Wagner, Vorcaro e um apê de R$ 2,5 milhões: a PF chegou ao PT da Bahia Jaques Wagner. Foto: BBC

Wagner, Vorcaro e um apê de R$ 2,5 milhões: a PF chegou ao PT da Bahia

Investigação aponta supostas vantagens recebidas pelo líder do governo Lula no Senado e amplia a crise política no PT da Bahia

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  • Operação da Polícia Federal sobre o Banco Master apreendeu cerca de R$ 500 mil em dólares e euros e alcançou o senador Jaques Wagner (PT‑BA), líder do governo Lula no Senado.
  • A PF investiga a suposta entrega de um apartamento de R$ 2,5 milhões em Salvador como vantagem indevida, ligado ao empresário Augusto Ferreira Lima, conhecido como Guga.
  • Mensagens obtidas indicam contato próximo entre Wagner e integrantes da estrutura ligada ao Banco Master.
  • Wagner nega irregularidades, afirma que os valores têm origem legal, e o caso já gera reações dentro do PT.

A investigação da Polícia Federal sobre o Banco Master chegou ao senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado. Os agentes encontraram cerca de R$ 500 mil em dólares e euros durante a operação. Além disso, a PF apura a suposta entrega de um apartamento de R$ 2,5 milhões em Salvador como vantagem indevida.

Segundo os investigadores, o imóvel teria ligação com o empresário Augusto Ferreira Lima, conhecido como Guga. Ele aparece como uma das principais figuras do esquema investigado. Além disso, mensagens obtidas pela PF indicam uma relação próxima entre Wagner e integrantes da estrutura ligada ao Banco Master. O senador nega qualquer irregularidade e afirma que os valores encontrados têm origem legal.

Enquanto isso, o caso já provoca reações dentro do PT. O deputado Rogério Correia defendeu que Wagner deixe temporariamente a liderança do governo para se dedicar à própria defesa. Dessa forma, o partido evitaria que a investigação contaminasse a articulação política do Palácio do Planalto.

Agora, o avanço das apurações aumenta a pressão sobre o PT da Bahia e sobre aliados do presidente Lula. Embora a investigação não tenha o presidente como alvo, a proximidade histórica entre os dois amplia o impacto político do caso. Por isso, o escândalo do Banco Master pode ganhar ainda mais espaço no debate eleitoral de 2026.

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