Arquivos internet - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/internet/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Wed, 11 Dec 2024 19:34:43 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 STF dá início à 5ª sessão para julgar responsabilização das redes sociais https://canalmynews.com.br/noticias/stf-da-inicio-a-5a-sessao-para-julgar-responsabilizacao-das-redes-sociais/ Wed, 11 Dec 2024 19:31:52 +0000 https://localhost:8000/?p=49264 Julgamento começou no dia 27 de novembro; até o momento, apenas o ministro Dias Toffoli, relator de um dos processos, proferiu seu voto

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O Supremo Tribunal Federal (STF) começou nesta quarta-feira (11) a quinta sessão consecutiva do julgamento sobre a responsabilização das redes sociais pelos conteúdos ilegais postados pelos usuários.

O julgamento começou no dia 27 de novembro e tem apenas um dos votos dos 11 ministros da Corte. Até o momento, somente o ministro Dias Toffoli, relator de um dos processos, proferiu seu voto, que foi favorável à responsabilização das plataformas.

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Na sessão de hoje, o ministro Luiz Fux, relator de outro processo que também trata do tema, vai proferir seu voto. Em seguida, mais nove ministros vão se manifestar.

O Supremo julga a constitucionalidade do Artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014), norma que estabeleceu os direitos e deveres para o uso da internet no Brasil.

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De acordo com o Artigo 19, “com o intuito de assegurar a liberdade de expressão e impedir a censura”, as plataformas só podem ser responsabilizadas pelas postagens de seus usuários se, após ordem judicial, não tomarem providências para retirar o conteúdo.

O plenário do STF julga dois processos que discutem a questão.

Na ação relatada pelo ministro Dias Toffoli, o tribunal julga a validade da regra que exige ordem judicial prévia para responsabilização dos provedores por atos ilícitos. O caso trata de um recurso do Facebook para derrubar decisão judicial que condenou a plataforma por danos morais pela criação de perfil falso de um usuário.

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No processo relatado pelo ministro Luiz Fux, o STF discute se uma empresa que hospeda um site na internet deve fiscalizar conteúdos ofensivos e retirá-los do ar sem intervenção judicial. O recurso foi protocolado pelo Google.

Assista abaixo ao Segunda Chamada de terça-feira (10):

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Governo processa TikTok por tratamento irregular de dados de crianças https://canalmynews.com.br/noticias/governo-processa-tiktok-por-tratamento-irregular-de-dados-de-criancas/ Mon, 04 Nov 2024 22:17:17 +0000 https://localhost:8000/?p=48216 Autarquia responsável pela proteção de dados pessoais no Brasil determinou que os executivos adotem providências necessárias para corrigir violações à LGPD

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A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (Anpd) instaurou processo administrativo para apurar “potenciais práticas de tratamento irregular de dados pessoais de crianças e adolescentes” pelo aplicativo TikTok, pertencente à empresa chinesa de tecnologia da internet ByteDance.

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Vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, a autarquia responsável por zelar pela proteção de dados pessoais no Brasil também determinou que os executivos adotem providências necessárias para corrigir situações que violam a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais.

As medidas de regularização envolvem a desativação integral – em até dez dias úteis – do recurso feed sem cadastro da rede social TikTok no Brasil e a posterior implementação de um plano de conformidade, que deve ser apresentado para aprovação da Anpd em até 20 dias.

Cadastro prévio

A desativação do feed visa “assegurar que crianças e adolescentes não usem a plataforma sem cadastro prévio e sem passar pelos mecanismos de verificação de idade, dado grande risco de incompatibilidade dessa prática com o ordenamento jurídico vigente, sobretudo, em relação ao princípio do melhor interesse de crianças e adolescentes”.

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Já a adoção do plano de conformidade servirá para “aprimorar os mecanismos de verificação de idade”, impedindo cadastros indevidos de crianças, e para aperfeiçoar os protocolos de exclusão de contas pertencentes a esse público, assegurando que os pais ou responsáveis acompanhem o todo o processo de cadastramento por adolescentes.

Fruto de um processo de fiscalização iniciado em 2021, o processo administrativo sancionador vai aprofundar a análise de eventuais práticas, como a coleta e o tratamento de dados de crianças e adolescentes sem respeitar suas idades, bem como a personalização de conteúdo destinado a este público.

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“Ao término da fase processual, a coordenação-geral de fiscalização [da autarquia] poderá decidir pela aplicação de sanções, se cabíveis. O processo administrativo seguirá os parâmetros e critérios previstos no regulamento de dosimetria.

Idec

Em nota, o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) classificou como “acertada” a decisão da Anpd. Para o instituto, a decisão da autarquia é um avanço em termos da adoção de medidas protetivas para crianças e adolescentes.

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“O interesse comercial de empresas não pode vir antes da proteção absoluta de crianças e adolescentes. O Idec espera uma proteção robustecida a esse público, seja por mecanismos semelhantes, sendo espontaneamente adotados por outras plataformas; por decisões da autoridade [Anpd], abrangendo outras plataformas, ou pelo avanço de importantes projetos de lei voltados a crianças e adolescentes no ambiente digital, como o PL nº 2.628/2022 ”, informou o instituto.

“Concretamente, esperamos que o TikTok cumpra as medidas sem maximizar o tratamento de dados desnecessários e, caso contrário, que haja uma multa proporcional às violações aos direitos das crianças e adolescentes”, acrescentou o Idec, destacando que, segundo pesquisas, 86% das crianças e adolescentes conectados à rede mundial de computadores acessam redes sociais, e que o TikTok é o aplicativo mais popular entre este público.

Veja mais:

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Direita aprendeu a usar as redes, enquanto esquerda continuou com discurso acadêmico, diz cientista política https://canalmynews.com.br/noticias/extrema-direita-soube-se-atualizar-e-engajar-nas-redes-enquanto-esquerda-ainda-fica-presa-em-discursos-academicos-diz-cientista-politica/ Tue, 02 Jul 2024 20:33:53 +0000 https://localhost:8000/?p=44349 Para Deysi Cioccari, a organização dos conservadores no universo digital explica em parte o avanço desse núcleo no Brasil e no mundo, principalmente entre os jovens

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A extrema direita soube se atualizar e engajar nas redes sociais, enquanto a esquerda ainda fica presa em discursos acadêmicos e teorias complexas. Foi o que afirmou ao MyNews a cientista política Deysi Cioccari, que participou do Segunda Chamada de segunda-feira (1º). Para ela, a organização da extrema direita no universo digital explica em parte o avanço desse núcleo político no Brasil e no mundo, principalmente entre os jovens.

“A extrema direita soube se atualizar e engajar nas redes sociais. A esquerda, por outro lado, parece que ficou para trás. Ainda continua presa naqueles debates acadêmicos, congressos e reuniões intermináveis, discutindo a teoria do socialismo”, diz.

Segundo Deysi, a extrema direita começou a se fortalecer na última década, quando pessoas alinhadas a esse espectro político perderam a vergonha de expressar suas opiniões publicamente. Ela relembra que, em 2014, o ex-presidente Jair Bolsonaro à época deputado federal proferiu xingamentos misóginos a deputada federal Maria do Rosário (PT), dizendo, entre outras ofensas, que não a estuprava porque ela não “merecia”. Depois do episódio, Bolsonaro passou a ser chamado de “mito” por apoiadores. Como cada indivíduo vive hoje dentro da própria bolha na internet, não demorou muito para esse pensamento ganhar força.

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“Quando surge Bolsonaro, ele traz à tona um pensamento que boa parte da população só pensava nas sombras. Ele tira isso das sombras e traz à superfície”, declara. “Com as redes sociais, em que cada um vive dentro de uma bolha, esses pensamentos começaram a se retroalimentar. E então tem-se a situação social que se apresenta hoje.”

A cientista política ressalta que a força da extrema direita é tamanha que conseguiu pôr em xeque organismos que, antes, a sociedade tinha como sólidos, a exemplo dos veículos de imprensa e institutos de pesquisa. Para ela, uma sociedade em que as instituições são descredibilizadas é terreno fértil para o avanço desse posicionamento extremo. Os ideais reacionários ganham ainda mais força na medida em que a esquerda apresenta soluções subjetivas para problemas urgentes, como a segurança pública.

“Frases de efeito como ‘bandido bom é bandido morto’ são facilmente entendidas pelas pessoas. Já soluções mais subjetivas não são compreendidas de imediato. Então existe toda uma narrativa que justifica a ascensão da extrema direita”, explica.

Assista abaixo ao Segunda Chamada de segunda-feira (1º):

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Presidente Lula sanciona lei que criminaliza práticas de bullying e cyberbullying. E agora? https://canalmynews.com.br/brasil/presidente-lula-sanciona-lei-que-criminaliza-praticas-de-bullying-e-cyberbullying-e-agora/ Sun, 21 Jan 2024 21:51:17 +0000 https://localhost:8000/?p=42100 A nova lei aborda, de maneira geral, as medidas de prevenção e combate à violência contra crianças e adolescentes em estabelecimentos educacionais ou similares

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou integralmente o Projeto de Lei nº 4224, de 2021, que institui medidas de proteção à criança e ao adolescente contra a violência nos estabelecimentos educacionais ou similares, prevê a Política Nacional de Prevenção e Combate ao Abuso e Exploração Sexual da Criança e do Adolescente e altera o Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), e as Leis nº 8.072, de 25 de julho de 1990 (Lei dos Crimes Hediondos), e nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente).

Publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (15/01), a nova lei aborda, de maneira geral, as medidas de prevenção e combate à violência contra crianças e adolescentes em estabelecimentos educacionais ou similares, os entes políticos responsáveis pela sua implementação, o desenvolvimento de protocolos de proteção e a Política Nacional de Prevenção e Combate ao Abuso e Exploração Sexual da Criança e do Adolescente.

O parágrafo único do art. 2º estabelece que, para os efeitos da lei, serão consideradas violência contra a criança e o adolescente as formas previstas na Lei nº 13.185, de 6 de novembro de 2015, que institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (bullying); na Lei nº 13.431, de 4 de abril de 2017, que estabelece o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência; e na Lei nº 14.344, de 24 de maio de 2022, que, entre outras medidas, cria mecanismos para a prevenção e o enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a criança e o adolescente.

A nova lei, por meio de seu art. 6º, altera o Código Penal, tipificando os crimes de “intimidação sistemática (bullying)” e “intimidação sistemática virtual (cyberbullying)” no art. 146-A, com penas proporcionais às condutas. Para a intimidação sistemática, a pena é de multa (se a conduta não constituir crime mais grave) e, para a intimidação sistemática virtual, a pena é de reclusão de dois a quatro anos e multa, se a conduta não constituir crime mais grave.

