Mário Frias e Sérgio Camargo são exonerados para disputar vagas na Câmara Federal Ex-secretário especial de Cultura Mario Frias. Foto: Roberto Castro (MTur) ELEIÇÕES 2022

Mário Frias e Sérgio Camargo são exonerados para disputar vagas na Câmara Federal

O secretário especial de Cultura e o presidente da Fundação Palmares foram exonerados nesta quinta-feira (31). Ambos devem concorrer ao cargo de deputado federal pelo estado de São Paulo.

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  • Mario Frias, secretário especial de Cultura, e Sérgio Camargo, presidente da Fundação Palmares, foram exonerados em 31/10, conforme DOU, para concorrer à Câmara Federal por São Paulo.
  • Alexandre Ramagem, diretor‑geral da ABIN, também teve sua exoneração publicada no mesmo dia.
  • Camargo anunciou candidatura pelo PL, com pauta “antivitimista”.
  • Ambos enfrentam críticas por gestões controversas: viagem de R$ 39 mil a Nova York (Frias) e ataques a ativistas negros (Camargo).

O secretário especial de Cultura, Mario Frias, e o presidente da Fundação Cultural Palmares, Sérgio Camargo, foram exonerados nesta quinta-feira (31), conforme publicado no Diário Oficial da União (DOU). Ambos devem ser candidatos à Câmara Federal pelo estado de São Paulo e, por isso, não podem ocupar cargos no governo. Além de Frias e Camargo, Alexandre Ramagem – diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) – teve sua exoneração publicada no DOU.

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Pelo Twitter, Sérgio Camargo afirmou que será candidato pelo PL, partido de Bolsonaro, e que defenderá uma pauta “antivitimista”. Nomeado para a presidência da Palmares em 2019, Camargo ficou marcado por uma gestão de ataques a ativistas negros, pela exclusão de nomes da lista de Personalidades Negras da Palmares e por agressões verbais ao jovem Moïse Kabagambe – assassinado no Rio de Janeiro em janeiro.

Já Mário Frias, durante sua gestão, se envolveu em polêmicas como o gasto de R$ 39 mil em uma viagem a Nova York. O dinheiro utilizado por Frias era originário de recursos públicos. O novo secretário especial de Cultura, Hélio Ferraz, estava com ele na ida aos EUA.

As saídas coincidem com as trocas em dez ministérios do governo Bolsonaro. A legislação eleitoral determina que ocupantes de cargos públicos que pretendem se candidatar nas eleições de outubro precisam deixar o cargo até seis meses antes do primeiro turno. O prazo, portanto, se estende até o próximo sábado (2).

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