Arquivos Ernesto Araújo - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/ernesto-araujo/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Tue, 08 Mar 2022 15:17:29 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Ernesto Araújo usou Itamaraty para conseguir cloroquina https://canalmynews.com.br/politica/sob-a-gestao-de-ernesto-araujo-itamaraty-foi-usado-para-a-obtencao-de-cloroquina/ Thu, 04 Nov 2021 13:26:04 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/sob-a-gestao-de-ernesto-araujo-itamaraty-foi-usado-para-a-obtencao-de-cloroquina/ Telegramas revelam mobilização do corpo diplomático brasileiro para conseguir importar o medicamento. Para embaixador, Ernesto “é um fiel capacho de seus chefes”

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Mesmo após a Organização Mundial da Saúde (OMS) ter interrompido testes clínicos com a cloroquina, e depois de associações médicas terem alertado para a ineficácia e o risco de efeitos colaterais provenientes do uso contínuo do medicamento, Ernesto Araújo, ex-ministro das Relações Exteriores do Brasil, direcionou os esforços da máquina diplomática brasileira para garantir o fornecimento do fármaco ao país.

Ernesto Araújo, ex-chanceler brasileiro, mobilizou os esforços do Itamaraty para importar cloroquina ao país.
Ernesto Araújo, ex-chanceler brasileiro, mobilizou os esforços do Itamaraty para importar cloroquina ao país. Foto: Marcos Corrêa (PR).

Esse planejamento foi descoberto por intermédio de telegramas obtidos pela Folha de S. Paulo, além de dados e informações fornecidos por pessoas envolvidas nas negociações.

Exonerado no final de março, Ernesto Araújo, que será ouvido na CPI da Covid na próxima quinta-feira (13), deverá prestar esclarecimentos sobre possíveis prejuízos na aquisição de insumos e vacinas devido à política externa praticada em sua gestão.

A busca do Itamaraty pela cloroquina começou em março de 2020, dias depois de o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) mencionar uma “possível cura para a doença” nas redes sociais: “Hospital Albert Einstein e a possível cura dos pacientes com Covid-19. Agora há pouco os profissionais do hospital Albert Einstein me informaram que iniciaram um protocolo de pesquisa para avaliar a eficácia da cloroquina nos pacientes com Covid-19”, escreveu ele.

Em pronunciamento durante reunião do G-20, em 26 de março, relatada em telegrama, o presidente falo em “testes bem-sucedidos, em hospitais brasileiros, com a utilização de hidroxicloroquina no tratamento de pacientes infectados pela Covid-19, com a possibilidade de cooperação sobre a experiência brasileira”. No mesmo dia, o Ministério das Relações Exteriores pediu, também via telegrama, que os diplomatas tentassem “sensibilizar o governo indiano para a urgência da liberação da exportação dos bens encomendados pelas empresas antes referidas e outras que se encontrem em igual condição, cujo desabastecimento no Brasil teria impactos muito negativos no sistema nacional de saúde”. Na época, o governo indiano havia limitado a exportação da cloroquina.

Em outra comunicação, no dia 15 de abril, o ministério pede que a embaixada na Índia faça gestões junto ao governo indiano para liberar uma carga de hidroxicloroquina comprada pela empresa Apsen antes de a exportação ser vetada por Déli e para que a venda da droga seja normalizada.

Assegurando “resultados animadores”, a chancelaria brasileira promoveu inúmeros pedidos do para obtenção do remédio. Um dos telegramas, por exemplo, afirma que o Itamaraty teria solicitado à Organização Pan-Americana de Saúde um contato com o governo indiano para conseguir a liberação de um lote contendo milhões de doses de hidroxicloroquina.

Mesmo depois de a Sociedade Brasileira de Infectologia, a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia e a Associação de Medicina Intensiva Brasileira desaconselharem o uso do medicamento, o Itamaraty continuou acionando a estrutura diplomática para garantir o fornecimento de hidroxicloroquina.

Efeito Ernesto Araújo

Para o diplomata brasileiro Paulo Roberto de Almeida, “o Itamaraty é um pouco como o Exército, pois a base do trabalho é a hierarquia e a disciplina, fazendo com que os diplomatas cumpram funções”. O embaixador explica que o funcionamento das relações internacionais do Brasil é, em parte, exercido por orientações estruturais.

“Há uma grande diferença entre telegramas puramente de informações, de envio de notícias e boletins, e telegramas que dão instruções… Quando chega um telegrama com instruções, os diplomatas têm que cumprir imediatamente”, elucida Almeida.

Embaixador Paulo Roberto de Almeida em entrevista ao canal MyNews.
Embaixador Paulo Roberto de Almeida em entrevista ao canal MyNews. Foto: Reprodução (MyNews).

“Chegou um telegrama em Nova Deli, como pode ter chegado em outros lugares, para outras vacinas, com instruções para contatar o governo e auxiliar na exportação de medicamentos junto a empresas privadas, numa época em que já havia tido um primeiro estresse, em janeiro, quando se tentou importar vacinas da fábrica autorizada pela AstraZeneca, mas depois verificou-se que se tratava de importar cloroquina, devido a demanda do Bolsonaro”, remonta o diplomata. “Acredito que Nova Deli fez os contatos, mas que o governo indiano já devia estar estressado com as demandas brasileiras, porque elas se anteciparam, inclusive, à vacinação na própria Índia”.