Já o art. 7º do PL altera a Lei nº 8.072, de 1990 (Lei dos Crimes Hediondos), incluindo no rol de hediondos o crime de induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação realizados por meio rede de computadores, de rede social ou transmitidos em tempo real e os crimes de sequestro e cárcere privado e tráfico de pessoas praticados contra crianças e adolescentes, além dos crimes que envolvem atos de pedofilia previstos nos arts. 240, § 1º e 241-B da Lei nº 8.069, de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA).

O art. 8º também altera o ECA para estender a responsabilidade penal em relação a condutas envolvendo atos de pedofilia ou relacionadas à transmissão de imagem ou vídeo de criança ou adolescente envolvido em ato infracional ou outro ilícito de forma a permitir sua identificação.

O art. 9º também modifica o ECA, exigindo, em primeiro lugar, que as instituições sociais públicas ou privadas que desenvolvam atividades com crianças e adolescentes e que recebam recursos públicos exijam e mantenham certidões de antecedentes criminais de todos os seus colaboradores, atualizadas a cada seis meses. A segunda modificação proposta pelo art. 9º consiste na criação de um novo tipo penal, que somente pode ser cometido pelo pai, pela mãe ou pelo responsável legal que, de forma dolosa, deixar de comunicar à autoridade pública o desaparecimento de criança ou adolescente.

A sanção presidencial mostra-se como importante inovação legislativa, em absoluta convergência com as regras e princípios da Constituição Federal de 1988. Destaca-se, ainda, o compromisso do Governo Federal na criação e implementação de políticas públicas e estratégias eficazes para prevenir, combater e punir casos de violência escolar e virtual, bem como na promoção da conscientização nas escolas e na sociedade sobre os impactos negativos do bullying e do cyberbullying, incentivando a denúncia, impondo penalidades aos infratores e proporcionando suporte às vítimas.

Alice Rabello conversa, No MyNews Entrevista, com a especialista em direito digital, Alessandra Borelli, e com Gustavo Estanislau, psiquiatra especialista em crianças e adolescentes, para entender como a nova lei vai impactar o combate a esse tipo de violência. Eles falam sobre os tipos de cyberbullying, as penas previstas na lei, como identificar se seu filho ou filha está sendo vítima e o que fazer para prevenir e combater o cyberbullying. Confira:

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De cada 100 brasileiros, 87 usavam internet em 2022, aponta IBGE https://canalmynews.com.br/brasil/de-cada-100-brasileiros-87-usavam-internet-em-2022-aponta-ibge/ Thu, 09 Nov 2023 17:30:13 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=41151 Houve aumento mesmo na comparação com 2021, quando o percentual de usuários da rede mundial era de 84,7%

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O uso da internet chegou a 87,2% da população brasileira em 2022, um aumento de 21,1 pontos percentuais em relação a 2016, usada por 66,1% da população. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Tecnologia da Informação e Comunicação 2022 (Pnad), divulgada nesta quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Houve aumento mesmo na comparação com 2021, quando o percentual de usuários da rede mundial era de 84,7%. O estudo considerou apenas pessoas com 10 anos ou mais de idade.

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O crescimento no acesso à internet foi ainda maior entre as pessoas com 60 anos ou mais. Em 2022, eram 62,1% de usuários, índice superior aos 57,5% de 2021 e cerca de 2,5 vezes maior que os 24,7% de 2016. Ou seja, a parcela de idosos com acesso à rede passou de um quarto para dois terços da população.

“Tem havido uma expansão do uso da internet entre os idosos, ainda que seja o grupo etário com menor percentual de usuários”, disse o pesquisador do IBGE Gustavo Fontes, destacando que a faixa etária com maior uso é de 20 a 29 anos de idade (96,1%).

Segundo o IBGE, esse aumento se deve a evolução nas facilidades para o uso dessa tecnologia e na sua disseminação no cotidiano da sociedade.

O professor aposentado Celso Ribeiro, de 65 anos de idade, disse que a internet o permite ter o mundo em suas mãos. “A chegada do celular, com a sua multifuncionalidade e a sua tecnologia avançada, foi uma feliz coincidência com esse momento da minha vida, de aposentadoria. O celular me ajuda a superar o distanciamento físico decorrente das dificuldades de deslocamento no meio urbano. Tenho literalmente o mundo em minhas mãos e não me deixo virar um fóssil nas linguagens da juventude, porque o celular me coloca em contato com eles o tempo todo”.

Os domicílios com utilização de internet subiram de 90% em 2021 para 91,5% em 2022. Desses 68,9 milhões de residências com acesso à rede no ano passado, 14,3% tinham algum dispositivo inteligente acessado à internet, como câmeras, caixas de som, lâmpadas, ar-condicionado e geladeiras.

Os domicílios com banda larga móvel subiram de 79,2% para 81,2% de 2021 para 2022, enquanto aqueles com banda larga fixa passaram de 83,5% para 86,4%.

Na área rural, o acesso à rede mundial cresceu de 74,7% para 78,1% no período. Já na área urbana, o percentual passou de 92,3% para 93,5%.

Motivos
As razões mais citadas para não ter acesso à rede foram que nenhum morador sabia usar a tecnologia, sendo 34,8% na área urbana e 26,4% na rural; não havia necessidade, 28,5% nas cidades e 19,6% no campo, e serviço de acesso ser caro, 28% e 30,6%, na área urbana e rural, respectivamente. Na zona rural, destaca-se também o fato de que não havia serviço disponível na área (15,2%).

Os principais motivos para o uso da internet no Brasil são conversar por chamadas de voz ou vídeo (94,4%), enviar ou receber mensagens de texto, voz ou imagens (92%) e assistir a vídeos (88,3%). Foram citados também o uso de redes sociais (83,6%), ouvir música, rádio e podcast (82,4%), ler jornais, notícias, revistas e livros (72,3%), acessar bancos e outras instituições financeiras (60,1%) e enviar ou receber e-mails (59,4%).

Segundo a Pnad, 93,4% dos usuários usavam internet todos os dias e apenas 0,7% usavam menos do que uma vez por semana, ou seja, havia semanas em que não usavam a internet.

A pesquisa também mostrou que havia disparidade entre estudantes de escolas particulares e de escolas públicas, em 2022. Enquanto os de escolas privadas, 98,4%, tinham acesso à internet, entre os estudantes da rede pública o percentual era 89,4%, ou seja, 9 pontos percentuais abaixo.

Entre os estudantes de escolas públicas, 26,7% usavam conexão gratuita em instituições de ensino ou bibliotecas para acessar a internet.

Televisão e rádio
A forma preferida de acesso à internet foi o celular (98,9%), seguida pela televisão (47,5%), computador (35,5%) e tablet (7,6%). O acesso por computador e tablet decaiu bastante em relação a 2016, quando os percentuais eram 63,2% e 16,4%, respectivamente.

A proporção de domicílios com televisão caiu de 95,5% em 2021 para 94,9% em 2022. Em 2016, essa taxa era de 97,2%.

“A pesquisa tem mostrado uma queda gradual, ainda que muito lenta. Isso pode refletir hábitos de consumo da população, hábitos de lazer, como as pessoas acessam vídeos. Isso pode refletir alguma mudança gradual de hábito”, explica Fontes. “Mas a pesquisa não investiga exatamente isso. A gente não pergunta por que não tem televisão”.

Dos lares com o aparelho, 43,4% tinham assinatura de serviços de streaming. Já os domicílios com rádio eram apenas 56,5% e aqueles com telefone fixo somaram 12,3%, bem abaixo dos 32,6% de 2016.

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Regulações digitais impedirão o crescimento de crimes virtuais no Brasil? https://canalmynews.com.br/brasil/regulacoes-digitais-impedirao-o-crescimento-de-crimes-virtuais-no-brasil/ Wed, 10 May 2023 13:20:57 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=37564 Obstáculos de eficiência e fiscalização dos órgãos competentes por aplicar as leis fazem com que atividades criminosas continuem oferecendo compensação financeira

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O rápido avanço de novas tecnologias a inteligência artificial tem chamado atenção globalmente e legisladores enfrentam desafios de formular políticas públicas

Apesar do histórico recente de aprovação de regulações disciplinando direitos e deveres digitais, o Brasil tem ainda desafios sistêmicos em fazer cumprir suas leis.

Obstáculos de eficiência e fiscalização dos órgãos competentes por aplicar as leis fazem com que atividades criminosas continuem oferecendo compensação financeira. É preciso tomar providências para que o crime não seja vantajoso financeiramente. Desta maneira, , sequestros digitais, vazamentos de dados e chantagem virtual precisam ser freados.

Vazamentos massivos de dados e leis de proteção
Em 4 de Março, um evento de segurança expôs informações tributárias de mais de 10 mil empregados da empreiteira Andrade Gutierrez. Além disso, comprometeu plantas e modelos tridimensionais de projetos de infraestrutura crítica. O ataque envolveu a extração de 3 terabytes da empresa e foi reivindicado pelo grupo cibercriminoso Dark Angels.

Diante do prejuízo deixado por essa ação criminosa virtual, restam poucos recursos legais à Andrade Gutierrez e a qualquer outra empresa sediada no Brasil.

Companhias afetadas por vazamentos de dados devem notificar as partes interessadas -como eventuais usuários e clientes- e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). No entanto, a agência mantém em segredo informações sobre o cumprimento desse procedimento.

Sem o escrutínio público e sem relatórios periódicos sobre o assunto, nem as empresas e nem os cidadãos afetados pelos vazamentos podem ter certeza de que os incidentes estão sendo relatados, que suas informações não estão sendo compartilhadas ou comercializadas.

Assim, a legislação perde sua força e os direitos digitais não são garantidos, num contexto em que a quantidade de ataques cibernéticos massivos tende a crescer.

Efetivamente, a dificuldade em criar a Autoridade Nacional de Proteção de Dados atesta a ineficácia ainda existente na seara do direito digital. A entidade, responsável por guiar e supervisionar a aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados a empresas públicas e privadas, demorou pouco mais de dois anos desde a aprovação dessa regulação para ser estruturada como uma autarquia.

Embora multinacionais tenham se adaptado à regulação, pequenas e médias empresas ainda vêm obstáculos de implantação dos requerimentos de proteção de dados. A essas dificuldades, somam-se os entraves de cibersegurança, trazidos pela própria incerteza no funcionamento da agência responsável por fazer cumprir suas regras.

O desafio de adequação às exigências de uma ANPD eficaz são mais desejáveis do que os passivos que a falta de transparência da Autoridade traz. Infelizmente, por vezes essas características não são contraditórias.

Histórico e tendência
De acordo com o Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br), a evolução da quantidade de incidentes digitais reportados anualmente foi:

● 2017: 833.775
● 2018: 676.514
● 2019: 875.327
● 2020: 665.079

A adoção de hábitos de compras e trabalho digital foi acelerada, com o tempo prolongado de confinamento forçado pela pandemia de COVID-19. Com isso, a população e as empresas passaram a gozar das praticidades dos serviços digitais, mas também de seus ônus.

