Fazenda prevê compensar perda de arrecadação com bets por aumento no comércio Foto: UFF

Fazenda prevê compensar perda de arrecadação com bets por aumento no comércio

Dario Durigan estima que R$ 60 bilhões deixem de ser destinados às apostas; MP define cobrança do Imposto Seletivo sobre outros setores a partir de 2027

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  • O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a saída das apostas online do Imposto Seletivo não deve comprometer as receitas do governo (quinta‑feira, 5).
  • A arrecadação com as bets deve chegar a quase R$ 10 bilhões em 2024.
  • Cerca de R$ 60 bilhões por ano deixarão de alimentar as plataformas de apostas, podendo migrar para o varejo e atacado, que já registram aumento nas vendas.
  • A equipe econômica revisará a previsão de arrecadação para 2027, mas Durigan avalia que a mudança não trará dificuldades ao orçamento.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (5) que a saída das apostas on-line do Imposto Seletivo, conhecido como “Imposto do Pecado”, não deve comprometer as receitas do governo. A arrecadação com as bets deve chegar a quase R$ 10 bilhões neste ano. Por isso, a equipe econômica terá de revisar a previsão para 2027. Ainda assim, Durigan avalia que a mudança não trará dificuldades ao orçamento.

Segundo o ministro, cerca de R$ 60 bilhões por ano deixarão de alimentar as plataformas de apostas. Com isso, parte desse dinheiro poderá migrar para o varejo e o atacado. Durigan afirmou que esses setores já registram aumento nas vendas. No entanto, não informou quanto desse valor chegou ao comércio nem qual será o impacto nas receitas da União.

Enquanto isso, a medida provisória publicada na quarta-feira (4) estabelece as regras do Imposto Seletivo para 2027. A cobrança atingirá produtos como cigarros, bebidas alcoólicas e açucaradas, veículos, aeronaves e embarcações. O governo prevê iniciar a aplicação em 2 de fevereiro, após o prazo de 90 dias da publicação. Para janeiro, o Executivo propôs manter o IPI como regra de transição. Além disso, a equipe econômica discutirá as regras permanentes ao longo de 2027, com vigência prevista para 2028.

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