De acordo com Paulo, o relacionamento de Ernesto Araújo com a família do presidente da República explica a corrida pelo medicamento ineficaz estimulada pelo Itamaraty: “A divulgação pela Folha desses telegramas não causa surpresa a nós, pois confirma o que já sabíamos – não só os diplomatas como os observadores externos, a exemplo de vocês, jornalistas: o Ernesto Araújo é um capacho da família Bolsonaro, submisso total. […] Ele faz tudo, até mais do que é pedido, para provar que é um fiel capacho de seus chefes”.

Questionado sobre a participação do ex-chanceler na CPI da Covid, o embaixador afirma que Araújo “será ridicularizado mais uma vez”, tendo em vista a compreensão pública e científica da inutilidade da hidroxicloroquina no tratamento da covid-19.

“Como já há um embate entre o atual ministro da Saúde e a CPI da Pandemia, o Ernesto deve estar muito preocupado, porque ele será obrigado a mentir ou a dizer a verdade, falar que ele cumpriu funções do Bolsonaro mesmo tendo evidências de todas as partes, não só do Brasil, de que não era adequado [o uso da cloroquina]. Ele estará em maus lençóis, e é muito possível que ele invente uma desculpa para se ausentar”, completou Almeida.

Posicionamento da Apsen

Em nota enviada ao MyNews, a Apsen afirma que entrou em contato com o Ministério da Saúde e o consulado na Índia para garantir o seu fornecimento de medicamentos. Confira a íntegra da nota.

“A APSEN Farmacêutica produz hidroxicloroquina no Brasil há 18 anos, com indicação no tratamento de pacientes crônicos com lúpus e artrite reumatoide. Em abril de 2020, com as dificuldades de importação impostas pela pandemia, os esforços da companhia foram concentrados na manutenção do tratamento sem prejuízos à saúde dos mais de 100 mil pacientes crônicos em uso contínuo do medicamento; e em segundo momento, na contribuição com os estudos em andamento na época para análise da possível eficácia para o tratamento da COVID-19. Reforçamos que, os pedidos de compras de insumos são realizados a cada final de ano para atendimento do ano seguinte, portanto os pedidos referentes ao ano de 2020 haviam sido feitos em novembro de 2019 junto aos fornecedores indianos. Com a proibição das importações por parte do governo indiano em abril de 2020, a Apsen trabalhou com estoque reduzido e comercialização racionalizada durante os meses de abril, maio, junho e julho. Diante do cenário de possível desabastecimento, contatamos o Ministério da Saúde e o consulado da Índia para auxiliar com importação dos insumos adquiridos em novembro de 2019, assegurando assim o tratamento dos pacientes que fazem uso contínuo dessa medicação, conforme indicação em bula e prescrição médica.”

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Queiroga, Pazuello e Ernesto Araújo viram investigados na CPI https://canalmynews.com.br/politica/queiroga-pazuello-e-ernesto-araujo-viram-investigados-na-cpi/ Sat, 19 Jun 2021 15:21:18 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/queiroga-pazuello-e-ernesto-araujo-viram-investigados-na-cpi/ Relator divulgou lista com 14 nomes; inclui Wizard, Wajngarten, Capitã Cloroquina

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O relator da CPI da Pandemia, senador Renan Calheiros (MDB/AL), anunciou nesta sexta-feira (18) uma lista de 14 pessoas que passaram a ser investigadas pela comissão.

A lista foi encaminhada ao presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD/AM), e inclui os nomes de pessoas que, segundo o relator, teriam indícios de crimes.

Randolfe Rodrigues, vice-presidente, Omar Aziz, presidente, e Renan Calheiros, relator da CPI da Pandemia.
Randolfe Rodrigues, vice-presidente, Omar Aziz, presidente, e Renan Calheiros, relator da CPI da Pandemia. Foto: Edilson Rodrigues (Agência Senado).

Ao final dos trabalhos, Renan Calheiros vai elaborar um parecer e encaminhar ao ministério público eventuais pedidos de indiciamento.

A lista de investigados é a seguinte:

  • Marcelo Queiroga, ministro da Saúde
  • Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde
  • Ernesto Araújo, ex-ministro de Relações Exteriores
  • Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação Social da Presidência
  • Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde
  • Nise Yamaguchi, médica
  • Paolo Zanotto, médico
  • Carlos Wizard, empresário
  • Arthur Weintraub, ex-assessor especial da Presidência
  • Francieli Fantinato, coordenadora do Programa Nacional de Imunização
  • Marcellus Campêlo, ex-secretário de Saúde do Amazonas
  • Elcio Franco, ex-secretário executivo do Ministério da Saúde
  • Hélio Angotti Neto, secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde do Ministério da Saúde
  • Luciano Dias Azevedo, médico

Na lista, destaque para o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. O relator declarou que o depoimento do ministro na CPI foi pífio e ridículo.

“Colocamos o ministro Queiroga, que é o atual ministro, que teve uma participação pífia, ridícula, aqui na Comissão Parlamentar de Inquérito no seu primeiro depoimento quando tentou dizer que teria autonomia que faltou a Teich e faltou a Mandetta e os fatos logo demonstraram o contrário”, afirmou.

Renan não descartou ampliar a lista de investigados nas próximas semanas.

O analista de risco político e CEO da Consultoria Política Dharma, Creomar de Souza, aponta que a CPI está impactando negativamente no governo.

“A lista é importante do ponto de vista político porque ela implica o atual ministro da saúde, dois ex-ministros e alguns assessores bastante próximos. E nem estou falando da construção do gabinete paralelo. A CPI tem se tornado um espaço de criação de bastante desgaste para um governo que, em termos de relação normal com a Câmara e o Senado, tem um número relativamente bom de vitórias. A CPI está sendo uma espécie de calcanhar de Aquiles do governo Bolsonaro”, explicou.

