ECONOMIA

Pequenos negócios são responsáveis por 57,9% dos empregos gerados em março

Micro e pequenas empresas estão contratando mais do que companhias médias e grandes há 9 meses
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As micro e pequenas empresas (MPE) foram responsáveis por 57,9% dos empregos com carteira assinada gerados em março no Brasil, o que corresponde a quase 107 mil vagas. O resultado é superior aos postos de trabalho criados pelas empresas de médio e grande porte (MGE), que foi pouco mais de 67 mil. Os dados são de um levantamento feito pelo Sebrae com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia.

No acumulado do ano, dos cerca de 837 mil empregos gerados no primeiro trimestre, 587 mil (70,1%) foram criados pelas micro e pequenas empresas, enquanto as médias e grandes empresas criaram 190 mil (22,7%). Já no saldo mensal médio, as MPE atingiram patamar superior a 195 mil novos postos de trabalho, enquanto as MGE tiveram um número aproximado de 63 mil. Ou seja, a cada novo posto de trabalho gerado por uma média e grande empresa, os micro e pequenos empreendimentos geram outros três novos postos de trabalho.

“Esse é o 9ª mês que as micro e pequenas empresas puxam a geração de empregos formais no Brasil. Não há dúvida que elas são o motor da nossa economia. Mesmo diante da sobrevida da pandemia, os resultados positivos sinalizam o quanto é importante a continuidade de medidas emergenciais que amparem o segmento”, destacou o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

Pequenos negócios são responsáveis por 57,9% dos empregos gerados em março. Foto: Agência Brasília
Pequenos negócios são responsáveis por 57,9% dos empregos gerados em março. Foto: Agência Brasília

Desemprego na pandemia

Apesar do atual momento crítico da pandemia no Brasil, com o desemprego atingindo 14,4 milhões de brasileiros, o primeiro trimestre de 2021 apresenta um cenário mais favorável em relação ao mesmo período do ano passado.

Entre os meses de janeiro, fevereiro e março de 2020, as MPE foram responsáveis pela criação de quase 118 mil vagas, número considerado cinco vezes menor do que os coletados neste ano. Já as MGE tiveram um saldo negativo de um pouco mais de 94 mil novos empregos gerados, pois demitiram mais do que admitiram.

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