Com interação entre várias máquinas, interesses econômicos e sistemas de tecnologia de informação, empresas de variados portes frequentemente aderem a tecnologias de segurança antes do resto da população.

Algumas delas, como as redes privadas virtuais (VPN), cumprem papel relevante há décadas, mas aumentaram sua importância ainda mais no contexto do trabalho remoto. Além de usar computadores específicos de trabalho, VPNs garantem a conexão segura entre trabalhadores e a intranet das companhias.

Com efeito, o uso domiciliar da VPN também torna-se mais comum e cada vez menos pessoas se perguntam o que é rede Mesh. Mas uma rede Mesh, que conecta aparelhos numa VPN para trocas de dados entre dispositivos pelo mesmo IP, é muito menos do que necessitam empresas de variados portes.

Em alguns casos, os gastos com cibersegurança englobam planejamento estratégico para estruturar uma complexa arquitetura digital corporativa. Em outros, a educação da mão de obra para práticas de segurança digital e para o uso de ferramentas úteis de comunicação e ciberproteção pode ser suficiente.

De janeiro a fevereiro de 2023, o CERT identificou que 75% das fraudes digitais são golpes de phishing financeiros. Foram reportados 3.996 incidentes desse tipo no período.

Esse tipo de golpe aponta para mecanismos de fraude e de engenharia social, que se articulam de maneira digital, mas replicam uma lógica de logro já praticada antes. Assim como os golpes telefônicos e crimes de falsidade ideológica do mundo real, os crimes digitais requerem sobretudo cautela enquanto as autoridades não aprimoram sua atuação.

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Entenda o método do marketing de afiliados, um jeito de ganhar dinheiro sem sair de casa https://canalmynews.com.br/colunistas/entenda-o-metodo-do-marketing-de-afiliados-um-jeito-de-ganhar-dinheiro-sem-sair-de-casa/ Thu, 13 Apr 2023 12:25:12 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=37001 Veja quais são os melhores programas para 2023

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O marketing de afiliados é um método para ganhar dinheiro online promovendo produtos, serviços, sites ou negócios. O promotor recebe comissões por cada venda realizada. Um exemplo da prática do marketing de afiliados são os links posicionados em blogs ou sites que levam os usuários para um site externo em que ele compra algo e você recebe uma comissão pela compra feita a partir do seu site ou blog ou você ganha uma comissão fixa para cada venda.

As empresas estão investindo cada vez mais nessa modalidade de venda. Os programas de afiliados representam uma boa opção de geração de renda para muitas pessoas. Isso porque trata-se de uma atividade de baixo custo e baixo risco e que pode ser feita sem sair de casa. A tendência é que as oportunidades cresçam e atraiam mais interessados, já que o mercado consumidor brasileiro de e-commerce é estimado em mais de 80 milhões de pessoas – com expectativa de dobrar o volume total de transações até 2026.

Uma breve história
A história do marketing de afiliados começou em 1989, quando o norte-americano William J. Tobin criou para sua empresa, a PC Flowers & Gifts, o primeiro programa do gênero de que se tem notícia. Anos mais tarde, em meados dos anos 1990, grandes empresas do varejo se renderam ao modelo de Tobin e criaram seus próprios programas de afiliados, muitos deles ativos até os dias de hoje.

A ideia é bastante simples: o afiliado usa os seus próprios métodos de marketing e o seu alcance no mercado para atrair compradores e encaminhá-los ao fornecedor dos produtos ou serviços; e a cada venda concretizada, o fornecedor paga um percentual de comissão ao afiliado.

Usando a internet
A versatilidade da internet alavancou o marketing de afiliados, tornando possível a criação de plataformas online para gerenciar todos os aspectos dessa modalidade de negócio. Mais e mais empresas voltaram os olhos para essa nova possibilidade, tanto que, dos cerca de US$ 3,8 bilhões que foram investidos em anúncios em plataformas digitais no Brasil em 2021, mais de US$ 150 milhões foram destinados ao marketing de afiliados, segundo o Awin Report.

Em 2022, as dez principais categorias de produtos negociados por meio do marketing de afiliados tiveram um aumento médio nas vendas superior a 60% em relação ao ano anterior, com algumas delas superando os 100% de incremento. Existem programas de afiliados nos mais diferentes setores do mercado, oferecendo oportunidades para todos aqueles que tenham interesse em atuar nessa atividade. Entre os setores em que existem os programas de afiliados mais competitivos, destacam-se: e-commerce, entretenimento, serviços freelancer.

Foto: Pixabay

Grandes portais de e-commerce há muito já descobriram o potencial desses programas. Neles, os afiliados recebem comissões por levar tráfego e gerar vendas nos maiores e mais diversificados mercados do mundo, com itens que vão desde brinquedos e roupas até produtos educacionais e de software.

No ramo do entretenimento, os sites de apostas em eSports também disponibilizam programas de afiliados para quem deseja atuar atraindo novos apostadores. As oportunidades oferecidas por agências online dão a possibilidade de entrar, por exemplo, para o Clube dos eSports e levar uma quantia de até 25 dólares em uma semana.

Os sites que oferecem serviços de profissionais freelancer também têm tido um aumento na oferta de programas de afiliados. O afiliado pode escolher os profissionais que acredite terem potencial para atrair clientes e gerar seu link de acesso. A cada novo cliente que contratar o profissional por intermédio do link do afiliado, este recebe a comissão.

Quem pode participar
Embora ter acesso a um grande público possa ajudar muito a atrair mais negócios, não é preciso ser um influenciador digital para ter sucesso em um programa de afiliados. Existem programas de afiliados nos mais diversos setores e basta saber escolher o produto ou serviço certo e a abordagem adequada ao perfil de cada afiliado para começar a operar.

Em geral, basta encontrar um programa que trabalhe com produtos que tenham relação com o ramo de atividade do afiliado e criar uma estratégia para inserir os links para os sites de vendas da forma mais natural possível. As vendas podem ser sugeridas a partir de diversas origens, tais como redes sociais, blogs, sites próprios, e-mails e até aplicativos de mensagens, o que abre um leque de abordagens bem diversificado.

Benefícios
O marketing de afiliados, quando realizado de forma bem planejada, beneficia tanto as marcas, que aumentam o alcance de seus produtos ou serviços e, consequentemente, suas receitas, quanto os afiliados, que adquirem uma fonte de renda de baixo custo e risco, realizando a atividade de forma muito mais tranquila e livre de estresse.

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Ransomware é a ameaça de segurança cibernética mais comum no momento? https://canalmynews.com.br/sem-categoria/ransomware-e-a-ameaca-de-seguranca-cibernetica-mais-comum-no-momento/ Fri, 10 Mar 2023 15:27:37 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=36332 Ransomware é um software de extorsão que pode bloquear o seu acesso ao computador

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O nome Ransomware tem origem na palavra inglesa “ransom”, que significa resgate. Isso já nos dá uma boa ideia do que esse tipo especial de malware pode fazer. A palavra malware se refere a qualquer tipo de software malicioso que prejudica a integridade do seu aparelho.

Basicamente, o Ransomware é um software de extorsão que pode bloquear o seu acesso ao computador. Para desbloqueá-lo, você precisa pagar o resgate aos hackers. Milhares de pessoas vêm sendo alvo desses ataques nos últimos anos. Até mesmo grandes corporações estão sob a ameaça deste novo tipo de malware que vem dando o que falar.

Normalmente, o ransomware infecta o computador quando o usuário acessa certos sites de procedência duvidosa ou clica em links suspeitos, mas há outras maneiras de acabar sendo vítima desse tipo de ataques, como explicaremos mais adiante. Em alguns casos, o ransomware criptografa todo o sistema operacional do computador. Em outros, ele ataca apenas alguns arquivos específicos. Só então é cobrado um valor das vítimas, com cenários variáveis.

O ransomware pode estar interligado a outro famoso ataque cibernético conhecido como phishing. O phishing é, basicamente, um conjunto de práticas de malware que envolvem tentativas de obter ilegalmente informações e dados pessoais dos usuários, tais como número da identidade, senhas do banco, número de CPF, dados de cartão de crédito e outros tipos de informações confidenciais. Para isso, criminosos enviam e-mails com conteúdo duvidoso.

Um dos mais graves ataques de ransomware aconteceu em 2017. O ransomware levou o nome de Wannacry e afetou mais de 200 mil vítimas ao redor do mundo. Mais de 150 países sofreram com as consequências de um grupo de extorsão que exigia pagamentos em Bitcoins. Quer saber como evitar situações assim? Leia os próximos tópicos.

O Ransomware pode influenciar a indústria de iGaming?
A indústria de iGaming vem crescendo em uma velocidade impressionante nos últimos anos. Hoje em dia, milhares de jogadores acessam a internet para buscar jogos de cassino online, descobrir como ganhar no jogo de bicho ou, simplesmente, encontrar formas de entretenimento. Estes sites são fantásticos para tal propósito, mas eles também podem trazer riscos à integridade do seu sistema se o jogador não for cuidadoso.

Não é tão incomum que jogadores acabem sendo infectados por ransomware em jogos online. A quantidade de ataques cibernéticos com ransomware tem deixado a indústria de iGaming nervosa, mas é possível jogar com menos riscos. Para isso, é importante escolher sites confiáveis e licenciados. Além disso, é essencial prestar atenção antes de clicar em qualquer link ou e-mail promocional, tendo o máximo de cuidado.

Como evitar o Ransomware?
A melhor maneira de lidar com o Ransomware é se prevenir para que ele não infecte o seu computador. Para reduzir as suas chances de se tornar vítima de um ataque cibernético, é importante conhecer os riscos e saber se preparar para eles. Desta forma, você evita ter que pagar quantias exorbitantes para recuperar o acesso aos seus arquivos.

Normalmente, as infecções por ransomware acontecem por falta de atenção dos usuários ao acessar sites e links de procedência duvidosa. As infecções podem ocorrer através de e-mails de spam, pop-ups em sites fraudulentos e diversos outros canais. Um momento de desatenção pode ter consequências desastrosas. Por isso, o primeiro passo é ter cuidado com os sites que você acessa e não clicar em links suspeitos.

Há uma série de fatores que faz com que uma pessoa se torne alvo de ransomware. Um sistema desatualizado, por exemplo, é uma delas. Desta maneira, um software de segurança de qualidade pode fazer toda a diferença. Além disso, é importante fazer verificações frequentes para checar vulnerabilidades no sistema do seu aparelho.

Evitar divulgar informações pessoais online também é um passo importante para se prevenir contra tais ataques. Ao utilizar redes de Wi-Fi públicas, o usuário está mais vulnerável a ataques, então é recomendável usar uma VPN segura para navegar em tais redes. Também é crucial realizar backups frequentes de arquivos importantes.