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“Adoraria jogar uma taça de vinho no ex-Ernesto”, diz Kátia Abreu https://canalmynews.com.br/politica/adoraria-jogar-uma-taca-de-vinho-no-ex-ernesto-diz-katia-abreu/ Thu, 27 May 2021 00:42:18 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/adoraria-jogar-uma-taca-de-vinho-no-ex-ernesto-diz-katia-abreu/ Senadora afirma que o ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, cometeu crime de “lesa-pátria”

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Presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, a senadora Kátia Abreu (PDT-TO) afirmou nesta quarta-feira (26) que mesmo após a saída de Ernesto Araújo do cargo de ministro das Relações Exteriores, a diplomacia brasileira ainda comete erros.

“O chanceler saiu, mas o presidente, claro, continua presidente. Então foi ótimo o chanceler ter sido substituído, já foi um gesto essa mudança mesmo porque o novo chanceler [Carlos Alberto Franca França] é uma pessoa bastante equilibrada, uma pessoa bastante diplomática, como todos devem ser e o Ernesto não era nada disso. Eu não sei em que escola ele estudou”, disse Abreu ao Quarta Chamada.

Personagem de um famoso episódio de Brasília, quando jogou vinho no senador José Serra após ser classificada de “namoradeira”, Abreu revelou quem seria seu novo alvo.

“Eu adoraria jogar uma taça de vinho no ex-Ernesto, acho que ele merece muito, acho que foi o fim da picada tudo que ele fez no passado e ainda nos prejudica muito”, disse a senadora.

A senadora destaca que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é um líder de extrema-direita e seu governo emite ruídos contra a China e a Organização Mundial da Saúde (OMS). Para ela, há setores do governo que enxergam supostas “influências comunistas” na OMS.

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“Briga com a realidade” de Bolsonaro causa atraso no envio de insumos chineses, diz analista https://canalmynews.com.br/mais/briga-com-a-realidade-de-bolsonaro-causa-atraso-no-envio-de-insumos-chineses-diz-analista/ Fri, 21 May 2021 19:47:05 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/briga-com-a-realidade-de-bolsonaro-causa-atraso-no-envio-de-insumos-chineses-diz-analista/ Postura anti-China do presidente cria entraves na diplomacia e ignora “dependência fundamental”, diz professor da Unesp

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A China é o maior parceiro comercial do Brasil desde 2009 e fornecedor estratégico do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) para a produção de vacinas contra covid-19. Ainda assim, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus aliados costumam atacar publicamente Pequim. Para Alexandre Fuccille, professor de relações internacionais da Unesp, este “descompasso” é causado por um desejo de Bolsonaro de ignorar a China. O problema, todavia, é a realidade.

“Há um descompasso entre o que Bolsonaro, o presidente gostaria que fosse, entre um desejo e o que é a realidade. O desejo seria, na verdade, dar de ombros à China e justamente denunciar como uma ditadura comunista, ateia e assim por adiante. A realidade é que nós estamos falando da segundo economia do planeta, do maior parceiro comercial da maior parte da América do Sul”, diz o analista ao MyNews.

Jair Bolsonaro recebe o Presidente da República Popular da China, Xi Pinping, durante a Cúpula dos Brics no Brasil, em 2019.Foto: Alan Santos/PR
Jair Bolsonaro recebe o Presidente da República Popular da China, Xi Pinping, durante a Cúpula dos Brics no Brasil, em 2019.Foto: Alan Santos/PR.

Nesta semana, o embaixador da China no Brasil, Yan Wanming, anunciou a liberação do envio de IFA da China ao Brasil para a produção de vacinas contra covid-19 pelo Instituto Butantan e pela Fiocruz. De acordo com Yan, o IFA permitirá a produção de 16,6 milhões de doses de imunizantes.

O anúncio da remessa foi realizado após reunião do embaixador chinês com o governadores do Consórcio Nordeste e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). O diretor do Butantan, Dimas Covas, já afirmou em entrevistas anteriores que a entrega do IFA chinês atrasou por entraves burocráticos.

Fuccille acredita que este cenário de “morde e assopra” no envio do ingrediente tem influência da postura anti-China de Bolsonaro. O fornecimento de IFA não é suspenso, mas posto em marcha lenta, o que cria uma reação do mundo político que consegue normalizar as exportações, até que uma “nova grosseria do Palácio do Planalto” faz repetir todo o ciclo.

“A China tem esta importância e quem quiser brigar com isso, na verdade, está brigando com a realidade”, diz o professor da Unesp.

O pesquisador também destaca que após a derrota eleitoral de Donald Trump nos Estados Unidos, o Brasil passou a ser o principal país governado pela extrema-direita no cenário global. O Brasil de Bolsonaro também é o principal país do discurso anti-China do mundo, avalia Fuccille.

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5 episódios em que Ernesto Araújo reconheceu a influência do extremista Olavo de Carvalho https://canalmynews.com.br/vip/5-episodios-em-que-ernesto-araujo-reconheceu-a-influencia-do-extremista-olavo-de-carvalho/ Thu, 20 May 2021 12:52:50 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/5-episodios-em-que-ernesto-araujo-reconheceu-a-influencia-do-extremista-olavo-de-carvalho/ Apesar de negar na CPI da Pandemia que Olavo de Carvalho seja seu “guru”, ex-chanceler coleciona menções elogiados ao escritor

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Desculpas de Araújo para termo “comunavírus” não são válidas, diz professor da USP https://canalmynews.com.br/mais/desculpas-de-araujo-para-termocomunavirus-nao-sao-validas-diz-professor-da-usp/ Tue, 18 May 2021 21:21:48 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/desculpas-de-araujo-para-termocomunavirus-nao-sao-validas-diz-professor-da-usp/ Felipe Loureiro acredita que o argumento apresentado pelo ex-ministro não o exime de ataque contra Pequim

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A tentativa de Ernesto Araújo de afirmar na CPI da Pandemia nesta terça-feira (18) que a expressão “comunavírus” não foi um ataque contra a China é inválida, acredita o professor da Universidade de São Paulo (USP) Felipe Loureiro.

