Operação da PF sobre o Filme de Bolsonaro Sacode os Bastidores Políticos Pôster da Dark Horse. Foto: Reprodução

Operação da PF sobre o Filme de Bolsonaro Sacode os Bastidores Políticos

Polícia Federal investiga repasses para a produção de Dark Horse, enquanto o pré-candidato busca pacificar a base e contornar crises de apadrinhamento

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  • A Polícia Federal abriu inquérito para apurar o financiamento do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro.
  • A investigação foi iniciada após liberação do ministro André Mendonça (STF) e segue o fluxo de recursos do empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.
  • A PF também verifica possíveis triangulações envolvendo emendas parlamentares e fundos no exterior.
  • O caso gera desgaste à pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL‑RJ), dificultando alianças com o Centrão e provocando atritos com Michelle Bolsonaro.

A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito sobre o financiamento do filme Dark Horse. A obra retrata a trajetória de Jair Bolsonaro. A apuração começou após a liberação do ministro André Mendonça, do STF. Agora, os investigadores rastreiam o fluxo financeiro do empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master. Além disso, a PF apura possíveis triangulações com emendas parlamentares e fundos no exterior.

Essa investigação cria um novo desgaste para a pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Por isso, o senador enfrenta dificuldades para fechar alianças com o Centrão. Ao mesmo tempo, disputas regionais geraram atritos com Michelle Bolsonaro. A ex-primeira-dama gravou um vídeo recente para acalmar os ânimos. Contudo, a trégua política entre os dois ainda gera desconfiança na base.

Diante desses desgastes, lideranças do agronegócio e partidos aliados buscam alternativas para o pleito. Por exemplo, nomes como Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos ganham força no ambiente digital. Consequentemente, esses pré-candidatos atraem setores do mercado financeiro. Esses grupos temem o impacto das investigações na viabilidade da candidatura do Partido Liberal.

Apesar da forte repercussão, a PF e o STF mantêm cautela devido ao calendário eleitoral. Portanto, os agentes evitam operações ostensivas para não interferir nas eleições. Especialistas apontam que a perícia em documentos e celulares continuará em ritmo burocrático. Por fim, desdobramentos de maior impacto jurídico só devem acontecer após o resultado das urnas.

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