o mesmo percentual de 2012 e também o mais baixo da série histórica.

O IBGE considera no levantamento os rendimentos provenientes de trabalhos; de aposentadoria e pensão; de aluguel e arrendamento; de pensão alimentícia, doação e mesada de não morador; além de outros rendimentos.

Considerados apenas os brasileiros que possuem rendimento, a média mensal registrada em 2021 foi R$ 2.265, segundo o IBGE, a menor da série histórica. As menores médias desde 2012 entre as pessoas com rendimento também foram registradas em aposentadoria e pensão, com média de R$1.959 e em outros rendimentos (R$ 512).

Rendimentos de trabalhos

Entre 2020 e 2021, a participação do trabalho na composição do rendimento dos brasileiros aumentou de 72,8% para 75,3%. Mas, apesar do aumento da população ocupada, a massa do rendimento mensal real de todos os trabalhos caiu 3,1%, indo de R$ 223,6 bilhões para R$ 216,7 bilhões, no período.

“A pandemia afetou muito o mercado de trabalho em 2020 por causa do isolamento social que teve que ser feito para frear a pandemia. Então, o mercado de trabalho perdeu muita ocupação. O mercado de trabalho está retomando, mas o ritmo ainda está menor do que o de 2019”, diz a analista da pesquisa Alessandra Scalioni Brito.

Alessandra aponta ainda a inflação como um dos fatores que impactaram os rendimentos dos brasileiros, tanto provenientes do trabalho quanto de outras fontes, como aposentadorias, pensão alimentícia, entre outras. Em 2021, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, foi de 10,06% – a maior taxa acumulada no ano desde 2015.

LEIA TAMBÉM: Seguro-desemprego: quem tem direito a esse benefício trabalhista?

Auxílio Emergencial

Enquanto a participação do trabalho aumentou, a participação de outros rendimentos encolheu. A pesquisa de 2021 mostra que o percentual de domicílios com alguém recebendo recursos de programas sociais, como o auxílio emergencial, caiu de 23,7% para 15,4%.

“Foi um benefício apenas emergencial. Agora que a gente está tirando ele, a gente está vendo que ele cumpriu o papel ali de não deixar a renda cair tanto em 2020, mas em 2021 essa queda veio e a desigualdade voltou para o padrão que estava. As rendas estão menores e tivemos a questão inflacionária. Então, estamos em situação pior em 2021 em termos de renda”, diz Alessandra.

De acordo com a pesquisa, a queda do rendimento mensal domiciliar per capita foi mais intensa entre as classes com menor rendimento. Em 2021, o rendimento médio do 1% da população que ganha mais era 38,4 vezes maior que o rendimento médio dos 50% que ganham menos. O rendimento médio mensal daqueles com maior renda era de R$ 15.940; já entre os que ganham menos, era de R$ 415.

No início da pandemia do novo coronavírus, em 2020, essa razão reduziu para 34,8 vezes, atingindo o menor valor desde 2015. Isso ocorreu, segundo o IBGE, sobretudo por conta de outros rendimentos, como o auxílio emergencial.

Desigualdade

A pesquisa aponta também as desigualdades de rendimento entre as regiões do Brasil. Em todas elas houve queda no rendimento médio mensal real domiciliar per capita entre 2020 e 2021. Enquanto na região Sudeste essa renda passou de R$ 1.742 para R$ 1.645 e na região Sul, de R$ 1.738 para R$ 1.656; na região Norte passou de R$ 966 para R$ 871 e na região Nordeste, de R$ 963 para R$ 843. Na região Centro-Oeste a variação foi de R$ 1.626 para R$ 1.534.

“O mercado de trabalho é mais informalizado no Norte e no Nordeste, então, a renda do trabalho ali tende a ter uma distribuição mais desigual. As regiões Norte e Nordeste tendem a receber mais benefícios de programas sociais e como houve essa mudança no auxílio emergencial, elas foram mais afetadas entre 2020 e 2021. Por isso tiveram esse aumento de desigualdade maior que em outras regiões”, diz Alessandra.

Segundo a pesquisa, a desigualdade, medida pelo Índice de Gini, considerando toda a população, aumentou entre 2020 e 2021, passando de 0,524 para 0,544. Considerada apenas a população ocupada, esse indicador ficou praticamente estável, variando de 0,500 para 0,499.

O Índice de Gini é um instrumento para medir o grau de concentração de renda, apontando a diferença entre os rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos. O índice varia de zero a um, sendo que zero representa a situação de igualdade, ou seja, todos têm a mesma renda. Já o um representa o extremo da desigualdade, ou seja, uma só pessoa detém toda a riqueza.

O post IBGE: Rendimento dos brasileiros é o menor desde 2012 apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Nobel de Economia 2021 vai para pesquisas sobre mercado de trabalho https://canalmynews.com.br/economia/nobel-de-economia-2021-pesquisas-sobre-mercado-de-trabalho/ Mon, 11 Oct 2021 20:52:07 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/nobel-de-economia-2021-pesquisas-sobre-mercado-de-trabalho/ Estudos vencedores do Prêmio Nobel de Economia mostraram que reajuste do salário mínimo não tem relação com aumento do desemprego e que renda é maior proporcionalmente aos anos de escolaridade

O post Nobel de Economia 2021 vai para pesquisas sobre mercado de trabalho apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Os norte-americanos David Card e Joshua Angrist e o holandês Guido Imbens venceram o Prêmio Nobel de Economia de 2021 por suas contribuições empíricas para a economia do trabalho e metodológicas para a análise das relações causais. Card é professor na Universidade de Berkeley, na Califórnia; Angrist leciona economia do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT), em Cambridge, nos Estados Unidos; enquanto o holandês é professor na Universidade de Standford, também nos EUA.

Prêmio Nobel de Economia 2021
Os americanos David Card e Joshua Angrist e o holandês Guido Imbens venceram o Prêmio Nobel de Economia 2021/Imagem: Prêmio Nobel/Divulgação

Eles usaram situações da vida real para estudar os impactos econômicos no mundo real em áreas do setor de fast-food dos Estados Unidos e em relação à migração de Cuba, no período do governo Fidel Castro. Os dois estudos mostraram que o aumento do salário mínimo não tem relação com o aumento do desemprego e que a renda é maior de acordo com os anos de escolaridade de cada trabalhador. Metade do prêmio de 10 milhões de coroas suecas (R$ 6,32 milhões) irá para David Card e a outra metade será dividida entre Joshua Angrist e Guido Imbens.

Mara Luquet analisou a premiação como importante do ponto de vista dos trabalhadores, pois faz cair um mito da economia tradicional de que o reajuste de salários tem impacto negativo para a geração de emprego de um país. A jornalista acredita que o Nobel de Economia reflete também o atual momento, em que mudanças no mercado de trabalho e nas formas de executar as jornadas laborais têm mudado rapidamente.