O ex-ministro das Relações Exteriores disse que o termo foi usado para debater um argumento do filósofo Slavoj Žižek, e não para atacar o principal parceiro comercial do Brasil. Araújo também afirmou que nunca promoveu “nenhum atrito” com Pequim.

“Mesmo que ele tenha escapado dando essa desculpa de que ele está na verdade interpretando um texto de um autor de esquerda, que diz discutir a academia, a forma como ele faz referência à China e a forma como ele faz referência à OMS, isso é compreendido como críticas feitas a Pequim e a Organização Mundial da Saúde”, analisa Loureiro em entrevista ao MyNews.

Ainda de acordo com o professor do Instituto de Relações Internacionais da USP, Araújo também demonstrou que “se calou” e nada fez para garantir que insumos para enfrentar a pandemia de covid-19 viessem da China para o Brasil.

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Ernesto Araújo nega ter feito alinhamento automático com os EUA e declarações anti-chinesas https://canalmynews.com.br/politica/ernesto-araujo-nega-ter-feito-alinhamento-automatico-com-os-eua-e-declaracoes-anti-chinesas/ Tue, 18 May 2021 15:05:18 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/ernesto-araujo-nega-ter-feito-alinhamento-automatico-com-os-eua-e-declaracoes-anti-chinesas/ Na CPI da Pandemia, ex-chanceler que já chamou coronavírus de “comunavírus” nega atrito com Pequim

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O ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo afirmou nesta terça-feira (18) na CPI da Pandemia que não praticou um alinhamento automático com os Estados Unidos ou atacou a China durante seu mandato como líder da diplomacia brasileira.

“Eu não entendo nenhuma declaração que eu tenha feito, em nenhum momento, como anti-chinesa. Houve determinados momentos em que, como se sabe, por notas oficiais, o Itamaraty, eu, por minha decisão, nos queixamos de comportamentos da Embaixada da China, ou do embaixador da China em Brasília. Mas não houve nenhuma declaração que se possa qualificar como anti-chinesa”, diz Araújo.

O ex-chanceler, contudo, foi cobrado pelo presidente da CPI, o senador Omar Aziz (PSD-AM), que acusou Araújo de estar “faltando com a verdade” e relembrou texto do ex-chanceler em que ele afirma que a covid-19 seria o “comunavírus”.

Araújo afirmou que, na verdade, estava debatendo uma tese do filósofo Slavoj Žižek e que nunca promoveu “nenhum atrito” com Pequim.

O ex-ministro também negou ter praticado um alinhamento automático com a gestão do então presidente dos Estados Unidos Donald Trump e afirmou que o Brasil “só entrou e embarcou em iniciativas que fossem do interesse brasileiro”.

Ernesto Araújo na CPI da Pandemia. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado.
Ernesto Araújo na CPI da Pandemia. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado.

Em texto, Araújo já afirmou que Trump seria capaz de salvar o Ocidente e aproximar a região novamente de Deus. Durante a gestão do ex-chanceler, o Brasil foi o único país a estar do lado dos Estados Unidos, então governado por Trump, durante a votação de uma resolução na ONU para eliminar referências de apoio à OMS. Também durante a gestão de Araújo, o Brasil se posicionou ao lado dos Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio (OMC) e foi contrário a quebra de patentes de vacinas contra a covid-19.

Araújo afirmou ter “excelentes relações” com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) e o assessor da presidência da República Filipe Martins. Com Martins, o ex-chanceler diz ter conversas com frequência.

Sobre a imunidade de rebanho, que afirma que a proteção contra a pandemia pode vir pelo contágio, e portanto pela morte, e não pela vacina, Araújo afirmou não ter “condições científicas” de avaliar a tese, assim como disse não ter ouvido discussões sobre a teoria em reuniões no Palácio do Planalto.

Sobre a carta da Pfizer com uma oferta de vacinas enviada para o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), outros nomes do primeiro escalão do governo e o embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Nestor Foster, Araújo afirma que teve conhecimento da missiva por meio de telegrama de Foster. O ex-chanceler disse que a questão foi encaminhada para o Ministério da Saúde.

“Ninguém do governo me procurou para tratar dessa questão”, disse Araújo na CPI da Pandemia.

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Ernesto Araújo será ridicularizado entre os colegas por defender cloroquina, diz diplomata https://canalmynews.com.br/mais/ernesto-araujo-sera-ridicularizado-entre-os-colegas-por-defender-cloroquina-diz-diplomata/ Tue, 11 May 2021 01:11:38 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/ernesto-araujo-sera-ridicularizado-entre-os-colegas-por-defender-cloroquina-diz-diplomata/ Paulo Roberto de Almeida comenta os telegramas diplomáticos enviados pelo ex-chanceler para garantir a chegada de cloroquina ao Brasil

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Para o diplomata Paulo Roberto de Almeida, os telegramas enviados pelo ex-chanceler Ernesto Araújo vão fazer com que ele seja mais uma vez ridicularizado pelos colegas.

