AGU pede bloqueio de R$ 18,5 mi dos financiadores de atos golpistas AGU Advocacia Geral da União (Foto: Wesley Mcallister/AGU) POLÍTICA

AGU pede bloqueio de R$ 18,5 mi dos financiadores de atos golpistas

Bloqueio deve atingir bens móveis e imóveis de 52 pessoas e sete empresas

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  • A AGU solicitou à Justiça Federal, nesta quinta‑feira (19), o bloqueio de R$ 18,5 mi em bens de 52 pessoas e sete empresas ligadas aos atos de 8 de janeiro.
  • O pedido amplia o bloqueio anterior de R$ 6,5 mi para cobrir prejuízos causados à depredação do Palácio do Planalto, do Congresso e do STF.
  • O bloqueio visa responsabilizar financiadores dos atos antidemocráticos que ocorreram após a eleição de Luiz Inácio Lula e a contestação de apoiadores de Jair Bolsonaro.
  • O ministro da AGU, Jorge Messias, afirmou que todos os envolvidos nos atos golpistas serão processados.

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu nesta quinta (19) à Justiça Federal novo bloqueio de bens de pessoas físicas e empresas envolvidas nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. O órgão pede que o bloqueio anterior de R$ 6,5 milhões passe para R$ 18,5 milhões.

No novo pedido, a AGU informa que o novo valor se refere aos prejuízos com a depredação das instalações do Palácio do Planalto, do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a advocacia, o bloqueio deve atingir bens móveis e imóveis de 52 pessoas e sete empresas. “Nesse contexto, ante informações supervenientes, constata-se que o dano mínimo estimado se encontra subdimensionado, motivo pelo qual a União vem a juízo requerer o aditamento da inicial para alterar e acrescer novo elemento a causa de pedir e novo pedido atinente à majoração do dano outrora estabelecido como parâmetro para a concessão da cautelar patrimonial”, justificou a AGU.

Na terça-feira (17), em entrevista ao programa A Voz do Brasil, o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, garantiu que todos os envolvidos nos atos golpistas serão responsabilizados.

Atos antidemocráticos
Desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito em segundo turno, no final de outubro, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro demonstram inconformismo com o resultado do pleito e pedem um golpe militar no país, para depor o governo eleito democraticamente.

As manifestações dos últimos meses incluíram acampamentos em diversos quartéis generais do país e culminaram com a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília, no dia 8 de janeiro.

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