Foto: Viory
Banco Central assumiu o controle do Ueno após identificar queda na solvência; entre US$ 800 milhões e US$ 850 milhões em recursos públicos também ficaram retidos
A crise do banco Ueno se agravou nesta semana no Paraguai. Na terça-feira (3), o Banco Central assumiu o controle da instituição após constatar que seu índice de solvência havia caído para menos da metade do mínimo exigido por lei. A medida congelou os depósitos de aproximadamente 2,9 milhões de clientes e entre US$ 800 milhões e US$ 850 milhões em recursos públicos, segundo informações do próprio banco.
A situação também atingiu correntistas que dependem das economias para sobreviver. Durante um protesto em Assunção, Lorena Simón afirmou que tem 14 milhões de guaranis, cerca de US$ 2,3 mil, retidos na instituição. Desempregada, ela relatou dificuldades para comprar alimentos. O banco informou que o pagamento de uma primeira parcela dos depósitos começará nesta sexta-feira (6).
A crise financeira também provocou pressão política sobre o presidente Santiago Peña. Na quinta-feira (5), centenas de pessoas protestaram em frente ao Congresso, exigindo que ele responda a um processo de impeachment e rejeitando sua renúncia. Os manifestantes temem que a saída do cargo permita ao presidente obter imunidade como senador vitalício. Uma sessão para analisar a renúncia foi suspensa sem votação por falta de quórum. Peña anunciou que comparecerá ao julgamento político para apresentar sua defesa.