Reportagem da Folha de S. Paulo indicou que o ex-ministro das Relações Exteriores agiu para garantir a chegada de cloroquina no Brasil, apesar da Organização Mundial da Saúde (OMS) ter alertado para a ineficácia do medicamento contra a covid-19.

Almeida explica que o Itamaraty é um pouco como o Exército, tem regras rígidas quando o assunto é hierarquia e disciplina, que os informais tem que cumprir instruções e que há diferenças entre telegramas puramente de informações e de telegramas de instruções. O telegrama do Itamaraty que chegou em Nova Delhi pedia que os diplomatas fizessem contatos com o governo indiano para auxiliar na importação de medicamentos como a cloroquina.

“Quando chega um telegrama de instruções, os diplomatas têm de cumprir imediatamente. A primeira fase do telegrama de respostas é cumprir instruções. Então, chegou um telegrama em Nova Delhi, como pode ter chegado em outros lugares, em Pequim, na Alemanha, nos Estados Unidos, o telegrama de dar instruções pede que os diplomatas façam contatos ou na chancelaria ou com empresas ou com outras agências. Os diplomatas são obrigados a cumprir instruções e eles fazem os contatos, informam se eles foram exitosos ou não”, esclarece o diplomata.

Almeida diz que Araújo tem uma fidelidade cega ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e que o Itamaraty estava sob uma administração negacionista e esquizofrênica tendo ele no comando.

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Tuíte de Ernesto não deve ser problema para Bolsonaro em CPI https://canalmynews.com.br/politica/tuite-de-ernesto-nao-deve-ser-problema-para-bolsonaro-em-cpi/ Mon, 03 May 2021 12:49:01 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/tuite-de-ernesto-nao-deve-ser-problema-para-bolsonaro-em-cpi/ Interlocutores do ex-chanceler dizem que, apesar de se sentir abandonado, Ernesto Araújo não pretende queimar o presidente na comissão

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O tuíte do ex-ministro de Relações Exteriores Ernesto Araújo acendeu um alerta no Palácio do Planalto, mas, segundo interlocutores, não deve ser visto com preocupação. Apesar de se sentir abandonado pelo ex-chefe, o ex-chanceler não pretende queimá-lo na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado.

O ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.
O ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Foto: Marcelo Camargo (Agência Brasil).

Ernesto ainda não tem data para comparecer, mas já há três requerimentos para convocá-lo na fila para ser analisado pelos parlamentares. Os senadores ainda estão atravessados com as colocações do ex-chanceler a respeito da senadora Kátia Abreu (PP-TO), que resultou na sua demissão. Na ocasião, Araújo insinuou que os senadores estariam pressionando pela liberação do 5G no Brasil para favorecer interesses chineses.

No último sábado (1), o ex-chanceler tuitou que um “governo popular, audaz e visionário” foi transformado em uma “administração tecnocrática, sem alma nem ideal”. “Hoje o povo brasileiro tem a oportunidade de recuperar sua esperança, ao pedir ao PR Bolsonaro simplesmente que ele volte a ser o Presidente eleito em 2018, aquele que prometeu derrotar o sistema, o líder de uma transformação histórica e constitucional, o portador de uma missão”, escreveu.

Um interlocutor de Ernesto afirmou que a publicação é reflexo da postura do próprio presidente Jair Bolsonaro. “Bolsonaro é capaz de trair o mundo inteiro”, afirmou. Para esse aliado, no entanto, não há motivo de preocupação. Por mais que esteja incomodado, Ernesto não deve fritar o ex-presidente porque sabe das consequências que o ato poderia ter.

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Ernesto Araújo diz que Bolsonaro faz governo sem alma, nem ideal https://canalmynews.com.br/politica/ernesto-araujo-diz-que-bolsonaro-faz-governo-sem-alma-nem-ideal/ Sat, 01 May 2021 22:42:25 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/ernesto-araujo-diz-que-bolsonaro-faz-governo-sem-alma-nem-ideal/ Um mês após demissão, ex-ministro das Relações Exteriores escreveu ainda que projeto de “construir uma grande nação minguou no projeto de construir uma base parlamentar”

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Em uma série de postagens publicadas no Twitter, o ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, que há um mês pediu demissão após atacar a senadora Kátia Abreu (PP-TO) e sofrer com pressão do Congresso, criticou o governo de Jair Bolsonaro (sem partido) neste sábado (1º).

“Um governo popular, audaz e visionário foi-se transformando numa administração tecnocrática sem alma nem ideal. Penhoraram o coração do povo ao sistema. O projeto de construir uma grande nação minguou no projeto de construir uma base parlamentar”, escreveu o ex-chanceler, que atualmente desempenha uma função mais modesta no Itamaraty.

Ernesto Araújo diz que Bolsonaro faz governo sem alma, nem ideal. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil - 14/11/18
Ernesto Araújo diz que Bolsonaro faz governo sem alma, nem ideal. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil – 14/11/18

Araújo destacou ainda que assistiu ao processo de transformação do governo com “angústia e inconformidade”. “Fiz o que pude, até onde pude, para preservar a visão original. Nisso estive quase sozinho. Vi confiscarem ao Presidente seu sonho, anularem suas convicções, abafarem sua chama. (Não deixei que abafassem a minha.)”, destacou.

Para o ex-chanceler, com a eleição de Bolsonaro em 2018, o povo brasileiro ganhou a chance de transformar o Brasil numa “verdadeira democracia”, mas o projeto perdeu força. “Chegamos a avançar. Mas, a partir de meados de 2020, a reação do sistema, cavalgando a pandemia [de covid-19], começou a desmantelar essa esperança”, apontou.