Todo o cuidado é válido
O ransomware é uma ameaça cibernética real que já prejudicou milhares de pessoas ao redor do mundo. Sendo assim, todo cuidado é pouco ao navegar pela internet, especialmente em redes públicas ou em sites desconhecidos. Porém, a instalação de softwares de segurança de qualidade e o cuidado diário são aliados poderosos na luta contra o ransomware – não deixe de adotá-los.

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Quase 85% das pessoas de 10 anos ou mais acessam internet no Brasil https://canalmynews.com.br/brasil/quase-85-das-pessoas-de-10-anos-ou-mais-acessam-internet-no-brasil/ Fri, 16 Sep 2022 16:09:32 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=33765 Dados são da Pnad Contínua: Tecnologia da Informação de 2021

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Em 2021, 84,7% (ou 155,7 milhões) de pessoas de 10 anos ou mais, na população brasileira de 183,9 milhões, acessaram a internet. Esse percentual vem crescendo desde 2016, quando 66,1% da população nessa faixa etária tinham utilizado a rede, passando para 79,5%, em 2019, e 84,7% no ano passado.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua: Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) 2021, divulgada hoje (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2021, os resultados desse índice de pessoas que acessaram a internet no Norte (76,3%) e no Nordeste (78,1%) permaneceram inferiores aos alcançados nas demais regiões, apesar de o aumento, entre 2019 e 2021, ter sido maior nessas grandes regiões (6,3 pontos percentuais e 8,1 pontos percentuais, respectivamente).

No país, 85,6% das mulheres usaram a internet no ano passado, um pouco acima do percentual apresentado pelos homens (83,7%).

Estudantes
Em 2021, o percentual de pessoas que acessou a internet foi de 90,3% no grupo dos estudantes, ao passo que entre não estudantes o índice foi de 83,2%. Em relação ao ano anterior, houve aumento nos dois grupos, sobretudo entre não estudantes (5,8 p.p.).

“Quando se considera a rede de ensino, observam-se importantes diferenças no uso da internet pelos estudantes. Enquanto 98,2% dos alunos da rede privada utilizaram a internet em 2021, o percentual entre os da rede pública de ensino foi de 87%”, diz o IBGE.

Segundo a pesquisa, as diferenças regionais no uso da internet são mais marcadas entre os estudantes da rede pública. Assim, enquanto no Norte e no Nordeste os índices dessa parcela que utilizou a internet foiram de 73,2% e 83,2%, respectivamente, nas demais grandes regiões variou de 91% a 92,2%.

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Quando são considerados apenas os alunos da rede de ensino privada, o percentual de uso da internet ficou acima de 96% em todas as grandes regiões, alcançando praticamente a totalidade dos alunos no Sul, no Sudeste e no Centro-Oeste.

Grupos etários
Em 2021, o percentual de pessoas que acessou a internet no grupo de 10 a 13 anos foi de 82,2%. O índice cresceu sucessivamente nos grupos etários subsequentes e alcançou quase 95% no grupo de 25 a 29 anos, passando depois a cair até atingir 57,5% no grupo de 60 anos ou mais.

De acordo com o IBGE, ainda que venha crescendo em todos os grupos etários, o aumento foi mais acelerado nas idades mais elevadas, o que pode ter sido propiciado pela evolução nas facilidades para o uso dessa tecnologia e sua disseminação no cotidiano. Nesse sentido, o aumento do percentual de pessoas que utilizaram a internet, entre 2019 e 2021, foi maior nos grupos etários de 50 a 59 anos e de 60 anos ou mais de idade (aumentos de 8,9 pontos percentuais e 12,7 pp, respectivamente).

A analista do IBGE Flávia Vinhaes observa que o aumento do uso da internet pelos que têm 60 anos ou mais se deu muito em função do isolamento social causado pela pandemia de covid-19, que obrigou os mais idosos a se familiarizar com a tecnologia para pedir comida e remédios em casa, manter contato com familiares e acessar serviços bancários.

Celular
Em 2021, na população de 10 anos ou mais de idade que usou a internet, o meio de acesso indicado pelo maior número de pessoas foi o telefone celular (98,8%), seguido, em menor medida, pela televisão (45,1%), o microcomputador (41,9%) e o tablet (9,3%).

O mesmo cenário foi observado em relação ao domicílio. Entre 2019 e 2021, houve aumento do uso da televisão para acessar a internet (12,9 pp) e redução do uso do microcomputador (4,3 pp) e do tablet (1,6 pp). A pesquisadora do IBGE destaca que foi a primeira vez que a televisão superou o computador como meio de acesso à internet.

“Considerando a condição de estudante, observou-se maior uso do microcomputador (51,7%), da televisão (49,4%) e do tablet (12,3%) para acessar a internet entre estudantes em 2021. Esses percentuais para não estudantes ficaram em 39,2%, 43,9% e 8,4%, respectivamente. O telefone móvel celular era usado por quase a totalidade tanto de estudantes quanto de não estudantes (97,9% e 99%, nessa ordem)”, diz a pesquisa.

O levantamento identificou que o grupo de estudantes não é homogêneo. Quando são separados por rede de ensino, há diferenças significativas no uso do computador, da televisão e do tablet para acessar a internet. Em 2021, enquanto 80,4% dos estudantes da rede privada acessavam a internet pelo computador, esse percentual era de apenas 38,3% entre os estudantes da rede pública.

O uso da televisão para entrar na internet ocorria para 64,6% dos estudantes da rede privada, sendo esse índice uma vez e meia o observado entre estudantes da rede pública (42,2%). No uso do tablet, a diferença chega a quase três vezes. O celular foi o principal equipamento utilizado para acessar a internet pelos estudantes tanto na rede pública (97,6%) quanto na privada (98,6%).

O índice de pessoas que usaram a rede para enviar ou receber mensagens de texto, voz ou imagens por aplicativos diferentes de e-mail, que era a finalidade mais frequente até 2019, ficou em 94,9% no ano passado.

Segundo o IBGE, conversar por chamadas de voz ou vídeo (95,7%) se tornou a finalidade mais informada em 2021, proporção que vem aumentando desde 2016, assim como a de pessoas que utilizaram a internet para assistir a vídeos, inclusive programas, séries e filmes (89,1%). Por outro lado, o percentual que acessou a internet com a finalidade de enviar e receber e-mail, que vinha se reduzindo a cada ano, manteve-se em 62% no ano passado.

No país, em 2021, 15,3% das pessoas de 10 anos ou mais de idade não utilizaram a internet. Os dois motivos mais apontados por esse contingente, formado por 28,2 milhões de pessoas, foram não saber usar a internet (42,2%) e falta de interesse em acessar a rede (27,7%). Os dois motivos seguintes foram de razão econômica e representaram, em conjunto, 20,2%: 14% disseram que o serviço de internet era caro e 6,2% afirmaram que o equipamento eletrônico necessário era caro. O fato de o serviço de acesso não estar disponível nos locais que as pessoas costumavam frequentar ficou em 5,3%.

Em 2021, 155,2 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade tinham telefone celular para uso pessoal, o que correspondia a 84,4% da população dessa faixa etária, percentual maior que o estimado para 2019 (81,4%). Porém, segundo o IBGE, havia grande discrepância entre os percentuais conforme a situação do domicílio. Enquanto 87,1% das pessoas que viviam em área urbana tinham celular para uso pessoal, esse índice era de 67,6% entre as pessoas da área rural.

De acordo com os pesquisadores, o acesso à internet por meio da telefonia móvel celular é um recurso de comunicação e de obtenção de informação que vem sendo visto cada vez mais no cotidiano de número crescente de pessoas.

De 2019 para 2021, na população de 10 anos ou mais de idade que tinha celular para uso pessoal, a parcela que tinha acesso à internet por meio desse aparelho aumentou de 91,7% para 94,8%. Na área rural, esse percentual cresceu de 80,7% para 89,1%, mas sendo ainda menor que o da área urbana, que aumentou de 93% para 95,5%.

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5G será acionado em Curitiba, Goiânia e Salvador na terça-feira https://canalmynews.com.br/economia/redes-de-internet-movel-5g/ Fri, 12 Aug 2022 19:36:07 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=32810 Prazo para tecnologia chegar a todas as capitais deve ser ampliado

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A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) confirmou, hoje (12), que as operadoras de telefonia poderão ativar suas redes de internet móvel 5G em Curitiba (PR), Goiânia (GO) e Salvador (BA) a partir da próxima terça-feira (16).

A data foi confirmada pelos integrantes do Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência (Gaispi) na faixa de 3.625 a 3.700 MHz, em reunião na manhã de hoje.

O Gaispi é formado por representantes da Anatel, do Ministério das Comunicações e de empresas, incluindo as de radiodifusão afetadas pelo projeto. A faixa de 3,5 GHz é a que garante as melhores potencialidades da quinta geração.

As três capitais se somam a Brasília (DF), onde o 5G foi ativado em 6 de julho deste ano; Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS) e João Pessoa (PB), onde a autorização para ativação das estações com tecnologia de quinta geração do serviço móvel entrou em vigor no dia 29 de julho; além de São Paulo, onde o sinal começou a ser ativado no último dia 4.

Prorrogação

O Gaispi também decidiu recomendar ao Conselho Diretor da Anatel a ampliação por mais 60 dias do prazo para que o sinal comece a ser liberado em outras 15 capitais. A proposta, que ainda será apreciada pelos conselheiros da agência reguladora, leva em conta informações fornecidas pela Entidade Administradora da Faixa (EAF – Siga Antenado), segundo a qual, Florianópolis (SC); Palmas (TO); Rio de Janeiro (RJ) e Vitória (ES) deverão estar aptas a receber o 5G até 29 de agosto.

Inicialmente, a tecnologia deveria estar disponível em todas as capitais até o fim de setembro, mas, segundo a Anatel, pode ser necessário dilatar o prazo para permitir a conclusão das ações de desocupação da faixa de 3,5 GHz e resolver eventuais interferências na recepção das estações do Serviço Fixo por Satélite (FSS).

Na prática, se o Conselho Diretor da Anatel aprovar a sugestão do Gaispi, até 28 de outubro, a faixa de 3,5 GHz deverá estar disponível, livre de interferências, em Aracaju, Belém, Boa Vista, Campo Grande, Cuiabá, Fortaleza, Macapá, Maceió, Manaus, Natal, Porto Velho, Recife, Rio Branco, São Luís e Teresina. Com isso, as empresas teriam até 27 de novembro para ativar o serviço.

Kits

Quem utiliza antena parabólica para captar o sinal de emissoras de TV aberta precisará adaptar seu equipamento para evitar possíveis interferências. A Entidade Administradora da Faixa criou um programa para distribuir, gratuitamente, às famílias carentes das capitais brasileiras e que estão registradas no Cadastro Único para Programas Sociais [https://cadunico.dataprev.gov.br/#/] do governo federal, kits contendo novas antenas digitais, conversores e cabos. O pedido do kit e de instalação dos aparelhos pode ser feito pelo site do Programa de Distribuição de Kits [https://sigaantenado.com.br/distribuicao-kits/#criterios]. Também é possível obter mais informações pelo telefone 0800-729-2404.