“Sei que falar isso num país com 14 milhões de desempregados pode parecer absurdo, mas está se formando um novo tipo de trabalho, com um trabalhador que vai querer mais qualidade de vida. Questões como saúde mental já vinham sendo apontadas e avaliadas nas relações de trabalho e a gente vai ver cada vez mais esse assunto sendo discutido. Temos que pensar nas nossas carreiras de uma forma diferente do que pensaram nossos pais e as empresas, também, para conseguir reter talentos”, avaliou Mara Luquet, para o MyNews Investe.

Luquet citou o professor adjunto da Universidade do Trabalho, Cláudio Garcia – que em entrevista ao Canal MyNews abordou as mudanças nas relações de trabalho e um movimento que deve se acentuar no momento “pós-pandemia”. Segundo Garcia, muitas pessoas têm reavaliado as formas de trabalhar e as horas trabalhadas. Especialmente as mulheres, entre elas, em especial, as que têm filhos, têm uma carga extra entre três a seis horas a mais de trabalho que os homens.

“A pandemia estressou o que já existia. A Organização Mundial de Saúde já falava que existia a questão do stress nas empresas e as pessoas estão procurando opções que sejam mais saudáveis para elas”, considera o professor, para quem as organizações aprenderam a se adaptar ao trabalho remoto sob pressão da necessidade.

* Com informações da Agência Brasil

Pesquisas vencedoras do Prêmio Nobel de Economia mostram que aumento do salário mínimo não tem relação com aumento do desemprego. Economistas estudaram relações de trabalho em lanchonetes dos anos 1990 nos Estados Unidos e imigrantes de Cuba do período de Fidel Castro

O post Nobel de Economia 2021 vai para pesquisas sobre mercado de trabalho apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O que o futuro nos reserva? https://canalmynews.com.br/creomar-de-souza/o-que-o-futuro-nos-reserva/ Thu, 19 Aug 2021 19:50:35 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/o-que-o-futuro-nos-reserva/ É importante lembrar que vivemos um momento político derivado de uma enorme desilusão com a realidade. O produto desta desilusão se materializou em uma lógica antissistema.

O post O que o futuro nos reserva? apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Tenho reservado algum tempo da minha agenda para dialogar com jovens estudantes ao redor do país. Mais do que um exercício de responsabilidade corporativa, é a oportunidade de aprender mais sobre os medos, anseios e desejos de uma juventude intelectualmente efervescente. Cada uma dessas conversas tem sido ricas em aprendizados, visões e perspectivas, porém, a parte mais importante e a pergunta mais recorrente que me fazem é: o que o futuro nos reserva?

E diante do fato de que a incerteza é um elemento importantíssimo em qualquer exercício de análise, este texto busca oferecer um panorama de futuro passado. Esta expressão, cunhada pelo pensador alemão Reinhardt Kosseleck, permite construir um panorama de futuro a partir daquilo que o passado nos traz até o presente. Em termos didáticos, o objetivo é projetar um cenário para o nosso amanhã a partir daquilo que o ontem nos apresentou até agora.

É importante lembrar que vivemos um momento político derivado de uma enorme desilusão com a realidade. O produto desta desilusão, que é o divórcio entre a cidadania e o sistema político, se materializou em uma lógica antissistema. Representantes foram eleitos e alçados ao poder com a missão de desconstruir o prédio erigido pela Constituição de 1988, e mesmo que uma parte considerável das pessoas não tivesse ideia concreta daquilo que seria colocado em seu lugar, fez a aposta de que o amanhã seria melhor.

E o amanhã trouxe desafios maiores do que aqueles previstos em quaisquer cenários. Para além dos embates políticos tradicionais, que se tentou aplacar com discursos e narrativas, a Covid-19 serviu para lembrar a todos o quão vulnerável é a existência. A implacabilidade da pandemia para além do estigma de morticínio global, serviu na Terra Brasilis para realçar as fragilidades de nossas escolhas governamentais e dos desenhos institucionais até aqui constituídos.

Negacionismo, narrativas e frases de efeito foram incapazes de disfarçar a ineficácia das estruturas de governo e de estado em lidarem de maneira eficaz com a tragédia humanitária que se abateu sobre todos nós. A resultante, realçada pelos discursos desfocados da realidade junto a uma incapacidade de demonstração de humanidade gera espécie em alguns ao mesmo passo que alimentam nos que passam fome a certeza de que os políticos, as instituições e a lei não se importam com seus destinos.

Essa descrença, por sua vez, é o veneno que tende a lentamente consumir o tecido social que nos une. Enquanto as atenções do mundo se voltam para a tragédia afegã, não deixa de ser crítico pensar no baixo nível de compadecimento com a nossa própria tragédia. Esta, por sua vez, não vinculada apenas a um mandatário ou representante político de ocasião, mas, fruto de uma tragédia coletiva, bem amarrada e arquitetada ao longo de nossa trajetória histórica, social e política.

A construção de um futuro que escape da tragédia é, portanto, um exercício de ruptura com algumas características que têm marcado fortemente o debate público atual. E aqui se propõe que o abandono do radicalismo, do rancor e do confronto são fundamentais para abraçar o novo. Se isto, por sua vez, não for possível no atual momento, caberá à cidadania se organizar e construir uma lógica de demandas o mais cedo possível para que os representantes compreendam que são servidores públicos. E como tal, por mais que tenham interesses particulares, possam atender às demandas do público. Afinal, se o passado é uma lembrança e o futuro é uma miragem, cabe aqueles que vivem o presente construir um amanhã mais auspicioso se aproveitando das lições recebidas e projetando uma lógica nova de interação com a realidade.


O post O que o futuro nos reserva? apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Retomada da economia no pós-pandemia pode favorecer troca de emprego https://canalmynews.com.br/economia/retomada-economia-pos-pandemia-emprego/ Sat, 14 Aug 2021 11:22:04 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/retomada-economia-pos-pandemia-emprego/ Brasil deve demorar a se recuperar e precisa investir em políticas econômicas para gerar empregos

O post Retomada da economia no pós-pandemia pode favorecer troca de emprego apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Após um ano e meio de pandemia do novo coronavírus um fenômeno muito visto após crises financeiras está se repetindo, especialmente nos países mais avançados na vacinação da população: pedidos de demissão e mudança de emprego. O fenômeno tem sido registrado em países como os Estados Unidos – onde 7,5 milhões de pessoas saíram de seus trabalhos e buscaram outras oportunidades no mercado no período de dois meses. A explicação passa por uma leve recuperação da atividade econômica, com busca de profissionais qualificados por parte das empresas, e também por uma nova forma de vivenciar o tempo do trabalho após vários meses de quarentena, trabalho remoto e incertezas.