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“Não podemos esperar mudanças de rumo”, diz professor sobre troca no Itamaraty https://canalmynews.com.br/politica/nao-podemos-esperar-mudancas-de-rumo-diz-professor-sobre-troca-no-itamaraty/ Thu, 01 Apr 2021 15:05:30 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/nao-podemos-esperar-mudancas-de-rumo-diz-professor-sobre-troca-no-itamaraty/ Carlos Alberto França foi escolhido por Bolsonaro para cargo de Ernesto Araújo. Chanceler foi trocado após desgastes e pressão

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A troca no comando do Itamaraty não deve causar mudanças na formulação da política externa brasileira. A avaliação é do professor de relações Institucionais da Universidade Mackenzie Brasília Márcio Coimbra.

No Café do MyNews, o professor que já foi diretor da APEX, a agência de promoção de exportações do governo federal, explica que quem formula a política externa do país é o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O chanceler segue as orientações para implementar essas ideias e posicionamentos.

Márcio Coimbra, professor de Relações Institucionais, em entrevista ao Café do MyNews - 01/04.
Márcio Coimbra, professor de Relações Institucionais, em entrevista ao Café do MyNews – 01/04. Foto: Reprodução (MyNews).

“A gente não pode esperar grandes mudanças deste novo chanceler, porque ele simplesmente vai continuar operando do presidente Jair Bolsonaro. Na Saúde, quando a gente viu a troca do ministro, nós vimos que o presidente não trocou suas ideias. Nas relações exteriores, acontece a mesma coisa”, analisa Coimbra.

O professor explica ainda que, além de Bolsonaro, os principais formuladores da política externa no governo Bolsonaro são o filho do presidente o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o assessor especial da Presidência, Filipe Martins.

“Um dos formuladores é o assessor da Presidência Filipe Martins, que gerou todo aquele incômodo no Senado fazendo sinais de supremacia branca. Essa pessoa continua no Palácio do Planalto, ou seja, a formulação da política externa é a mesma, apenas a condução e a operação de como ela vai ser feita muda. Então, não podemos esperar mudanças de rumo”, disse.

Íntegra do Café do MyNews desta quinta-feira (1º).

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Delírios Externos Bolsonaristas https://canalmynews.com.br/mais/delirios-externos-bolsonaristas/ Tue, 30 Mar 2021 18:38:34 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/delirios-externos-bolsonaristas/ Sem uma mudança de postura presidencial, pouco mudará e sabemos que Bolsonaro é péssimo em admitir culpas ou corrigir rumos

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A pressão sobre Ernesto Araújo foi intensa. Vinda de todos os lados, acabou abatendo o Ministro de Relações Exteriores. O golpe fatal veio do Senado Federal, mas os ataques foram diversos e a falta de habilidade nos corredores da política de Brasília certamente contribuíram para sua queda. Para além de tudo, o ponto central foi a visão limitada de mundo de seu chefe, Jair Bolsonaro, elemento essencial dos erros cometidos por nossa diplomacia.

A política externa de um país é determinada pelo Presidente da República. No Brasil, cabe ao Chanceler operar esta política, ou seja, colocar em funcionamento estratégico as orientações fornecidas pelo Planalto. Neste governo seguimos o mesmo script e na medida que Bolsonaro se perdia, nossa diplomacia sofria as consequências de seus atos. O enredo final foi dado pelos erros presidenciais diante da pandemia. 

Antes disso houve acertos por parte de nosso corpo técnico-diplomático. Ernesto conseguiu a assinatura do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas, que permitiu o uso comercial do Centro de Lançamentos de Alcântara e o apoio para o ingresso do Brasil na OCDE, além da designação do Brasil como aliado preferencial extra-OTAN, abrindo nossas possibilidades de cooperação, inclusive integração das bases industriais de defesa.

Porém, na mesma medida que nossa diplomacia alcançava resultados positivos, o viés limitado de Bolsonaro fechava portas e oportunidades. Foi um erro assistir o Brasil questionar o resultado das eleições americanas, atacar a Chanceler alemã e o Presidente francês, além da sofrível intervenção presidencial no Fórum de Davos. No front interno, o capitão militarizou (como de costume) nossa agência de promoção de comércio exterior, sob controle, pelo menos formal, do Itamaraty. Engessou um dos pilares mais importantes de nossa política externa entregando o controle da agência para um Almirante sem qualquer experiência com o tema. Foram erros primários injustificáveis até para alguém de quem se espera muito pouco como Bolsonaro. 

Fato é de que nada adianta trocar o piloto, se o plano de voo segue na mesma direção. Sem uma mudança de postura presidencial, pouco mudará e sabemos que Bolsonaro é péssimo em admitir culpas ou corrigir rumos, logo os caminhos que temos pela frente são pouco auspiciosos. Nossa política externa seguirá obedecendo suas crenças, implicâncias e teorias bolsonaristas. 

Em meio a pandemia, a demora de liberação de insumos da China, as dificuldades com imunizantes da Índia e falta de interlocução com países produtores de vacinas são responsabilidade direta do negacionismo de Bolsonaro. Uma postura que não aceita questionamentos, tampouco racionalidade. Seria ingênuo achar que uma troca de ministro fará com que este quadro se altere. 

Bolsonaro opera na lógica da destruição. Jamais soube construir. Precisa de antagonistas e enfrentamentos para sobreviver. A diplomacia, conhecida pela arte do entendimento, é incompatível com esta dinâmica. Ao importar estes vícios para dentro do governo, Bolsonaro feriu pontos nevrálgicos de sua administração como meio ambiente, combate à corrupção e finalmente a política externa. Ao procurar culpados pelos insucessos do governo, é confortável apontar os canhões para os subordinados, uma prática usual do bolsonarismo. 