Entenda

Desde que o sinal do 5G chegou ao país, no mês passado, consumidores passaram a buscar por preços de planos e aparelhos compatíveis com a nova tecnologia de rede, movimentando o mercado das operadoras de telefonia celular.

Também chamada de 5G puro, 5G Standalone ou 5GSA, a tecnologia promete permitir aos usuários navegar a uma velocidade média de 1 Gigabit (Gbps), dez vezes superior ao sinal do 4G.

Contudo, o consumidor deve estar atento às promoções e se informar sobre o tipo de rede de dados oferecida no momento da compra. E atentar para o fato de que há, em operação, aparelhos não compatíveis com o sinal do 5G puro, mas sim com o 5G no modo Dynamic Spectrum Sharing (DSS) ou non-standalone (NSA), também chamado de 5G “impuro” por operar na mesma frequência do 4G.

As operadoras Vivo, Claro e TIM foram as primeiras empresas a oferecer o sinal da 5G puro com ampla cobertura nas cidades já autorizadas.

Consultadas pela Agência Brasil, as operadoras informaram as condições que estão disponíveis para os clientes.

A Vivo informou que o sinal 5G estará disponível a todos os clientes, sem a cobrança de tarifas extras. Para acessar a tecnologia, é preciso ter um aparelho compatível e estar na área de cobertura.

A TIM respondeu que basta aos seus clientes interessados terem um aparelho compatível. Segundo a empresa, cerca de 70% de seu portfólio são de aparelhos com a nova tecnologia.

Já a Claro informou que já tem à disposição de seus clientes cerca de 50 aparelhos compatíveis – única coisa de que os interessados precisarão.

No site da Anatel, é possível verificar a lista de celulares homologados para o sinal 5G.

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Como se fazer presente nas TVs conectadas https://canalmynews.com.br/natalia-fernandes/como-se-fazer-presente-nas-tvs-conectadas/ Fri, 30 Apr 2021 16:51:42 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/como-se-fazer-presente-nas-tvs-conectadas/ Fragmentação da audiência com as plataformas de streaming redireciona investimentos dos anunciantes

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Recentemente uma pesquisa sobre o uso das TVs conectadas realizada pela Nielsen e Smartclip, mostrou aquilo que já desconfiávamos, as grandes telas inteligentes estão cada vez mais nos lares dos brasileiros, especialmente depois da pandemia.

Por TV conectada ou connected TV, se entende as televisões que possuem conexão com a internet. O número de casas que possuem esses aparelhos saltou de 32% em 2015 para 89% em 2021. O boom se deve principalmente à adesão massiva aos serviços de streaming e a chegada de novos players e plataformas disputando a atenção dos telespectadores e a pandemia, que alterou significativamente os hábitos da população.  

Em todo o mundo podemos acompanhar a mesma tendência em mercados mais avançados, como os Estados Unidos, em que existem centenas de aplicativos e serviços de streaming que não são relacionados apenas ao entretenimento. Diante de um mercado tão aquecido, a pergunta que fica é: como as marcas podem aproveitar esta tecnologia para se conectar com uma audiência tão independente e segmentada?

Vencendo a barreira da fragmentação 

As TVs conectadas podem ser acessadas por meio de serviços por assinatura, com intervenção de publicidade ou ambos. E isso tem trazido uma revolução na forma como as marcas podem alcançar seus consumidores ou potenciais clientes.

As pessoas já não seguem os padrões tradicionais dos horários lineares da televisão com novelas, programas dominicais ou telejornais em que toda uma família assumia o mesmo comportamento de consumo ao mesmo tempo. A multiplicidade dos dispositivos, conteúdos e tecnologias, com apenas um clique, faz com que a audiência esteja cada vez mais segmentada. 

E é aí que as TVs conectadas entram para tornar a vida das marcas um pouco mais fácil. Apesar dos caminhos para se alcançar uma audiência desejada sejam cada vez mais granulares, a tecnologia é grande aliada. 

Ela permite escala, centralização e visão unificada de dados para segmentação e melhor acompanhamento dos resultados de campanhas. Além da tão desejada otimização em tempo real. 

O retorno ao “normal”

Embora fortemente impulsionada pela pandemia, a TV conectada ainda deve ter seu consumo cada vez mais presente no comportamento da população. Ao oferecer o conteúdo desejado e na hora desejada ela se adequa à personalização do consumo, que é a cara dos nossos tempos. Ninguém mais quer estar dependente de uma grade linear de programação em que o humano se adequa à distribuição do conteúdo. Cada vez mais, a distribuição do conteúdo ocorre mediante demanda do fator humano.

Estamos diante de um ecossistema cada vez mais rico para as TVs conectadas. Os usuários podem ou não ser impactados por publicidade, mediante o modelo que optarem por consumir o conteúdo, além de poderem disfrutar de boa qualidade de imagem e som. E as marcas podem ter campanhas ainda mais personalizadas para públicos que façam sentido com a possibilidade de mensurar seus resultados. Com isso, os caminhos são atraentes para que propagandas também tirem proveito para gerar engajamentos ainda mais significativos com as marcas.

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WhatsApp e Instagram apresentam instabilidade https://canalmynews.com.br/mais/whatsapp-e-instagram-apresentam-instabilidade/ Fri, 19 Mar 2021 18:14:34 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/whatsapp-e-instagram-apresentam-instabilidade/ Redes sociais ficam fora do ar, segundo relatos de usuários no Twitter e site de monitoramento

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O WhatsApp e o Instagram apresentam instabilidades na tarde desta sexta-feira (19). A queda das redes sociais de Mark Zuckerberg é, no momento, assunto no Twitter.

O site Downdetector, que rastreia a operação de serviços na internet, mostra uma disparada nos relatos de instabilidade a partir das 14 horas.

Por volta das 15 horas, WhatsApp e Instagram voltaram a funcionar.

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Estamos diante do fim das lojas físicas? https://canalmynews.com.br/natalia-fernandes/estamos-diante-do-fim-das-lojas-fisicas/ Fri, 19 Mar 2021 00:11:51 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/estamos-diante-do-fim-das-lojas-fisicas/ E-commerce deve superar as transações presenciais no varejo da China neste ano

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Você já sabe como funcionam as lojas físicas do varejo: produtos à mostra, possibilidade de testar e compra imediata. Será que com a revolução digital e crescimento do ecommerce isso dura para sempre?

Com a chegada da internet, o varejo passou por sua mudança mais profunda desde a Revolução Industrial. Naquela época houve um aumento expressivo da produção de mercadorias e, consequentemente, do volume de compras e vendas no comércio.

Desta vez, o fator por trás da ressignificação do varejo está no uso de dados e na possibilidade de realizar compras com apenas um clique. Enquanto os consumidores podem facilmente adquirir produtos por meio dos celulares, a indústria tem o potencial de usar estes dados para relacionamentos futuros ainda mais produtivos com seus clientes.

A pandemia deu poder exponencial para esta mistura e a China provavelmente será o primeiro país em que o volume de compras online deve superar o volume das lojas físicas. Popularização dos smartphones e frete barato, somados aos efeitos da pandemia, fizeram com que neste país 52% das compras aconteçam por e-commerce até o final deste ano.

E no comércio, vai tudo para o digital?

Não! O e-commerce não significa a morte das lojas físicas, mas muita coisa deve mudar. Assim como a TV não substituiu o rádio, o varejo online não deve substituir o presencial. 

O pensamento “ou um ou outro” está longe de captar a complexidade da sociedade que exige personalização ao invés das boas e velhas “fórmulas padronizadas” em que tudo dá certo. Além disso, quem disse que nas experiências presenciais não é possível capturar dados que sejam utilizados no ambiente digital? 

Por isso, presencial e digital, ou “on” e “off”, não são como água e óleo. Muito pelo contrário, se combinados, não há conflito de canal, e sim, convergência para uma ótima experiência. Vamos com um exemplo.

Existem lojas físicas em que é possível acompanhar as interações dos clientes com os produtos de forma digital para determinar quais devem estar ali. Assim, se um cliente toca em um produto, é possível captar isso de forma automática, organizar em um sistema e otimizar o espaço da loja com produtos semelhantes para que mais clientes possam ter uma ótima experiência. 

Isso busca tornar a experiência na loja ainda melhor para aquele nicho, ressignificando o papel deste canal. Assim como é feito no digital, por meio dos anúncios personalizados que aparecem para você.

O alicerce deste “futuro já presente” é o uso de dados proprietários como estratégia central. Quando empresas combinam isso a uma equipe especializada, cultura empresarial aberta à mudança e respeito à privacidade dos usuários, passos largos são dados nesta direção que tem o cliente como centro da tomada de decisão.

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Mudança em anúncios é equilíbrio entre privacidade e serviço, diz presidente do Google no Brasil https://canalmynews.com.br/economia/mudanca-em-anuncios-e-equilibrio-entre-privacidade-e-servico-diz-presidente-do-google-no-brasil/ Thu, 18 Mar 2021 23:35:31 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/mudanca-em-anuncios-e-equilibrio-entre-privacidade-e-servico-diz-presidente-do-google-no-brasil/ Com a desativação do rastreio por meio de cookies, o Google pretende oferecer uma experiência na internet menos “intrusiva” e que ofereça novas possibilidades de serviços. A avaliação é de André Coelho, presidente do Google no Brasil. O gigante do Vale do Silício anunciou que vai retirar o suporte a cookies de terceiros de seu […]

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Com a desativação do rastreio por meio de cookies, o Google pretende oferecer uma experiência na internet menos “intrusiva” e que ofereça novas possibilidades de serviços. A avaliação é de André Coelho, presidente do Google no Brasil.

O gigante do Vale do Silício anunciou que vai retirar o suporte a cookies de terceiros de seu navegador, o Chrome. Na publicação em que anunciou a medida, a companhia citou uma pesquisa do Pew Research Center, realizada nos Estados Unidos, com dados sobre a preocupação com a privacidade de usuários da internet. De acordo com o levantamento, 72% dos entrevistados afirmou acreditar que tudo ou quase tudo o que fazem na internet é rastreado por anunciantes, empresas de tecnologia ou outras empresas.

Logo do Google

“O fato do Google estar saindo dessa política de cookies significa que a gente acredita que pode encontrar uma solução melhor para o ecossistema de parceiros desenvolvedores”, diz Coelho. “Nós temos capacidade de usar esses dados para entender como você pode criar uma experiência melhor. E, obviamente, essa experiência não pode ser intrusiva, não pode ser uma experiência que você se sinta sendo stalkeado o tempo todo. Esse é o nosso objetivo.”