Fim da pandemia deve favorecer troca de emprego
Fim da pandemia deve favorecer troca de emprego e mudança no mercado de trabalho/Foto: Pixabay

A análise é do professor adjunto da Universidade de Nova York, especializado na área do trabalho, Cláudio Garcia. “É um padrão comum depois de crises. Um período de recuperação onde as pessoas que não foram demitidas tentam manter o emprego, num momento de recessão, e logo depois que o mercado retoma, aquece rápido, e as empresas vão atrás de quem tem as competências que o mercado precisa e isso propicia a mudança de emprego. Está acontecendo agora de novo na pandemia, mas com um volume muito maior”, explica.

Segundo Garcia, muitas pessoas têm reavaliado as formas de trabalhar e as horas trabalhadas. Especialmente as mulheres, entre elas, em especial, as que têm filhos, têm uma carga extra entre três a seis horas a mais de trabalho que os homens. “A pandemia estressou o que já existia. A Organização Mundial de Saúde já falava que existia a questão do stress nas empresas e as pessoas estão procurando opções que sejam mais saudáveis para elas”, considera o professor, para quem as organizações aprenderam a se adaptar ao trabalho remoto sob pressão da necessidade.

Não é possível dizer, entretanto, que essa adaptação vista durante a pandemia do covid-19 se manterá no futuro, pois algumas atividades demandam o trabalho presencial e muitas empresas que num primeiro momento anunciaram um esquema laboral totalmente remoto, agora já reavaliam a necessidade de os funcionários retornarem à rotina presencial.

Brasil deve demorar a se recuperar e precisa investir em políticas econômicas para gerar empregos

No caso do Brasil, onde o número de desempregados alcançou 15 milhões de pessoas, segundo o Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – a maior taxa desde o início da série histórica da pesquisa – a situação deve demorar a se recuperar. Pesam neste cenário o avanço lento da vacinação contra o covid-19 no país e a deficiência na qualificação profissional dos trabalhadores – que em tempos de crise, ficam ainda mais expostos à precarização do trabalho.

“O Brasil é muito vulnerável a essa realidade que está acontecendo. Se o Brasil conseguir vacinar, as empresas vão atrás de profissionais que estão capacitados. Como o Brasil tem problemas sérios sérios na educação, não consegue formar [profissionais] na velocidade que deveria. Tem um ‘gap’ muito grande de quem é capaz de assumir aquela função também”, considera o professor Cláudio Garcia.

Ele aponta ainda uma questão adicional do país – que precisa ser enfrentada para que haja a recuperação do emprego e da renda: são necessárias políticas econômicas que privilegiem uma visão social. “Infelizmente não é só um problema do Brasil, é uma situação global. O investimento na produção só tem decrescido e há uma financeirização das empresas produtivas, que usam esse dinheiro para especular e aumentar o valor de mercado delas. Esse processo tem provocado uma divisão enorme entre os poucos muito ricos e o restante da população”, aponta Garcia, lembrando que nos Estados Unidos tem acontecido um reajuste dos salários dos 10% mais ricos e nenhum reajuste para a maioria dos trabalhadores.

Essa tendência, que na prática aumenta a desigualdade social, tem inclusive um termo que não deveria ser motivo de orgulho para o Brasil: “brasilianization” – numa referência a uma divisão de classes muito evidente. “Uma classe rica que fica mais rica e quem paga o ônus é a classe mais pobre. É preciso criar políticas públicas que favoreçam o investimento privado, pois o investimento especulativo não vai gerar empregos”, sinaliza o professor da Universidade de Nova York.

Ele continua, abordando a opção que tem sido feita nos últimos anos de evitar os investimentos públicos em benefício de um superávit nas contas e explica que ter um déficit não é um problema se você pagar essa diferença com geração de empregos e arrecadação de impostos. “O país não aguenta seis ou oito anos sem geração de empregos. Os problemas relacionados ao desemprego vão além da questão das capacidades. São questões sociais muito graves, que afetam a produtividade e a competitividade dos países”, pontua.

“Tem que ter um projeto para o capital social do país. Empregos que possam melhorar a qualidade social do Brasil. Aumentar a base da pirâmide [social] mais rápido do que aumenta o PIB (Produto Interno Bruto). Envolve educação, segurança pública, trazer talentos de fora, capital humano e instituições. Não dá mais pra simplesmente aplicar essa fórmula liberal, ‘vamos cuidar das públicas’, enquanto você tem uma situação social enorme. A pandemia não era esperada, mas [a situação] ficou ainda mais grave”, acrescenta o professor Cláudio Garcia.

Empregos do futuro são relacionados com saúde e serviços

Sobre as áreas que vão gerar mais emprego no futuro, Cláudio Garcia lembra que não serão apenas os segmentos relacionados à tecnologia. Será preciso lidar com as novas tecnologias, mas essa área específica é responsável por algo entre 2% a 5% dos empregos no mundo. Setores relacionados à saúde e aos cuidados com o envelhecimento da população devem demandar muitos profissionais qualificados. Cuidadores, nutricionista, fisioterapeutas, terapeutas, treinadores de educação física, entre outras funções ligadas ao bem-estar e à saúde, e também atividades relacionadas ao setor de serviços e entretenimento, com turismo, bares e restaurantes devem ter uma demanda maior no futuro.

Cláudio Garcia foi entrevistado por Mara Luquet no MyNews Entrevista. Assista à integra do bate-papo no Canal MyNews

O post Retomada da economia no pós-pandemia pode favorecer troca de emprego apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Países que controlaram a pandemia salvaram mais empregos, aponta economista do Ipea https://canalmynews.com.br/economia/menos-vidas-menos-empregos-paises-que-controlaram-a-pandemia-salvaram-mais-empregos/ Wed, 11 Aug 2021 23:03:21 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/menos-vidas-menos-empregos-paises-que-controlaram-a-pandemia-salvaram-mais-empregos/ Estudo mostra que descontrole da pandemia no Brasil prejudicou o mercado de trabalho

O post Países que controlaram a pandemia salvaram mais empregos, aponta economista do Ipea apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Fila de pessoas procurando emprego em São Paulo. Desemprego é um dos reflexos da baixa atividade econômicaação
Fila de pessoas procurando emprego em São Paulo. Desemprego é um dos reflexos da baixa atividade econômica, e ficou ainda pior com a pandemia.
(Foto: Roberto Parizotti/Fotos Públicas)

O descontrole na pandemia do novo coronavírus no país pode agravou a perda de vagas no mercado de trabalho. Um estudo feito pelo economista Marcos Hecksher, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que o programa Dinheiro Na Conta teve acesso, mostra que o Brasil ficou entre os países que mais sofreram com fechamento de postos de trabalho na crise. 

Segundo Hecksher, o choque no mercado de trabalho foi mais intenso no Brasil porque o risco relacionado a Covid-19 também foi maior. “Por isso foi também maior a queda do nível de ocupação no Brasil do que na maioria dos países do mundo”, afirma. 

“Aqui a gente teve um duplo fracasso. Em relação à pandemia, em si, e no combate à destruição de empregos. Não houve dilema entre salvar vidas e salvar empregos. Nós erramos nas duas coisas”, acrescenta. 