Os delírios de Bolsonaro levaram nosso país a viver o drama ampliado da pandemia. Enxergamos também nosso país ser duramente criticado por uma política ambiental que se distancia da racionalidade e por colocar as instituições e nossa democracia em xeque. Ao demitir Ernesto Araújo, procura terceirizar seus próprios erros. Mas em todos vemos o carimbo e as digitais do Presidente. Ele mesmo é responsável por encarnar a maior e mais efetiva oposição ao seu governo. Os erros da política externa e o enfrentamento com o Senado são produtos de sua lavra. Ao terceirizar os erros, deixa evidente mais um traço de sua Presidência: a covardia.


Quem é Marcio Coimbra

Márcio Coimbra é professor de Relações Internacionais da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Brasília. Foi diretor da Apex-Brasil.

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Nos corredores do Itamaraty, Araújo é chamado de “Beato Salu”, diz diplomata https://canalmynews.com.br/mais/nos-corredores-do-itamaraty-araujo-e-chamado-de-beato-salu-diz-diplomata/ Mon, 29 Mar 2021 22:14:57 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/nos-corredores-do-itamaraty-araujo-e-chamado-de-beato-salu-diz-diplomata/ Paulo Roberto Almeida avalia sucessor do ex-chanceler e diz que Araújo tem “sério desequilíbrio mental”

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O diplomata Paulo Roberto Almeida avalia que o agora ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo é uma “mente perturbada” e que ele não deve conseguir emplacar uma carreira política após deixar o Itamaraty.

“Nós temos uma comissão de ética que diz que a gente não deve se manifestar nas eleições, mas ele criou um blog clandestino, ‘Metapolítica 17’, com subtítulo ‘Contra o globalismo’. Ali, ele colocou todas as teorias conspiratórias da direita americana contra o multilateralismo, e fez uma propaganda ativa atacando o PT, o marxismo cultural, o comunismo, a esquerdalha. E quando se descobriu que era ele que estava por trás desse blog, desses ataques, os meus colegas começaram a chamá-lo de Beato Salu. Realmente, quem lê aqueles os artigos de 2018 conclui que a pessoa tem algum sério desequilíbrio mental, porque são ataques que levam à religião e à política. Então deve haver algum problema nesse diplomata, que eu faço ser identificado como uma mente perturbada”, opina Almeida em entrevista ao Almoço do MyNews.

Beato Salu foi um personagem da novela Roque Santeiro, veiculada pela Rede Globo em 1975. Salu vagava pelas ruas anunciando o fim do mundo na obra de ficção.

No sábado, dia 27 de março, foi publicada uma carta assinada por mais de 300 diplomatas, na ativa e aposentados, pedindo a saída de Araújo. Almeida diz que nem todos que assinaram a missiva revelaram seu nome por medo de possíveis retaliações. O próprio foi Almeida demitido em março de 2019 do cargo de diretor do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (Ipri), órgão vinculado ao ministério das Relações Exteriores, após publicar em seu blog pessoal textos sobre a Venezuela.

Um dos nomes cotados para ficar no lugar de Araújo é Luís Fernando Serra, embaixador do Brasil na França. Almeida avalia que o embaixador é um diplomata comum, um camaleão, como muitos diplomatas são, que se adaptam ao primeiro escalão.

O então ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo recebe o deputado federal Eduardo Bolsonaro. Foto: Raylson Ribeiro/MRE

“Ele [Luís Fernando Serra], foi meu colega na embaixada em Paris nos anos 90, não se distinguiu porém um brilho intelectual, não me lembro dele ter publicado artigos ou manifestado opiniões substantivas sobre política externa. Ou seja, um burocrata cinzento”, lembra o diplomata. “A única atividade mais distendida que eu me lembro que ele tenha feito lá foi escrever uma carta ao Le Monde reclamando de uma matéria especialmente crítica ao Brasil, feita pelo correspondente do Le Monde. É uma função que os diplomatas fizeram vergonhosamente na ditadura militar em que embaixadores eram levados a negar a existência de torturas e de desaparecimentos, de prisões e tudo mais. Infelizmente nós estamos vivendo um processo muito semelhante”, comenta o professor.

Para o diplomata, Araújo não deve conseguir uma carreira na política profissional porque a população quer “pão e circo” e o ex-chanceler tem a oferecer “Nietzsche, Kant e filosofia fascista”.

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O custo da politização do Itamaraty https://canalmynews.com.br/creomar-de-souza/o-custo-da-politizacao-do-itamaraty/ Mon, 29 Mar 2021 16:02:26 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/o-custo-da-politizacao-do-itamaraty/ Prevaleceu a ideia segundo a qual o Itamaraty poderia ser um parque de diversões da extrema-direita sem maiores consequências

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O Itamaraty nunca foi um ministério particularmente cobiçado. Controla uma fatia ínfima do orçamento federal, não possui cargos de livre provimento que permitam oferecer cabide de empregos, tem impacto reduzido nos chamados currais eleitorais. Ulysses Guimarães teria dito, a certa altura, que o Itamaraty só dá votos em Moçambique, provavelmente uma referência aos programas de cooperação técnica pilotados pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC) do ministério.

Isso mudou paulatinamente e não em benefício dos interesses do país. A política externa passou a ser parte central da guerra de narrativas. Não é casual que no atual governo o Itamaraty tenha se tornado uma ponta de lança da chamada guerra cultural, ao passo que sua outrora respeitada Fundação Alexandre de Gusmão tenha se transformado na trincheira dessa guerra, dando guarida a teorias conspiratórias, produtores de fake news, militantes monarquistas e toda uma fauna de personagens sem credenciais acadêmicas, porém ativos nas redes sociais.