Ainda de acordo com o presidente da companhia, as novas diretrizes estão em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais e representam um “bom equilíbrio entre privacidade e a possibilidade de você prestar melhor serviço”.

No quarto trimestre de 2020, a Alphabet, empresa controladora do Google, faturou US$ 56,89 bilhões e teve lucro líquido de US$ 15,23 bilhões. Coelho afirma que “não está autorizado” a compartilhar a contribuição da parcela brasileira da empresa para o faturamento global, mas diz que o Google tem cerca de 1.300 funcionários em solo brasileiro.

“Em termos de usos de produtos, o Brasil é um dos 5 principais mercados do Google em relação à quantidade de pessoas que usam o buscador, o YouTube, o Mapas, o Chrome, o Android e todas essas plataformas”, diz o presidente do Google no Brasil.

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Clubhouse: como funciona e o que esperar do futuro da rede? https://canalmynews.com.br/mais/clubhouse-como-funciona-e-futuro-da-rede/ Sat, 13 Mar 2021 22:11:59 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/clubhouse-como-funciona-e-futuro-da-rede/ Aplicativo de interação por áudio já atraiu nomes como Elon Musk, Mark Zuckerberg e Oprah Winfrey

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Twitter, Instagram, Facebook, YouTube, TikTok… Em meio aos já conhecidos nomes das principais redes sociais do mundo, despontou uma novidade ao longo das últimas semanas: Clubhouse. Lançado em abril de 2020 pela Alpha Exploration Co, o aplicativo de interação por áudio passou a ser amplamente comentado no Brasil em 2021.

Ainda em fase beta de testes e disponível apenas para iPhone (iOS), a rede social é tida como a nova moda entre os apps. Prova disso é que o Clubhouse já chamou a atenção de personalidades como Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, e Oprah Winfrey, uma das mais famosas apresentadoras de TV do mundo.

Mas será que o sucesso da rede social vai se manter com o tempo? Para responder não só a essa pergunta, como para explicar como o Clubhouse funciona na prática, o MyNews conversou com a professora da Faculdade Cásper Líbero e pesquisadora em comunicação digital Carolina Terra.

Clubhouse: como funciona e o que esperar do futuro da rede? Foto: Adem AY/Unsplash
Clubhouse: como funciona e o que esperar do futuro da rede? Foto: Adem AY/Unsplash

O que é o Clubhouse?

O Clubhouse é um app de rede social só de áudios. Na prática, a dinâmica de interação na ferramenta se dá por meio de uma série de salas, normalmente com um recorte temático pré-definido, que permitem que os participantes troquem conhecimento e aprendam uns com os outros — contanto que recebam um convite de alguém que já esteja presente na rede.

Como funciona o aplicativo?

Uma das principais condições da rede é que, para criar uma conta no app, além de ter um iPhone, é preciso receber um convite de um contato que já esteja inserido no Clubhouse — o que, em tese, torna o app mais “exclusivo”. O número de convites que cada usuário pode mandar é limitado e o sucesso das salas é bastante condicionado pelos moderadores, que são os usuários que criam as salas e, por consequência, as regras de interação para aquele espaço.

Em meio a isso, cada sala conta com os “speakers”, que são os debatedores do tema proposto, e a audiência — que pode chegar até 5 mil ouvintes interessados em determinado tema. 

O Clubhouse tem atraído usuários do LinkedIn, que, em geral, veem na rede uma oportunidade de fazer networking com desconhecidos e aprender sobre marketing digital, vendas, entre outros assuntos. Ainda assim, o sucesso do aplicativo não se restringe apenas a pessoas que têm interesse em temas relacionados a trabalho. 

Por que o Clubhouse está fazendo tanto sucesso?

Para Carolina Terra, a rede social fez sucesso não só por abarcar discussões comuns no Linkedin, como por permitir que diferentes tribos se conectem em uma rede prática e direta para conversar sobre religião, lazer, entretenimento, entre outros assuntos. 

Além disso, segundo a pesquisadora, são duas as principais explicações do sucesso do Clubhouse:

  • o formato de uma rede social baseada única e exclusivamente em áudio — que permite uma troca de conhecimento ágil e sem edições;
  • e o fato de Elon Musk, CEO da Tesla, ter aderido à plataforma logo no início, o que virou notícia e atraiu a atenção de outros influenciadores.

Em coluna sobre o tema publicada em fevereiro, Mariliz Pereira Jorge atribuiu o sucesso da rede também ao “boom de podcasts”, que já deixou uma quantidade significativa de pessoas preparadas para consumir mídia em áudio. Além, claro, do isolamento social, que expandiu os horizontes da comunicação por áudio.

O Clubhouse é acessível?

As principais críticas em relação ao Clubhouse, além da disponibilidade do app só para iOS, dizem respeito à acessibilidade da rede. 

Por abarcar discussões apenas em áudio, a queixa principal é que o Clubhouse acaba excluindo todas as pessoas que não podem se comunicar dessa forma — seja como falantes ou ouvintes. “Quando você, enquanto plataforma, está oferecendo só uma modalidade de participação, você está excluindo quem não tem essa condição”, destaca Carolina Terra.

Em nota publicada em janeiro, os fundadores do Clubhouse afirmaram que estão trabalhando para tornar o aplicativo mais acessível. Não especificaram, no entanto, as melhorias previstas.

O que esperar do futuro da rede?

Para Carolina Terra, por conta da volatilidade do mercado de redes sociais, é bastante difícil prever se uma rede vai vingar ou não. Ao mesmo tempo, a pesquisadora complementa que, por conta da simplicidade do Clubhouse, é “muito fácil” que grandes plataformas, como Facebook, Instagram e Twitter, consigam absorver o conceito da rede social de áudios.

“Eu vejo que as grandes plataformas têm mais chance de conseguir internalizar esse tipo de funcionalidade do que o Clubhouse ser a próxima rede de sucesso”, diz.

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Porque a inclusão digital afeta você https://canalmynews.com.br/natalia-fernandes/porque-a-inclusao-digital-afeta-voce/ Fri, 12 Mar 2021 12:56:55 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/porque-a-inclusao-digital-afeta-voce/ Alguns países discutem turismo espacial e, no Brasil, 46 milhões não possuem nem acesso à internet

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Pegar o celular para se atualizar antes do café da manhã parece trivial para todos os brasileiros, mas não é.

Há uma falsa sensação de que a tecnologia traz inclusão ao possibilitar acesso à informação, no entanto esta informação seria verdadeira se o acesso à internet fosse homogêneo entre todos. 

O tema é tão relevante que em 2011 a ONU considerou o acesso à internet um direito humano. Por meio dela, indivíduos e sociedades são alavancadas pelas oportunidades para novos conhecimentos, conexões e realidades que levam ao desenvolvimento econômico e social de uma comunidade.


E como o Brasil está nesta corrida? Atrasado.

Infraestrutura: de acordo com o IBGE, aproximadamente 46 milhões de brasileiros não têm acesso à internet. Vimos claramente as dores da desigualdade do acesso durante a pandemia em que alunos ficaram sem ensino por não terem acesso a uma conexão de qualidade. Embora nossos números tenham melhorado quando falamos de infraestrutura digital, a abrangência de sinal e velocidade da conexão ainda atrapalham significativamente a navegação dos que se aventuram sem estrutura eficiente, de acordo com um relatório divulgado pelo Google em parceria com a McKinsey.

Analfabetismo: 11 milhões de brasileiros não sabem ler ou escrever, há também uma parte significativa da população que mal domina a ferramenta para o que são chamadas as habilidades digitais. Então, ainda que haja acesso, este acesso não pode ser consumido em grande parte, uma vez que textos deixam de ser acessíveis para quem não pode compreendê-los.

Tecnologias não-inclusivas: perda total da visão ou comprometimento do funcionamento visual dos olhos também impede, assim como o analfabetismo, o consumo de conteúdos em texto, que são hoje parte significativa das informações distribuídas na internet devido à ainda tímida penetração de soluções que convertem texto em áudio.

Por que é relevante?

Problemas estruturais também são consequências da desigualdade na inclusão digital de uma sociedade.

Não apenas perdemos em mais e melhores oportunidades por meio do conhecimento e compreensão de outras realidades, como deixamos de criar um ambiente atraente também para empresas, que encontram um mercado menos capacitado, deixando de gerar renda e melhores condições sociais, o que impacta a todos, inclusive você.

Tecnologias inclusivas que transformem textos em áudios são ótimos aliados para aqueles que o texto escrito é um desafio. Parcerias desenvolvidas por empresas que oferecem conectividade à internet a regiões ou comunidades em que este recurso é escasso, ou programas de inclusão digital para capacitação para os quais navegar ainda é um desafio, colaboram para caminhos mais homogêneos e que levam oportunidades para mais pessoas colaborando para menor disparidade social neste sentido.

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Pornografia pode gerar “alteração a nível cerebral”, diz psiquiatra https://canalmynews.com.br/mais/pornografia-pode-gerar-alteracao-a-nivel-cerebral-diz-psiquiatra/ Thu, 11 Mar 2021 21:19:28 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/pornografia-pode-gerar-alteracao-a-nivel-cerebral-diz-psiquiatra/ Daniel Cordeiro destaca que existem semelhanças entre o vício em pornografia e a dependência química

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Expectativas irreais, insatisfação com o próprio corpo e efeitos neurológicos. O consumo de pornografia pode gerar graves afeitos adversos, afirma em entrevista ao Almoço do MyNews o psiquiatra Daniel Cordeiro.

Mestre em Psiquiatria pela Universidade de Londres, Cordeiro ressalta também que a educação sexual no Brasil é “muito pobre” e atravessada por tabus e questões religiosas. O especialista também destaca que papéis de gênero construídos desde a infância afetam a população.

Sobre a pornografia, Cordeiro avalia que existem duas maneiras de enxergar a questão: uma delas é ver a pornografia como algo que pode mostrar as possibilidades do corpo e novas formas de prazer, outra forma de encarar a questão é destacar a objetificação da mulher e a exibição de um tipo de sexo e de corpos irreais.

“Tem uma coisa muito ruim da pornografia atual que é muito parecida com a dependência química. A gente saí de uma droga mais simples e precisa de drogas mais fortes, intensas, isso é um caminho natural da dependência química, a gente saí do que seria a pornografia dos anos 1970, 1980, que seria mostrar o casal em um coito para o que a gente tem hoje, que é uma mulher e sete homens, violência”, avalia o psiquiatra.

Pesquisa realizada com a audiência do MyNews revelou que 23% disseram nunca consumir pornografia, 38% afirmaram consumir pornografia com frequência e outros 39% disseram consumir pornografia “de vez em quando”.

Ainda de acordo com Cordeiro, que é especialista em dependência química pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a pornografia pode se tornar um vício, causar alterações no cérebro e aumentar a impulsividade de quem a consome.

