Santiago Peña. Foto: reprodução
Governo Lula avalia que crise no Paraguai expõe fragilidade de governos alinhados a Washington e reforça necessidade de integração regional
A renúncia do presidente do Paraguai, Santiago Peña, nesta quinta-feira (5), representa mais uma derrota política de Donald Trump na América Latina, na avaliação do Palácio do Planalto. Interlocutores do governo Lula consideram o episódio o terceiro revés do presidente americano em menos de duas semanas. Os anteriores foram a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a vitória democrata nas eleições legislativas dos Estados Unidos.
Para aliados do governo brasileiro, a saída de Peña envia um alerta aos países da região. Segundo essa avaliação, uma política excessivamente dependente de Washington pode trazer riscos. Apesar disso, o Planalto não prevê uma nova onda de governos de esquerda na América Latina. A prioridade é construir relações pragmáticas com os países vizinhos, independentemente da orientação ideológica de seus presidentes.
Santiago Peña renuncia à presidência do Paraguai em meio a crise bancária
Lula pretende fortalecer a integração regional durante o quarto mandato. Entre as prioridades está o combate ao crime transfronteiriço, especialmente ao narcotráfico. O governo também quer limitar a influência militar dos Estados Unidos por meio do programa Escudo das Américas. Além disso, busca ampliar a cooperação ambiental e as ações conjuntas contra o desmatamento.