O economista realizou o cruzamento de dados entre a mortalidade, por habitante, pelo coronavírus em cada país e o fechamento de postos de trabalho. “Pegamos os dados de nível de ocupação em vários países e vimos qual foi a queda no terceiro trimestre de 2020, comparado ao ano anterior. O que a gente observa é que o Brasil está pior que a grande maioria”, explica. 

De 22 países analisados, que têm informações monitoradas pela OCDE, o Brasil está na frente apenas do Chile e da Colômbia em relação ao nível de preservação de empregos. Governos que tiveram menos mortes por habitantes relacionadas à Covid-19, como Japão, Austrália, Coreia do Sul e Nova Zelândia, apresentaram as menores perdas de postos de trabalho.

 “Países que salvaram mais vidas, salvaram mais empregos”, analisa Hecksher. “Quanto menos saúde, menos emprego. Pelos dois lados. Porque as pessoas estão menos dispostas a trabalhar e as empresas estão menos dispostas a contratar. A economia se movimenta menos”. 

O estudo levou em consideração as informações  sobre o emprego do IBGE, divulgadas na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua. No terceiro trimestre encerrado em outubro do ano passado, a taxa de desocupação no país ficou em 14,3%, com 14,1 milhões de pessoas em busca de emprego. A pandemia também elevou os índices de desalentados e subocupados e reduziu a população de trabalhadores com carteira assinada.

Para 2021, o economista do Ipea enxerga ainda um ano de desafios para a recuperação do mercado de trabalho do Brasil. Ele cita, entre as incertezas, o avanço da pandemia em algumas regiões do país e também as dificuldades do governo para a vacinação nacional.

“É esperado que o mercado de trabalho se recupere, mas a retirada do auxílio emergencial e outros benefícios não ajuda”, diz. “Há um caminho longo pela frente e a gente precisa ajustar as políticas públicas para ajudar na retomada”. 

O post Países que controlaram a pandemia salvaram mais empregos, aponta economista do Ipea apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
“Desemprego subiu de elevador e vai descer de escada”, diz pesquisador sobre situação do Brasil https://canalmynews.com.br/economia/desemprego-subiu-elevador-vai-descer-escada/ Fri, 30 Jul 2021 21:36:36 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/desemprego-subiu-elevador-vai-descer-escada/ País tem 14,8 milhões de desempregados, segundo IBGE. Para especialistas, recuperação deve ser lenta e crise pode gerar anos de efeitos negativos para mercado de trabalho

O post “Desemprego subiu de elevador e vai descer de escada”, diz pesquisador sobre situação do Brasil apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O trimestre encerrado em maio fechou 14,6% da população desempregada no Brasil, segundo divulgou nesta sexta-feira (30) o IBGE. São 14,8 milhões de pessoas em busca de uma oportunidade de trabalho no país, de acordo com o Instituto. O resultado representa a segunda maior taxa de desemprego da série histórica, que começou em 2012. O recorde, de 14,7%, aconteceu nos trimestre encerrados em março e abril, refletindo os efeitos da pandemia.

O economista sênior da LCA Consultores e pesquisador do Ibre-FGV, Bráulio Borges, lembra que a situação de desemprego no país pré-pandemia já era preocupante, com taxa em torno de 11,5%. A avaliação dele é que, até o fim de 2021, a taxa esteja em cerca de 13% – ainda longe de um cenário de equilíbrio. “O desemprego subiu de elevador e vai subir de escada no caso brasileiro”, diz o economista. 

Ele explica que o cenário “estável” em relação ao desemprego no Brasil é de uma taxa de cerca de 9,5%, chamada taxa de desemprego de equilíbrio. Ele avalia que a recuperação desse cenário passa pelo estímulo a criação de vagas formais.

“É interessante você trabalhar, por meio de políticas públicas, para a geração de bons empregos, empregos que tenham certa estabilidade, previsibilidade e que tenham por trás uma rede de proteção social em caso de oscilações macroeconômicas”, avalia o pesquisador, em entrevista ao MyNews Investe.

Segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), do IBGE, o Brasil perdeu 1,3 milhão de vagas com carteiras assinadas em um ano. A recuperação do trabalho desde então, de maneira geral, tem sido puxada pela informalidade, que encerrou o trimestre de maio em 40% – acima dos 39,6% da pesquisa anterior.

O nível de ocupação, de acordo com o instituto, ficou em 48,9%. O IBGE destaca que o nível está abaixo dos 50% há um ano, o que significa que menos da metade da população apta ao mercado de trabalho está ocupada.

Salários e emprego devem ser afetados por 9 anos

Mesmo com um cenário de controle da pandemia, a recuperação do emprego e dos salários no Brasil ainda pode levar quase uma década. Essa é a avaliação de um relatório divulgado na última terça-feira (20) pelo Banco Mundial. Segundo o documento, a crise econômica gerada pela pandemia deve provocar efeitos negativos nos empregos e salários por nove anos.

A avaliação do órgão é que “grandes sequelas” devem permanecer no países da América Latina, como efeito de redução dos índices de emprego formal. As cicatrizes desse período, segundo o relatório, devem ser mais intensas nos trabalhadores menos qualificados, sem ensino superior.

Joana Silva, economista sênior do Banco Mundial, explica que a capacidade de geração de emprego no país no pós-pandemia depende, além de programas sociais e de geração de emprego, da recuperação econômica.

“É muito importante endereçar fatores estruturais para que a economia e as empresas que são fortes e produtivas possam criar empregos”, diz ela, em entrevista do MyNews Investe. “O emprego é criado nas empresas portanto boas empresas é o que nós precisamos para que elas sejam fortes e vigorosas na América Latina e no Brasil”, completa.

A íntegra da mesa-redonda está disponível para os membros do Canal MyNews

O post “Desemprego subiu de elevador e vai descer de escada”, diz pesquisador sobre situação do Brasil apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Taxa de desemprego não pode ser parâmetro para controlar a inflação https://canalmynews.com.br/economia/taxa-de-desemprego-nao-pode-ser-parametro-para-controlar-a-inflacao/ Fri, 30 Jul 2021 02:12:18 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/taxa-de-desemprego-nao-pode-ser-parametro-para-controlar-a-inflacao/ Falar em “taxa de desemprego de equilíbrio” num país onde número de desempregados alcançou 14,8 milhões de pessoas, é penalizar a população mais pobre

O post Taxa de desemprego não pode ser parâmetro para controlar a inflação apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Falar em “taxa de desemprego de equilíbrio” num país onde o percentual de desempregados alcançou a marca de 14,7% – ou 14,8 milhões de pessoas – é um parâmetro que tende a penalizar a população mais pobre. O percentual de desempregados no Brasil atualmente é o maior da série histórica, iniciada em 2012, segundo a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e é apenas um dos dados que mostram a vulnerabilidade da maioria dos trabalhadores brasileiros na atual conjuntura.

