Análise: Líder na disputa, Nunes tem só 16% das intenções de voto na espontânea Ricardo Nunes, atual prefeito de São Paulo e candidato à reeleição pelo MDB | Foto: Flickr/Governo do Estado de São Paulo SÃO PAULO

Análise: Líder na disputa, Nunes tem só 16% das intenções de voto na espontânea

Para o cientista político Renato Dorgan, especialista em pesquisas de opinião pública, apoio ao prefeito ainda não é muito 'cristalizado'

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  • Ricardo Nunes (MDB) lidera a corrida em São Paulo com 27 % nas intenções de voto estimuladas, mas registra apenas 16 % na pesquisa espontânea divulgada pelo Datafolha em 26/10.
  • O prefeito tem a menor taxa de rejeição entre os candidatos líderes, com 21 % dos eleitores dizendo que não votariam nele.
  • O cientista político Renato Dorgan alerta que o apoio a Nunes ainda não está consolidado, destacando a diferença entre as pesquisas estimulada e espontânea.
  • Guilherme Boulos (PSOL) e Pablo Marçal (PRTB) obtêm melhor desempenho na pesquisa espontânea (21 % e 16 %) apesar de rejeição mais alta (38 % e 48 %).

Apesar de liderar a corrida eleitoral em São Paulo, com 27% das intenções de voto, o prefeito Ricardo Nunes (MDB), candidato à reeleição, marca apenas 16% na pesquisa espontânea, segundo a última sondagem do Instituto Datafolha, divulgada na quinta-feira (26). O dado espantou o cientista político Renato Dorgan, especialista em pesquisas de opinião pública, que participou do Segunda Chamada de quinta-feira (26).

Nunes é o candidato com menor índice de rejeição entre os que lideram a disputa — 21% dizem que não votariam nele de jeito nenhum. Apesar disso, Dorgan avalia que o voto no prefeito ainda não é muito “cristalizado”. Os candidatos Guilherme Boulos (PSOL) e Pablo Marçal (PRTB) são rejeitados por 38% e 48% do eleitorado paulistano, respectivamente, mas apresentam melhor desempenho do que Nunes na pesquisa espontânea.

Boulos obteve 25% das intenções de voto na pesquisa estimulada e 21% na espontânea, uma diferença de quatro pontos percentuais. Marçal apresentou 21% na estimulada e 16% na espontânea, uma diferença de cinco pontos percentuais. Nunes, por sua vez, se mostra um ponto fora da curva nesse sentido. Com 27% na estimulada e 16% na espontânea, a diferença, no caso dele, é de 11 pontos percentuais.

“Esse gap de 11% nos impressiona um pouco. Claro, ele é o candidato que tem o menor índice de rejeição. Apesar disso, o eleitor ainda não está muito convicto em votar nele”, avalia Dorgan. “O que a gente aprende com os americanos é que os números da pesquisa espontânea são até mais importantes do que os da estimulada”, acrescentou o cientista político, ressaltando que muitos institutos de pesquisa erram por subestimar a importância da pesquisa espontânea.

Veja os números da nova pesquisa Datafolha da disputa pela Prefeitura de São Paulo:

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