A sucessão em Minas Gerais abriu uma rara divergência dentro do PT. Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca fortalecer um palanque competitivo no estado, a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, mantém a decisão de disputar uma vaga no Senado. Ela resiste à pressão para concorrer ao governo mineiro.
A postura chama atenção porque confrontar uma estratégia defendida por Lula é incomum no partido. Segundo informações discutidas no Café do MyNews, a direção petista considera Marília o nome mais competitivo para enfrentar a direita. Isso ganhou força após a desistência do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco de disputar o governo de Minas.
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A aposta no Senado
Marília afirma que deixou a Prefeitura de Contagem exclusivamente para disputar o Senado. Ela lidera levantamentos internos para a vaga e percorre diferentes regiões de Minas em busca de alianças. Nos últimos meses, intensificou conversas com lideranças do MDB, PSB e PDT.
Além disso, a ex-prefeita evitou participar de agendas recentes ao lado de Lula em Minas Gerais. A avaliação é que um encontro público poderia aumentar a pressão para que aceitasse disputar o governo. Até agora, ela mantém a negativa.
Os argumentos de Marília
A resistência também tem uma justificativa política. Segundo Marília, conquistar uma cadeira no Senado seria mais viável do que vencer a eleição para o governo estadual. Ela também defende que a base de Lula precisa ampliar sua representação na Casa, considerada estratégica para a próxima legislatura.
O desafio do PT em Minas
O impasse evidencia as dificuldades do PT em Minas Gerais. O partido procura um nome competitivo após o desgaste de antigas lideranças estaduais. Ao mesmo tempo, a direita também enfrenta indefinições sobre quem disputará o governo. Esse cenário transforma Minas em um dos estados mais disputados das eleições de 2026.
Mesmo assim, a cúpula petista segue tentando convencer Marília Campos a mudar de plano. Por enquanto, a ex-prefeita mantém a candidatura ao Senado e se torna uma das poucas lideranças do PT a resistir publicamente à estratégia eleitoral defendida por Lula.