O Itamaraty virou peça-chave nesse esquema por conta da importância estratégica da chamada guerra cultural na visão dos militantes olavistas, para quem a luta contra o comunismo é uma luta internacional, daí a necessidade de aliar-se não com países específicos, mas com as forças políticas conservadoras que se opõem ao globalismo: Trump, Orbán, Salvini e companhia. De certa forma, isso contradiz a visão de Ulysses, já que o Itamaraty passou a dar votos, ainda que entre os militantes mais exaltados, porém considerados fundamentais no esquema de mobilização política do presidente Bolsonaro.

Os políticos tradicionais, empresários, banqueiros, alguns articulistas de jornal e até militares sempre torceram o nariz para a condução ideológica da nossa diplomacia, mas não encararam o problema de frente. Prevaleceu a ideia segundo a qual o Itamaraty poderia ser um parque de diversões da extrema-direita sem maiores consequências; ao contrário, por exemplo, do Ministério da Economia e outras pastas mais técnicas, como Minas e Energia e Infraestrutura. Por isso, a pressão para mudanças de rumo na diplomacia demorou a aparecer. E isso tem a ver também com os tempos da diplomacia.

Ao contrário do tempo da política, da economia e do ciclo de notícias, a diplomacia trabalha em outro diapasão e seus erros e acertos são menos evidentes do curto prazo. Colhe-se o que foi semeado, mas não imediatamente. Foi preciso uma crise aguda múltiplas dimensões para que nossa elite se desse conta, quase que no susto, que a política externa equivocada de queimar pontes gratuitamente e subordinar suas escolhas a preferências ideológicas tem custos exorbitantes diante da emergência nacional que vivemos.

É como se num belo dia acordássemos com uma chuvarada na cabeça e nos déssemos conta, então, que um teto faz falta, ainda que a previsão fosse de tempo bom e sol inclemente. Hoje, finalmente, estamos acordando para o fato de que uma diplomacia profissional e uma política externa que defenda nossos interesses nacionais, pautada pelos princípios constitucionais, não é um luxo, mas uma necessidade básica.

Será difícil e trabalhoso reconstruir o teto que nos abriga das intempéries internacionais e resgatar a diplomacia profissional que foi escanteada nos últimos tempos e deu lugar às sandices de uma facção extremista. Mas realizar esse ajuste é mais urgente no que nunca se quisermos ter capacidade de atender nossas necessidades de acesso a insumos, vacinas, capitais e tecnologia, de modo a garantir a saúde e a prosperidade de nosso povo.

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Ernesto cai por seus erros, mas, principalmente, pelos de Bolsonaro https://canalmynews.com.br/juliana-braga/ernesto-cai-por-seus-erros-mas-principalmente-pelos-de-bolsonaro/ Mon, 29 Mar 2021 15:26:42 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/ernesto-cai-por-seus-erros-mas-principalmente-pelos-de-bolsonaro/ O Congresso se aproveita da fragilidade do presidente para sacramentar a queda de Ernesto e avança sobre outras pastas

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O ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, precipitou seu destino e, ao atacar a senadora Kátia Abreu (PP-TO) no domingo (28), conseguiu perder o apoio até de bolsonaristas no Parlamento. Ernesto cometeu seus erros, listados em uma carta apócrifa dos diplomatas do Itamaraty, na qual eles classificam a condução do chanceler como “amadora, despreparada e personalista”. Nada disso, no entanto, é novidade em Brasília. O elemento novo é a fragilidade do presidente Jair Bolsonaro, encurralado pela estratégia que ele próprio desenhou de combate ao coronavírus. 

Ministro Ernesto Araújo participa da Reunião Ministerial América Latina e Caribe.
Ministro Ernesto Araújo participa da Reunião Ministerial América Latina e Caribe. Foto: Gustavo Magalhães (MRE).

Bolsonaro insistiu na dicotomia entre saúde e economia, apostou na imunidade de rebanho e achou que, ao final, a crise se resolveria sozinha e ele poderia creditar aos governadores qualquer fracasso da sua gestão. Mas a crise se prolongou para além de todas as expectativas e, agora, o presidente tenta emplacar uma nova fase sem perder o apoio dos ideológicos que os sustentaram até aqui. Os mais de 300 mil mortos pelo coronavírus começam a pesar sobre as suas costas, e o Centrão aproveita-se desse momento de fragilidade para avançar nas suas demandas. 

O primeiro alvo foi Ernesto Araújo. Mas assim como um tubarão que sente o sangue na água, parlamentares desse grupo só vão parar quando se sentirem saciados. O ataque já se estende ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, por conta do desgaste internacional causado pelo desleixo no combate ao desmatamento. Chegará ao Ministério da Educação, de Milton Ribeiro, e até mesmo ao de Infraestrutura, do até há pouco tempo queridinho Tarcísio de Freitas. O “erro” de Freitas? Estar à frente de uma pasta com capacidade de investir e entregar obras.

Um presidente fragilizado interessa mais ao Congresso, que se fortalece na sua omissão, do que um impeachment, que entregaria o Palácio do Planalto ao general Hamilton Mourão. Resta saber, apenas, até quando o Centrão consegue permanecer na base aliada de Bolsonaro sem que o dano à imagem do presidente respingue nos parlamentares também.

Íntegra do programa ‘Café do MyNews‘ desta segunda-feira (29), que tratou da atual situação do ministro Ernesto Araújo.

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