Senadores expõem mais suspeitas envolvendo compra da vacina Covaxin Roberto Pereira Ramos, diretor-presidente do FIB Bank, prestou depoimento à CPI da Pandemia. Senadores suspeitam de fraude na compra da vacina Covaxin/Foto: Roque de Sá/Agência Senado CPI DA PANDEMIA

Senadores expõem mais suspeitas envolvendo compra da vacina Covaxin

Diretor de empresa fiadora da Precisa presta depoimento. CPI suspeita de sócios ocultos envolvidos na compra da Covaxin

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  • Senadores da CPI da Pandemia ouviram Roberto Pereira Ramos, diretor‑presidente do FIB Bank, em 25 de maio.
  • O FIB Bank, sem certificação do Banco Central, ofereceu garantia de R$ 80 mi no contrato da Precisa com o Ministério da Saúde para a compra da vacina Covaxin.
  • Ramos afirmou não conhecer Francisco Maximiano, dono da Precisa, e informou faturamento de R$ 1 mi no ano passado, caindo para cerca de R$ 650 mil em 2024.
  • Senadores destacaram que, apesar da empresa se autodenominar pequena, seu capital social é de R$ 7,5 bi, gerando dúvidas sobre a consistência das informações.

A CPI da Pandemia ouviu nesta quarta-feira (25) Roberto Pereira Ramos, diretor-presidente do FIB Bank. Apesar do nome, não tem relação com banco porque a empresa não é certificada pelo Banco Central. Portanto, não poderia atuar como instituição financeira. 

O FIB Bank é a empresa que ofereceu uma garantia de R$ 80 milhões no contrato da Precisa com o Ministério da Saúde na compra da Covaxin. Se a Precisa não cumprisse o contrato, o Fib Bank é quem pagaria, como uma espécie de fiador. Apesar disso, Roberto disse que não conhece Francisco Maximiano, o dono da Precisa.

Questionado sobre o faturamento do FIB Bank, Roberto disse que foi R$ 1 milhão no ano passado e está perto de R$ 650 mil nesse ano. No depoimento, Roberto disse que a empresa dele é pequena, que sofreu com a pandemia. Entretanto, o capital social da empresa é de R$ 7,5 bilhões, o que foi ironizado pelos senadores.

O presidente da empresa ainda apresentou um documento com data errada e não soube explicar muitas perguntas feitas. Os senadores chegaram a chamar a empresa de “banco da lorota”.

A comissão também apura se o fib bank teria um sócio oculto, que teria sido usado como laranja para as irregularidades nos contratos. Um dos sócios é um homem que mora em Alagoas, que não tem nenhuma ligação com a empresa. Ele já entrou na Justiça porque a assinatura foi falsificada e usada pelo FIB Bank. Por isso, ele não conseguiu pedir seguro-desemprego e FGTS quando foi demitido.

Na sessão, o relator da CPI, senador Renan Calheiros, ainda informou que incluiu mais 3 nomes na lista de investigados pela comissão: Roberto Ferreira Dias, ex-diretor de logística do Ministério da Saúde, Francisco Maximiano, diretor da Precisa, e Emanuel Catori, diretor da Belcher.

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