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Governo nega intenção eleitoral e alega espaço fiscal; oposição aponta ilegalidade no aumento anunciado perto das eleições
Nesta quinta-feira (17), o Governo Federal anunciou um reajuste de 15,04% no Bolsa Família, a apenas 17 dias do primeiro turno das eleições presidenciais. A proximidade da medida com a data da votação levantou novos embates entre o governo Lula e seus opositores.
O candidato do PL, Flávio Bolsonaro, acusou o presidente de agir por razões estritamente políticas e questionou a legalidade da medida durante o período de campanha. Em resposta, a gestão federal negou qualquer viés eleitoreiro. A equipe econômica argumenta que a correção só foi possível após a revisão de projeções e a atualização de dados fiscais que confirmaram disponibilidade orçamentária.
Além disso, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, destacou o acompanhamento das despesas obrigatórias. Segundo o governo, a alteração foi possível graças ao recadastramento do programa social. Da mesma forma, o percentual cobriu a variação acumulada do INPC para preservar o poder de compra das famílias.
Com início dos pagamentos previsto para outubro, o benefício mínimo por família passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o valor médio atingirá R$ 777. A alteração acarretará um impacto adicional estimado em R$ 5,8 bilhões para o orçamento deste ano e cerca de R$ 22,7 bilhões em 2027. Segundo o governo, estes montantes estão plenamente abarcados pelo espaço fiscal existente. Além dos desdobramentos fiscais e políticos, a medida ganha um peso demográfico expressivo nas regiões Norte e Nordeste, onde o aumento atinge diretamente quase 40% da população local.