O assunto foi tema do Segunda Chamada e motivou um debate sobre a questão do trabalho informal. No Brasil, essa “taxa de desemprego de equilíbrio”, que não pressionaria o aumento da inflação, está calculada atualmente em 10%.

Taxa de desemprego no Brasil bate recorde da série histórica.
Taxa de desemprego no Brasil bate recorde da série histórica. Foto: Jeso Carneiro (Flickr).

“O que os analistas explicam é que a nossa inflação é influenciada por outros fatores, como a alta do dólar, um período de alta de commodities, a alta do preço da energia. Se a gente for botar outros fatores, a gente ainda está com os juros mais altos e nem assim consegue segurar a inflação. Essa não é a minha área, eu cubro mais política, mas é surreal achar que para um país estar equilibrado, a gente precisa de 10 milhões de pessoas desempregadas”, argumentou a jornalista Juliana Braga – pontuando que a justificativa de reduzir o custo do trabalho foi utilizada para realizar uma reforma trabalhista, com a promessa de criar mais empregos.

“Mas esses empregos não aconteceram. Aí falam: não, mas é porque teve crise política e aí não teve emprego. E a impressão que eu tenho é que a gente está o tempo todo justificando o fato de que a nossa economia não investe em educação, a gente não tem qualificação do profissional, da mão-de-obra, e a gente tem um sistema que penaliza quem está na base da pirâmide e parece que vai continuar penalizando, pelo visto”, acrescentou.

No Brasil, segundo a Pnad, a população ocupada é de 85,9 milhões de pessoas – o que significa que 48,5% das pessoas com idade para trabalhar estão ocupadas no país. O número de subocupados alcançou 33,3 milhões de pessoas, enquanto os que desistiram de procurar trabalho por estarem desalentados, ou desesperançados, somou 6 milhões de pessoas. A informalidade é a realidade de 34,2 milhões de pessoas no Brasil – que trabalham sem carteira assinada, sem CNPJ, ou sem remuneração.

Se a média geral de desemprego está em 14,2%, entre as mulheres ela sobe para 17,9%. Entre as pessoas pretas e pardas, o desemprego está em 19,1% – também um recorde na série histórica realizada desde 2012. Já entre a população jovem, com idade entre 18 e 24 anos, a taxa de desemprego alcança os 31%.

Jefferson Nascimento, advogado e coordenador da Oxfam Brasil, analisou como a reforma trabalhista de 2018 teve impacto no aumento da informalidade e como as mulheres foram as mais afetadas nesse processo. Se antes da pandemia falava-se na diminuição da taxa de desemprego e verificava-se que essa redução se dava pela criação de postos de trabalho informais, o advento da pandemia fez desaparecer justamente esse trabalho precarizado.

“Começou a pandemia e o que aconteceu? As primeiras pessoas a perder o emprego foram justamente as que estavam nesses postos de trabalho informais. E ainda tem mais uma coisa: as mulheres estão super representadas entre os trabalhadores informais. Então tem um duplo impacto, que já acontecia na reforma trabalhista: a gente vai reduzir os direitos, vai aumentar os empregos com pessoas com menos direitos, e quando vem uma crise, esses postos são muito voláteis e isso acaba fatalmente aumentando a desigualdade”, analisou Nascimento.

Assista à integra do Segunda Chamada. O programa vai ao ar todas as segundas-feiras, a partir das 20h30, no Canal MyNews.

Leia também – Órgão técnico da Câmara afirma que piso para o Fundo Eleitoral é de R$ 800 milhões

O post Taxa de desemprego não pode ser parâmetro para controlar a inflação apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Pequenos negócios são responsáveis por 57,9% dos empregos gerados em março https://canalmynews.com.br/economia/pequenos-negocios-sao-responsaveis-por-579-dos-empregos-gerados-em-marco/ Mon, 03 May 2021 19:31:34 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/pequenos-negocios-sao-responsaveis-por-579-dos-empregos-gerados-em-marco/ Micro e pequenas empresas estão contratando mais do que companhias médias e grandes há 9 meses

O post Pequenos negócios são responsáveis por 57,9% dos empregos gerados em março apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
As micro e pequenas empresas (MPE) foram responsáveis por 57,9% dos empregos com carteira assinada gerados em março no Brasil, o que corresponde a quase 107 mil vagas. O resultado é superior aos postos de trabalho criados pelas empresas de médio e grande porte (MGE), que foi pouco mais de 67 mil. Os dados são de um levantamento feito pelo Sebrae com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia.

No acumulado do ano, dos cerca de 837 mil empregos gerados no primeiro trimestre, 587 mil (70,1%) foram criados pelas micro e pequenas empresas, enquanto as médias e grandes empresas criaram 190 mil (22,7%). Já no saldo mensal médio, as MPE atingiram patamar superior a 195 mil novos postos de trabalho, enquanto as MGE tiveram um número aproximado de 63 mil. Ou seja, a cada novo posto de trabalho gerado por uma média e grande empresa, os micro e pequenos empreendimentos geram outros três novos postos de trabalho.

“Esse é o 9ª mês que as micro e pequenas empresas puxam a geração de empregos formais no Brasil. Não há dúvida que elas são o motor da nossa economia. Mesmo diante da sobrevida da pandemia, os resultados positivos sinalizam o quanto é importante a continuidade de medidas emergenciais que amparem o segmento”, destacou o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

Pequenos negócios são responsáveis por 57,9% dos empregos gerados em março. Foto: Agência Brasília
Pequenos negócios são responsáveis por 57,9% dos empregos gerados em março. Foto: Agência Brasília

Desemprego na pandemia

Apesar do atual momento crítico da pandemia no Brasil, com o desemprego atingindo 14,4 milhões de brasileiros, o primeiro trimestre de 2021 apresenta um cenário mais favorável em relação ao mesmo período do ano passado.

Entre os meses de janeiro, fevereiro e março de 2020, as MPE foram responsáveis pela criação de quase 118 mil vagas, número considerado cinco vezes menor do que os coletados neste ano. Já as MGE tiveram um saldo negativo de um pouco mais de 94 mil novos empregos gerados, pois demitiram mais do que admitiram.

O post Pequenos negócios são responsáveis por 57,9% dos empregos gerados em março apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
“No setor tecnológico, falta mão de obra no Brasil inteiro”, diz especialista https://canalmynews.com.br/economia/no-setor-tecnologico-falta-mao-de-obra-no-brasil-inteiro-diz-especialista/ Sat, 03 Apr 2021 15:27:22 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/no-setor-tecnologico-falta-mao-de-obra-no-brasil-inteiro-diz-especialista/ Santa Catarina e Recife somam mais de 3 mil vagas em aberto à espera de profissionais qualificados

O post “No setor tecnológico, falta mão de obra no Brasil inteiro”, diz especialista apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
As vagas de emprego nas empresas de tecnologia brasileiras estão em constante crescimento. O Brasil tem cerca de 70 mil vagas abertas, no entanto, forma ainda cerca de 30 mil pessoas por ano na área de tecnologia.