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Google vai parar de vender anúncios com base nos seus dados de navegação https://canalmynews.com.br/natalia-fernandes/google-vai-parar-de-vender-anuncios-com-base-nos-seus-dados-de-navegacao/ Mon, 08 Mar 2021 20:55:43 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/google-vai-parar-de-vender-anuncios-com-base-nos-seus-dados-de-navegacao/ Medida é resposta às crescentes preocupações dos usuários com questões relacionadas à privacidade

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Nesta semana o mundo da tecnologia voltou os olhos para a notícia: o Google não vai mais usar os dados de navegação dos seus usuários para venda de publicidade.

Se você entendeu o que isso significa, sabe que a notícia impacta bastante esta indústria. 

Se isso não está claro, vou contextualizar com base em algumas experiências que provavelmente você já viveu para entender a decisão de uma das maiores empresas de publicidade digital do mundo.

O que significa usar dados de navegação de usuários para venda de publicidade?

Se você já notou que estava vendo anúncios de um produto que acabou de procurar na internet, saiba que não era coincidência. Trata-se de tecnologias que rastreiam a navegação de perfis de usuários em sites enquanto estão na internet e que combinam estes dados para venda de anúncios mais eficientes.

Isso garante que tanto a publicidade seja mais eficiente ao mostrar anúncios para pessoas certas, quanto você veja produtos que estejam mais alinhados com os seus interesses.

Por que o Google está mudando esta abordagem?

A tecnologia para entrega de anúncios evoluiu muito ao longo dos anos e trouxe a proliferação de inúmeras práticas para uso de dados. Por maior que fosse o cuidado para realização de práticas seguras por algumas empresas, os escândalos com uso indevido de dados levaram a um problema de confiança na internet. 

Segundo dados do Pew Research Center divulgados pelo próprio Google, 72% das pessoas sentem que quase tudo o que estão fazendo na internet está sendo monitorado, enquanto 81% entendem que o potencial risco enfrentado ao expor seus dados não valem os benefícios que encontram na internet.

A resposta do Google está em usar tecnologias que analisem os hábitos de navegação dos usuários em seus dispositivos e permite que os anunciantes tenham como alvo grupos agregados de usuários com interesses semelhantes, em vez de usuários individuais. Por enquanto, a mudança não afeta ferramentas de anúncios e identificadores exclusivos para aplicativos móveis, vale apenas para sites.

O que isso indica para o mercado?

Isso pode acelerar uma revolução da indústria da publicidade digital como conhecemos hoje por dois motivos principais. 

O primeiro é que este aceno ao mercado veio de uma empresa de peso, o Google foi responsável por 52% dos gastos globais com publicidade digital do ano passado. Ao adotar esta postura, ele pressiona toda uma cadeia que sustenta parte da publicidade que conhecemos hoje e que movimenta bilhões de dólares anualmente que é composta, inclusive, por seus concorrentes.

O segundo é que ao firmar este posicionamento ele reitera o compromisso com uma internet que atenda às crescentes preocupações que as pessoas têm sobre suas privacidades. Firmando um caminho sem volta rumo à segurança de dados e maior responsabilidade. 

Ao dar este passo, fica evidente que a privacidade cada vez mais se sobrepôs à má gestão e uso dos dados individuais que vêm sendo feitos na internet como conhecemos hoje. Ufa! Que mais e mais posicionamentos nesta magnitude venham nos próximos meses. 

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A internet possível https://canalmynews.com.br/francisco-saboya/a-internet-possivel/ Wed, 17 Feb 2021 15:00:20 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/a-internet-possivel/ Quebrar o poder dos monopólios globais das bigtechs na internet é uma das condições de sobrevivência da economia de mercado e da própria democracia

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A Internet é um daqueles mecanismos imperfeitos de um sistema maravilhosamente imperfeito chamado democracia. Por muito tempo, a sociedade consumiu passivamente conteúdos da mídia tradicional, um complexo concentrado de dinheiro e poder a serviço da visão de mundo das classes dominantes (sim, elas existem).

A Internet era uma miragem. Com sua chegada, porém, todo mundo agora podia opinar e ser ouvido sobre qualquer coisa. Sem intermediários. A Internet era libertária, a nova Ágora, o sonho da democracia direta. Nada podia estar mais próximo do ideal de cooperação e fraternidade global.

Internet revolucionou o modo de se comunicar do mundo e também virou espaço de discussão política.
Internet revolucionou o modo de se comunicar do mundo e também virou espaço de discussão política. Foto: Pixabay (Reprodução).

Mas o idílio durou pouco e o tempo logo deu razão a Umberto Eco. Numa visão sagaz – tida por alguns como preconceituosa – o pensador afirmou que a Internet “deu voz a uma legião de imbecis”. E como eles são muitos, lembrava Nelson Rodrigues, o problema tá instalado. Imbecis não dialogam, escarram insultos. Não têm dúvidas – domínio da filosofia -, apenas verdades absolutas. E como também não têm tempo a perder com leitura e estudo, consomem de primeira qualquer notícia e se tornam involuntariamente vetores de desinformação, espalhando fake news com a mesma velocidade com que negam o óbvio ululante. E por serem tantos, tomaram a Internet de assalto: ela agora é sua mídia, o canal por onde escoam suas verdades. Zerou o jogo.

Monopólios

Mas isso é apenas uma parte do problema. A Internet também foi capturada pelas grandes corporações e, mais recentemente, por seitas políticas. Seja em redes sociais, mecanismos de busca, sites de e-commerce, tudo parece descarrilhado. Em paralelo ao reconhecimento dos incontáveis benefícios para todos, cresce a desconfiança de que a Internet é predominantemente uma plataforma de criação de valor para muito poucos.

O que fazer então? Aperfeiçoá-la. Essa discussão é recorrente e veio à tona mais recentemente com a decisão do Twitter e outras plataformas de excluir o ex-presidente Trump de sua lista de usuários. Três questões devem ser abordadas aí: organização de mercado, censura e curadoria.

Quanto à organização de mercado, trata-se de uma questão conceitual. O sistema capitalista idealizado pelos teóricos liberais seria virtuoso entre outras razões por permitir a livre concorrência. O ideal não resiste à cinco minutos de realidade, e o que predomina são mercados oligopolizados ou mesmo monopolistas. Esta, aliás, é uma característica da economia da informação. Varian e Shapiro (Information Rules, 1999) apontam um atributo singular dos novos arranjos econômicos. Diferentemente da economia industrial clássica, onde se extraía competitividade da escala de produção, na nova economia ela vem da escala de demanda. Ninguém quer ficar de fora da festa ou falando uma língua que ninguém entende. A disputa é portanto por padrões tecnológicos. Aquele que ganhar leva tudo. O objeto de negócios adquire uma dimensão simbólica, e o marketshare perde espaço para o mindshare.

Esse traço da economia digital nos levou aos monopólios indesejados das grandes plataformas como Google, por onde passa cerca de 90% dos fluxos de busca por conteúdos na Internet, totalizando algo como 4 bilhões de buscas/dia. Só Google sabe o que o mundo está pensando. Ou Facebook, onde estão pendurados quase 3 bilhões de usuários ativos mensais. Só Facebook sabe o que o mundo anda compartilhando, e por conseguinte, o que a sociedade em escala global prioriza no seu dia-a-dia. Ou Amazon e AliBaba, que sabem como ninguém quem, porque e o que o mundo está comprando. Com essa base gigantesca de dados em mãos e a capacidade de desenvolver algoritmos inteligentes combinados com inovações tecnológicas contínuas e modelos de negócios efetivos, as bigtechs se tornaram empreendimentos mais relevantes do que a maioria dos governos nacionais.

Qual o limite socialmente desejável para essas corporações? Muita gente aposta na LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) e equivalentes como freio. Elas são sem dúvida um avanço no trato dos dados pessoais, mas ainda estão longe de reduzir o poder discricionário das plataformas. O fato é que leis e governos estão sempre pelo menos dez anos atrasados em relação ao mercado, e a capacidade de fazer o bem ou o mal, seja lá o que isso signifique, está hoje nas mãos dos CEOs. Isso é uma falha sistêmica do mundo digital. Daí porque o bloqueio imposto a políticos farsantes, mesmo em condições extremas, deve ser comemorado com cautela.

No princípio, qualquer ideia de intervir na Internet parecia (e para muitos ainda parece) um ato autoritário. A Internet era libertária, já foi dito. Mas já é hora de reconsiderar a questão. A vasta gama de serviços e benefícios on line providos aos usuários não justifica o laissez-faire de que desfrutam as grandes corporações. Simplesmente não dá pra terceirizar para o Vale do Silício a condição de Tribunal Global da Democracia. Hoje foi Trump. Amanhã pode ser o Green Peace, por exemplo.

A questão é complexa e a saída está não na tecnologia, mas na política. Numa política exercida de forma inovadora, por meio de uma grande aliança global entre governos, empresas, ONGs e outras  representações da sociedade, incluindo aí as redes digitais de pessoas e negócios. A política é trabalhosa e lenta, mas é ela quem influencia e faz as leis, além de ser o espaço de mediação de conflitos sociais e de diálogo entre partes interessadas.

Alguns pontos devem fazer parte da nova agenda. Um exemplo: quebrar o poder dos monopólios globais das bigtechs. Essa é uma condição de sobrevivência da economia de mercado e da própria democracia. Relatório de outubro de 2020 do Congresso Americano propõe impressionantes 449 medidas para combater esse quadro. Elizabeth Warren, senadora pelos EUA, advoga pelo desmembramento dos grandes trustes. Na Europa, a discussão vai nessa mesma direção.

Parece claro que os mecanismos atuais falharam quando, por exemplo, consentiram na aquisição de Instagram e WhatsApp por Facebook, ou YouTube e Waze por Google. Startups são por definição ameaças aos incumbentes e promessas de mais concorrência. Mas quando elas são compradas no nascedouro, apenas reforçam a condição monopolista das adquirentes. Esse é outro ponto da nova agenda.

Ao lado da reorganização dos mercados de serviços digitais, apontamos mais acima a necessidade de se discutir também a função de curadoria na Internet (não confundir com censura), em especial de conteúdos em redes sociais. Alguém já deve estar resmungando aí: ôps, impossível! Trata-se realmente de uma questão de difícil operacionalização. Por limitações de espaço, esse tema ficará para a coluna da próxima semana.