O Porto Digital em Recife tem 1.500 vagas abertas e falta mão de obra. No Sul do país a situação se repete, Santa Catarina se tornou polo tecnológico e cidades como Blumenau, Joinville e a capital Florianópolis somam milhares de vagas. Somente em Blumenau, são mais de 2 mil vagas a espera de candidatos qualificados.

Sobram vagas, faltam profissionais e mulheres: desigualdades no setor de tecnologia no Brasil
Apesar da oferta de vagas, setor de tecnologia vive dificuldade para preenchê-las.
(Foto: Annie Spratt/ Unsplash)

Pierre Lucena, presidente do Porto Digital do Recife, explica que um novo programa da entidade tem atraído jovens com interesse em tecnologia. A entidade começou a investir na profissionalização para jovens de escolas pública com boas notas no Enem.

“Os jovens que, por exemplo, tiraram 730 pontos no Enem e não conseguiram passar pois o ponto de corte é 760 pontos terão a oportunidade de fazer um curso noturno de sistemas, em cursos que tem parceria com o Porto Digital”, afirmou

Ainda sobre a formação de jovens talentos, o presidente da entidade afirma que o plano é dobrar a capacidade de formação. “Vamos colocar 500 jovens a mais por ano nessse programa, o que em 10 anos representa mais 5 mil profissionais formados para trabalhar dentro do Porto Digital”, acrescentou.

Santa Catarina se tornou nos últimos anos uma potência e é um estado considerado polo tecnológico nacional. Programas e formações não faltam na região, em Blumenau os programas contam com cursos de idiomas como inglês e alemão.

“É um programa municipal com parceria do governo do estado e empresas da região. Foi uma forma que a cidade encontrou para suprir e minimizar o problema da falta de mão de obra.”, revela Charles Schwanke, Diretor de Desenvolvimento Econômico e Inovação da Prefeitura de Blumenau.

O post “No setor tecnológico, falta mão de obra no Brasil inteiro”, diz especialista apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Diana Gonzaga: O impacto da pandemia da covid-19 na vida das mulheres https://canalmynews.com.br/dialogos/diana-gonzaga-o-impacto-da-pandemia-da-covid-19-na-vida-das-mulheres/ Sat, 13 Mar 2021 13:44:34 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/diana-gonzaga-o-impacto-da-pandemia-da-covid-19-na-vida-das-mulheres/ É necessário que as políticas públicas considerem a desigualdade de gêneros em relação aos impactos de choques negativos sobre a economia

O post Diana Gonzaga: O impacto da pandemia da covid-19 na vida das mulheres apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Um comportamento frequentemente observado por pesquisadores que estudam o mercado de trabalho e as desigualdades de gênero é que as mulheres possuem menores taxas de participação na força de trabalho e isso é acentuado em períodos de crises econômicas.

No caso da pandemia, que envolve medidas de distanciamento social, paralisação temporária de atividades econômicas e fechamento de escolas e creches, as mulheres podem ser triplamente penalizadas já que, além das perdas usuais dos períodos de recessão, podem sofrer impactos adicionais. O primeiro deles está relacionado com as normas de divisão social do trabalho entre os gêneros, que ainda atribuem às mulheres grande parte da responsabilidade dos cuidados com os filhos e a casa (trabalho não remunerado), comprometendo o seu retorno ao mercado de trabalho (trabalho remunerado). O segundo impacto adicional está relacionado a segregação ocupacional entre os gêneros no mercado do trabalho, que explica porque muitas mulheres estão inseridas em ocupações e setores mais impactados pelos efeitos da pandemia (serviços e comércio).

Ao longo da pandemia, a taxa de desemprego feminina e a parcela fora da força de trabalho aumentou, enquanto a participação feminina na força apresentou queda. Os dados do 3º trimestre de 2020 da Pnad-Contínua mostram que menos da metade das mulheres em idade ativa estava participando do mercado de trabalho (46%), enquanto a maioria dos homens estava participando (66%). Na região Nordeste, mesmo antes da pandemia (1º trimestre) apenas 45% das mulheres estavam na força de trabalho. A taxa de desocupação feminina no 3º trimestre foi de 16,8% enquanto a masculina era de 12,8% e a parcela de mulheres entre os trabalhadores fora da força de trabalho era de 64,2%. Por outro lado, mesmo antes da pandemia, as mulheres recebiam, em média, cerca de 79% do rendimento dos homens.

Entre os fatores que podem explicar a maior parcela de mulheres fora da força de trabalho estão o fechamento de postos de trabalhos nos setores de comércio e serviços, que possuem forte participação feminina, o fechamento das escolas e creches, a redução na demanda por trabalho doméstico remunerado e a dificuldade de retomada efetiva das atividades entre as informais. Em geral, as mulheres negras e as menos escolarizadas sofrem mais por não conseguirem terceirizar o trabalho doméstico.

Portanto, é necessário que as políticas públicas considerem a desigualdade de gêneros em relação aos impactos de choques negativos sobre a economia. Para isso não é suficiente reconhecer a desigualdade na divisão das atividades domésticas não-remuneradas, mas conceber políticas que possam reduzir essas desigualdades, seja estimulando a oferta de empregos em tempo parcial, para aquelas que buscam maior flexibilidade, ou fornecendo vagas em creches e escolas em tempo integral, criando as condições de acesso das mulheres ao mercado de trabalho. Na pandemia,
deve haver um planejamento para a retomada de creches e escolas, ainda que parcialmente, quando for possível. Por último, para as informais e mais vulneráveis é preciso garantir proteção social e assegurar uma renda mínima, até que tenhamos as condições para a retomada efetiva das atividades.


Quem é Diana Gonzaga

Diana Gonzaga é doutora em economia pela Universidade de São Paulo (USP) e professora do Departamento de Economia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Desenvolve pesquisas em Economia nas áreas de Economia Regional e Urbana, Economia do Trabalho e Microeconometria.

O post Diana Gonzaga: O impacto da pandemia da covid-19 na vida das mulheres apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O momento de dar o próximo passo https://canalmynews.com.br/luiz-gustavo-mariano/o-momento-de-dar-o-proximo-passo/ Mon, 01 Mar 2021 20:13:29 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/o-momento-de-dar-o-proximo-passo/ Tomar a decisão certa envolve aprofundamento e estudos que muitas empresas não estão preparadas para oferecer durante o processo

O post O momento de dar o próximo passo apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Com o aquecimento do mercado, tenho conversado com muitos executivos sobre o momento de decidir por qual caminho deve seguir a carreira profissional. Qual deve ser o próximo passo. Essa avaliação não deveria ter como únicos parâmetros o tamanho da empresa, o título do cargo e a proposta financeira. É preciso ter cuidado para evitar frustrações.

Esses critérios citados acima são os mais fáceis de se observar, no entanto, para avaliar melhor os pontos que vão determinar o seu sucesso, e também a velocidade com que você vai conseguir entrar em estágio de alta performance, há outros pontos que devem ser considerados.