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Redes Sociais e o Direito de Mentir https://canalmynews.com.br/francisco-saboya/redes-sociais-e-o-direito-de-mentir/ Tue, 16 Feb 2021 15:48:50 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/redes-sociais-e-o-direito-de-mentir/ Sob pretexto de preservar a liberdade de opinião, a ala mais antidemocrática da política nacional deseja um passe livre para a mentira

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Atribui-se a Ésquilo, ao senador americano Hiram Johnson, até a Churchill eu já vi aqui pela internet, a frase de que numa guerra a primeira vítima é a verdade. Não importa a autoria. A frase é boa demais para ser desperdiçada. O que importa é emplacar a sua narrativa antes que outros o façam. Como as redes sociais são um verdadeiro campo de batalha, vale o dito de origem disputada. Aquela esperança de uma rede mundial de fraternidade entre pessoas foi pro espaço. E a verdade foi junto com ela. A fase ingênua ficou pra trás, e hoje as redes sociais mal servem para reconectar amigos antigos, marcar encontros, compartilhar fotos dos filhos, dos pets e daqueles pratos desajeitados de restaurantes da farra de ontem [fotografar comida é uma arte].

No ambiente hostil em que se transformaram, não sobra mais muito espaço para diálogo. As redes sociais foram capturadas pela infantaria do ódio à serviço do extremismo ideológico com a ajuda de robôs e de algoritmos de retenção de audiência alegremente disponibilizados pelos grandes provedores de serviços. A dinâmica das redes ajudou a cristalizar grupos de interesse antagônicos que se fecham, se protegem e se preservam como feudos. Os novos suseranos digitais articulam sua rede de vassalagem entre recalcados e paranoicos dispostos a viver em bolhas-feudos e empreender uma guerra santa sem fim contra a civilização moderna, disparando posts, tweets e memes carregados de inverdades e desinformação. A Internet das redes sociais é uma idade média sem cavaleiros, mas com cavalos de sobra. 

Voltando ao tema, semana passada o país se deu conta de que tem agentes públicos (ministros, deputados, desembargadores…) defendendo a legitimação da mentira nas redes sociais. Isso mesmo. Numa ação coordenada e ágil em resposta ao banimento de Trump e também de blogs nativos, e sentindo a ameaça que isso representa para a sustentabilidade, inclusive financeira, de seus canais-bolhas na mídia digital, esses agentes abriram duas frentes para enquadrar as bigtechs.

Uma no plano internacional, conduzida pelo Itamaraty – pegando carona em um processo que aliás já está em curso na Comissão Europeia e outros fóruns – e outra no plano interno, através de movimento articulado por parlamentares da chamada ala ideológica do PSL. A primeira tende a dar em nada. Os protagonistas brasileiros não possuem credibilidade nesses fóruns e suas posições devem ser ignoradas. Já a segunda pode dar em algo, devido ao maior alinhamento da atual mesa diretora da Câmara dos Deputados com o governo federal, patrono das iniciativas.

Mas o que esses projetos propõem exatamente? Eles visam basicamente proibir a remoção, por parte dos provedores, de postagens consideradas falsas, hostis, preconceituosas, sediciosas, antidemocráticas. Vai além, e veda até mesmo a moderação de conteúdos através da rotulação, mecanismo que alerta para o risco do consumo daquela informação, feito cigarro e bebida.

É uma proposição insidiosa, partindo de quem vem. Sob pretexto de preservar a liberdade de opinião – condição inegociável nas democracias modernas – a ala mais antidemocrática da política nacional deseja um passe livre para a mentira e, através de sua legitimação, golpear as instituições que dificultam seu projeto autoritário. (Aqui um parênteses: ainda ontem, o presidente da República apresentou uma solução simples e “democrática” para a questão das fake news: fechar os veículos de imprensa, que, em sua opinião livremente manifesta, são seus principais propagadores).

Negar a verdade factual é apenas mentir. Simples. E não deve se confundir com discordar ou ter opinião divergente dos outros e defendê-la de maneira aberta. Um conteúdo sabidamente falso deve ser removido. Um conteúdo duvidoso, sinalizado. Um propagador contumaz de mentiras, banido das redes.

As redes sociais foram capturadas pela infantaria do ódio à serviço do extremismo ideológico (Foto: Pixabay)

E não porque os grandes provedores podem fazer o que quiserem, já que são entes privados. Esse raciocínio é equivocado, pois a natureza das atividades que exercem, seu alcance e impacto são de interesse público e, como tal, possuem uma função social que prevalece sobre qualquer outra. Trata-se de proteger a sociedade de uma legião que explora com competência as fendas da democracia para sufocá-la.

O que resta é uma sociedade na encruzilhada. Conhecimento e velocidade são os recursos mais valiosos na nova sociedade e base para estratégias exitosas. Esperar pela justiça comum, com sua lerdeza proverbial, pode ser tarde demais. Deixar a decisão sobre o que pode ou não ser comunicado nas mãos das provedoras é uma aberração. A saída parece ser mesmo uma curadoria de conteúdos plural, como já foi falado aqui nesse espaço em colunas anteriores. Assim a gente foge do risco de ter que optar entre o cruzado Ernesto e o czar Zuck – que parecem igualmente se alimentar de conteúdos duvidosos – dizendo não ao direito de mentir.

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A Internet Desejada https://canalmynews.com.br/francisco-saboya/a-internet-desejada/ Fri, 05 Feb 2021 14:17:24 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/a-internet-desejada/ Líderes mundiais estão preocupados com o poder econômico e político das plataformas online

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O noticiário da semana que passou foi farto em declarações de líderes globais sobre a Internet. Autoridades aproveitaram o Fórum de Davos para alertarem sobre as ameaças à economia de mercado e à própria democracia representadas por uma Internet sem freios. A memória dos escândalos protagonizados por Facebook-Cambridge Analytica, em que o vazamento de dados de mais de 50 milhões de pessoas interferiu diretamente nos resultados de campanhas que elegeram Trump e viabilizaram o Brexit, foi reavivada pelos episódios recentes do assalto ao Capitólio por extremistas de direita americanos articulados nas redes sociais. E assim o tema voltou à agenda.

Capitólio, sede do Congresso dos EUA, durante a invasão
Capitólio, sede do Congresso dos EUA, durante a invasão por apoiadores de Donald Trump, em 6 de janeiro.
(Foto: Redes sociais)

De início, o gigantismo das plataformas digitais e a concentração de poder em áreas sensíveis em uma sociedade cada vez mais dependente de fluxos de informações em rede eram vistos basicamente como aberrações de mercado. Esse fenômeno vem sendo denunciado há tempos. Microsoft envolveu-se num longo processo judicial nos já distantes anos 90 do século passado com base numa prática chamada de vaporware, que quer dizer mais ou menos o seguinte: uma empresa não pode travar o mercado, criar expectativas nos consumidores e inibir a concorrência vendendo ilusões – no caso, propagandeando futuras e, portanto, inexistentes versões aprimoradas de produtos campeões de mercado.

Mais recentemente, na Europa, Google recebeu três multas bilionárias da Comissão Europeia em função de atitudes anticompetitivas no mercado online de anúncios publicitários. A razão é a mesma de sempre: sufocar a concorrência e impedir que os consumidores usufruam dos benefícios da competição. 

A componente política foi chegando aos poucos, associada à capacidade de mobilização de grandes massas em movimentos como a ‘primavera árabe’ (2010), ‘ocupe wall street’ (2011) e as grandes manifestações de rua no Brasil em 2013; além do poder devastador sobre governos nacionais de sites como o Wikileaks, que vazou, entre outros, documentos ultrassecretos americanos em 2010, ou de ações independentes como as de Edward Snowden, que em 2013 revelou documentos sobre práticas de espionagem também do governo americano. Dessa maneira, nos últimos dez anos, o poder crescente das bigtechs deixou de ser uma questão meramente econômica, a ser tratada nos tribunais, e passou a ser questionado em fóruns de natureza política. 

Como se vê, o cerco está se fechando sobre elas. Por vários caminhos, o que se pretende é reduzir o poder que as grandes companhias possuem de usar a Internet para sua própria agenda de negócios às custas de e em detrimento do cidadão usuário de seus serviços. A questão agora é o que fazer. 

A presidente da Comissão Europeia propõe uma aliança global entre governos para conter o poder das plataformas online. No mesmo evento, a primeira-ministra alemã, Angela Merkel, retoma assunto adormecido nos últimos anos, por resistência do governo americano, da sobretaxação das empresas digitais – sugestão que já foi chamada de “Bit Tax” – em sintonia com posição antiga da França dentro da OCDE. Nos Estados Unidos, a senadora Elizabeth Warren advoga explicitamente pelo desmembramento das grandes plataformas de conteúdos e serviços online. Relatório de outubro de 2020 do Congresso Americano propõe 449 medidas para combater o monopólio das bigtechs, o que dá bem uma medida do problema. 

As próprias companhias vêm sentindo o peso da cobrança social. E, coincidência ou não, o Twitter reagiu lançando na semana passada versão teste do ‘Birdwatch’, programa para combater a desinformação usando seus próprios usuários como fact-checkers, com capacidade de adicionar notas em tweets visando reduzir a disseminação de conteúdos falsos. Outra saída possível pode se dar na linha do que o criador da World Wide Web, Tim Berners-Lee, já vem apontando há alguns anos. Consiste basicamente em descentralizar a Web e restaurar o poder das pessoas e usuários frente ao das companhias. 

O desejo de uma nova governança da internet vem ganhando força. O modelo não parece claro ainda, mas muito provavelmente será um mix de todas as ideias apontadas acima. Enquanto a reorganização dos mercados de negócios digitais não vem, conteúdos sensíveis devem ser objeto de escrutínio com nível máximo de zoom por intermédio de uma curadoria coletiva global, exercida por milhares de pessoas, escolhidas de forma randômica nas próprias redes sociais, com mandato de poucas horas de duração, ad-hoc, para opinarem em tempo real sobre conteúdos duvidosos e proporem desde advertência ou exclusão dos mesmos até a expulsão definitiva dos autores reincidentes. 

Tecnologias e experiências de ação colaborativas e ágeis para validação de conteúdos já existem, como a Wikipedia (através de uma equipe interna paga, editores voluntários e guias claros e definidos do que pode ou não ser publicado); a Reddit (onde a comunidade avalia positivamente ou negativamente as contribuições de seus membros e moderadores voluntários auxiliam na remoção de conteúdos); ou o jogo Counter-Strike (onde voluntários verificam jogadas suspeitas e opinam se houve o uso de algum programa ilícito ou não). Algoritmos construídos de forma aberta e em rede, aliados a editores experientes com chancela de entidades multilaterais fariam a camada de controle, checagem e proteção contra robôs, vândalos e milicianos digitais. O principal resultado desse tipo de iniciativa seria pressionar as próprias redes sociais e bigtechs a usarem seu poder de forma mais democrática.

Apesar da opinião contrária de muitos, curadoria e censura são coisas bem distintas. A democracia tem seus mecanismos de proteção, e o controle social sobre conteúdos publicados, em especial em redes sociais devido ao seu imenso poder de reverberação, é um deles. 

[Este artigo complementa análise publicada na coluna da semana passada.] 

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