Quanto mais alta a posição na hierarquia da empresa, menos o descritivo do cargo vai contemplar os reais fatores que vão influenciar o desempenho daquela função.

Lembre-se: você não vai levar para frente a sua empresa atual, mas, sim, somente você e os seus conhecimentos. (O mesmo, claro, vale para quem está contratando: não vai trazer a empresa; vai trazer o executivo.)
Vou citar abaixo alguns exemplos de pontos que são negligenciados e que influenciam as condições que o executivo terá para desempenhar suas funções:

  • Governança. A estrutura societária da empresa e a composição de poderes e de decisão afetam vários componentes na função, e deve-se prestar atenção a eles, pois negligenciá-los pode te deixar de mãos atadas (outro ponto a considerar: se a empresa é multinacional ou nacional);
  • Objetivos da companhia. Os planos de negócio da empresa, desde a composição do formato do crescimento, margens, tipo de projeto (reestruturação, execução, crescimento ou redução etc.) também alteram a maneira de atuação. Neste item, costumo perceber um erro clássico: o profissional achar que, porque a vaga é em uma empresa concorrente, as funções são parecidas e, portanto, a atuação será a mesma. A ideia de que semelhança garante performance futura é um grande equívoco;
  • Momento do time e processos da empresa. Entrar para montar um time ou já ter o time montado, entrar com acesso a informações ou ter de implementar processos e sistemas. Essas são informações cruciais para entender bem onde estão os quick-wins dos primeiros meses;
  • Sistema de incentivos. É incrível como os comportamentos são orientados pela forma como as metas e as recompensas estão conectadas. Entrar em uma empresa que tem um sistema estabelecido de metas e recompensas muito diferentes do que você está acostumado pode levar a um nível de estresse emocional considerável. E, também, deve-se atentar para qual é o rigor com que uma empresa trata as consequências de um não atingimento de metas (esse ponto tem uma conexão direta com o tipo de governança). Assim, o profissional tem de entender nitidamente quais são os “trade-offs” na hora da oferta, para que não se perca a oportunidade e você não sinta que está perdendo algo.

Existe uma tendência de jogar grande peso da remuneração no variável e nos incentivos de longo prazo, mas para isso você tem de entender as metas e como elas funcionam em relação à remuneração –se não, pode haver frustrações.

Tomar a decisão certa envolve aprofundamento e estudos que muitas empresas não estão preparadas para oferecer durante o processo, e elas não possuem condições de enxergar o mercado inteiro e, claro, não podem fazer essa análise por você. Assim, é importante se preparar, saber aonde está, para onde quer ir, o que deseja e refletir bem –para evitar perda de tempo na carreira.

O post O momento de dar o próximo passo apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Trabalhadores que não tomarem a vacina contra a Covid-19 poderão ser demitidos? https://canalmynews.com.br/mais/trabalhadores-que-nao-tomarem-a-vacina-contra-a-covid-19-poderao-ser-demitidos/ Wed, 10 Feb 2021 12:05:49 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/trabalhadores-que-nao-tomarem-a-vacina-contra-a-covid-19-poderao-ser-demitidos/ Empresas podem demitir por justa causa funcionários que se recusarem a se vacinar

O post Trabalhadores que não tomarem a vacina contra a Covid-19 poderão ser demitidos? apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Uma polêmica envolvendo a tão esperada vacinação contra a Covid-19 promete grandes discussões entre trabalhadores e empresas. Considerada como elemento fundamental para a retomada da economia no Brasil, a vacina é essencial para que as empresas mantenham seus funcionários em segurança e também possam expandir seus negócios.

Uma nota técnica divulgada pelo Ministério Público do Trabalho sugere que funcionários que não apresentem uma justificativa médica para a recusa da vacina sejam demitidos.

Por seguir o Plano Nacional de Imunização, onde a vacina é disponibilizada pela rede pública e de forma voluntária, o cidadão tem o direito de decidir se irá ou não tomar o imunizante. A discussão sobre a demissão por justa causa esta baseada neste aspecto da não obrigatoriedade do plano de imunização.

Caso a vacinação passe a ser obrigatória, a coisa muda. Em dezembro de 2020, o plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu que Estados e municípios podem decretar a imunização compulsória e, nesses casos, prever sanções em lei.

Vale ressaltar que ainda não existem tratamentos eficientes contra a Covid-19 e a vacina é, neste momento, o único meio de prevenir e conter o avanço da doença.

O advogado trabalhista André Luiz Paes de Almeida avalia que a nota do Ministério Público é pouco esclarecedora, mas confirma existir uma possibilidade de demissão por justa causa, que é a penalidade máxima aplicada pela empresa a um trabalhador, tirando todos os direitos, independente do tempo que o profissional ficou na empresa.

Almeida acredita que o assunto deveria ser tratado com mais cuidado e bom senso pelo Ministério Público do Trabalho para não acarretar às empresas futuras ações judiciais.

“Quando um funcionário é demitido, não importa qual foi a forma de demissão, ele tem até 2 anos para entrar com uma ação na Justiça do Trabalho e postular a reversão da justa causa. Neste caso específico, me preocupa a gente ter ume enxurrada de ações. Um certo conforto do empregador em demitir um empregado por justa causa. É preciso ter bom senso por parte da empresa e, também, dos empregados”, alerta.

O post Trabalhadores que não tomarem a vacina contra a Covid-19 poderão ser demitidos? apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Quando um ciclo é finalizado https://canalmynews.com.br/luiz-gustavo-mariano/quando-um-ciclo-e-finalizado/ Mon, 08 Feb 2021 17:00:16 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/quando-um-ciclo-e-finalizado/ A decisão de mudar de emprego ou buscar um trabalho em outra empresa é um momento de extrema importância na vida profissional

O post Quando um ciclo é finalizado apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Será que eu completei um ciclo?

Esta pergunta reflete uma sensação bastante comum entre profissionais de diversas áreas.

Muitos executivos afirmam que estão com essa impressão – “completei um ciclo” na atual empresa. Mas o que é completar um ciclo? É achar que tem de trocar de emprego ou de posição de quatro em quatro anos?
É ter conseguido deixar uma marca da agenda pela qual você foi contratado para executar? Achar que parou de crescer e está caminhando de lado?
É ter criado ou vivido algum projeto na empresa ou implementado um processo de transformação ou ter criado uma área nova, lançado produtos etc?

Ou será que é porque a empresa estacionou e você, por algum motivo, não está conseguindo enxergar um novo ciclo dentro deste local?
Será ainda que é porque você está sentindo resistência de algumas pessoas com a sua agenda e você simplesmente desiste de continuar tentando?

Qual momento representa o fim de um ciclo na carreira?
Qual momento representa o fim de um ciclo na carreira?. Foto: Pixabay (Domínio Público).

Escrevi aqui várias perguntas porque eu costumo ouvir bastante gente falando a respeito desse assunto. Muitos profissionais me procuram alegando que completaram um ciclo em uma empresa. Mas, pela minha experiência, sinto que a vasta maioria dessas pessoas não refletiram o suficiente em relação à questão. O profissional realmente concluiu um ciclo ou está falando isso para poder se auto-enganar e achar que, assim, vai ser mais fácil procurar uma agenda fora da empresa? Não seria mais fácil reconhecer que cansou, que prefere ir para outro lugar?

O quanto disso é, na verdade, um processo de cansaço ou de estagnação técnica que te empurra para outra empresa, para um novo salto? Ou será que a empresa está indo para um novo caminho, implementando uma nova agenda, e você está se sentindo como um peixe fora d’água e, por isso, entendo que completou um ciclo?

A decisão de mudar de emprego ou buscar um trabalho em outra empresa é um momento de extrema importância na vida profissional.
Entender quais são os motivos que te levaram a essa decisão é fundamental para dar o passo certo na hora certa. Será que de fato completamos um ciclo ou somos nós que não estamos nos sentindo seguros com o caminho que a empresa está seguindo?

O post Quando um ciclo é finalizado apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Ano novo e os velhos desafios do emprego formal https://canalmynews.com.br/vilma-pinto/ano-novo-e-os-velhos-desafios-do-emprego-formal/ Thu, 31 Dec 2020 12:35:25 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/ano-novo-e-os-velhos-desafios-do-emprego-formal/ Se antes da pandemia o mercado de trabalho já se encontrava em situação de fragilidade, hoje os desafios são maiores

O post Ano novo e os velhos desafios do emprego formal apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Na minha primeira coluna no Canal MyNews, trouxe uma análise sobre os beneficiários do auxílio emergencial – programa destinado aos indivíduos de baixa renda e trabalhadores informais.

Na minha última coluna do ano, vou fazer um balanço do benefício emergencial destinado aos trabalhadores formais, mostrando os resultados do programa e explicitando algumas questões relacionadas ao mercado de trabalho formal.

No rol de medidas adotadas pelo governo federal para mitigar os efeitos da crise sanitária, está o benefício emergencial de manutenção do emprego e da renda (BEm). O BEm foi criado em abril por meio da Medida Provisória n° 936, convertida na lei 14.020/2020.

Neste programa, os empregadores e os empregados podem firmar acordos para redução de jornada e de salário ou de suspensão do contrato de trabalho.

Nestes acordos, o governo federal paga um benefício aos trabalhadores de modo a complementar a renda perdida em função do acordo firmado e, em contrapartida, o empregador deverá manter o trabalhador empregado durante todo o tempo de vigência do acordo e por igual período depois que o acordo acabar.

Até o dia 22 de dezembro, já haviam sido celebrados 20,1 milhões de acordos, beneficiando 9,8 milhões de trabalhadores e 1,5 milhões de empregadores. O governo federal já gastou R$ 32,97 bilhões com o programa.

Desemprego em alta e geração de vagas de trabalho estão entre os grandes desafios de 2021
Desemprego em alta e fim do auxílio emergencial se apresentam como grandes desafios para 2021.
(Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília/Fotos Públicas)

Segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o estoque de emprego formal até o mês de novembro foi de 39 milhões de empregados, o que representa uma queda de 0,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

É fato que se não fosse o BEm o estoque do emprego formal teria sido bem menor, contudo, é preciso pensar no cenário prospectivo, visto que o BEm termina amanhã e após certo tempo, os empregos preservados pelo programa não estarão garantidos.

Segundo a edição de dezembro do boletim macro do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), o cenário econômico para 2021 ainda é muito desafiador. Eles projetam crescimento em torno de zero nos primeiros trimestres do ano e uma taxa de desemprego de 15,6% para 2021.

Se antes da pandemia o mercado de trabalho já se encontrava em situação de fragilidade, hoje os desafios são maiores. Os programas sociais implementados durante o ano de 2020 tem data para acabar, mas a pandemia ainda não. Assim, é preciso pensar em como recuperar a atividade econômica, de modo a evitar que o cenário traçado para o mercado de trabalho brasileiro seja menos danoso.  

O post Ano novo e os velhos desafios do emprego formal apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
“Não precisa mais de emprego para começar a trabalhar”, diz consultor https://canalmynews.com.br/economia/nao-precisa-mais-de-emprego-para-comecar-a-trabalhar-diz-consultor/ Wed, 23 Dec 2020 21:27:09 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/nao-precisa-mais-de-emprego-para-comecar-a-trabalhar-diz-consultor/ “É impossível uma pessoa que está em movimento não ser lembrada para projetos”, reforça o ‘caça-talentos’ de executivos

O post “Não precisa mais de emprego para começar a trabalhar”, diz consultor apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Como buscar uma nova posição no mercado de trabalho, em um momento de pandemia com economia fraca e que já pelo menos 14 milhões de desempregados, de acordo com o IBGE? Para Joseph Teperman, autor do livro “Anticarreira” e sócio-fundador da consultoria INNITI, é preciso primeiramente separar trabalho de emprego.

“Emprego não tem, tá na cara. As estatísticas não mentem. Por outro lado, trabalho nesse país não falta. Tem de tudo a ser construído”, afirmou ele durante o Almoço do MyNews desta quarta-feira (23). 

O autor e consultor Joseph Teperman
O consultor Joseph Teperman, autor do livro “Anticarreira”.
(Foto: Reprodução/MyNews)

Teperman, que atua como “caça-talentos” para empresas que buscam profissionais para cargos de alto escalão, exemplifica a fala mostrando um telefone celular. “Se há 10 anos atrás a gente dependia do emprego, esse aparelho que está na mão de quase a população inteira [um celular], conecta gente que tem demanda por serviço com quem pode oferecê-lo. Então hoje não precisa mais de emprego para começar a trabalhar”.

‘Trabalhe imediatamente’

Segundo o consultor, ao trabalhar, mesmo que de forma voluntária, a pessoa se movimenta e desenvolve habilidades que permitem que ela seja notada para exercer atividades remuneradas.

“Recomendo que as pessoas comecem a trabalhar imediatamente. É impossível uma pessoa que está em movimento não ser lembrada para projetos. Por outro lado, para quem está parado dentro de casa, reclamando, as coisas não vão acontecer”.

Teperman também sugere os candidatos a uma determinada função profissional que não se limitem a enviar um currículo, mas demonstrem ao empregador 

“A coisa menos eficiente quando a pessoa quer fazer uma transição de carreira é mandar um currículo não solicitado. Eu recebo mais currículos não solicitados por dia do que posições que eu faço por ano. Aí você já vê que a matemática não funciona”.

Para chegar nos nomes que procura, o consultor diz que parte do que já saiu sobre um determinado candidato na mídia e dos relatos de colegas. “Se você Se você for um dos quatro, cinco melhores do mercado, certamente eu vou chegar até você”, completa.

O post “Não precisa mais de emprego para começar a trabalhar”, diz consultor apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>