Urnas sob análise: o voto no Brasil e nos EUA LR Moreira/Secom/TSE

Urnas sob análise: o voto no Brasil e nos EUA

No Café do MyNews, Mara Luquet e Evandro Éboli comparam a defesa da democracia no Brasil ao voto pela economia nos EUA

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  • Eleitores dos EUA e do Brasil rejeitaram a extrema‑direita nas últimas eleições, porém por motivos diferentes.
  • Nos EUA, a alta inflação e o aumento dos combustíveis, decorrentes de ações militares de Donald Trump no Oriente Médio, impulsionaram a vitória dos democratas no Congresso.
  • No Brasil, o voto foi motivado pela defesa das instituições democráticas contra ameaças da direita.
  • O debate sobre esses cenários foi conduzido pelos jornalistas Mara Luquet e Evandro Éboli no programa Café do MyNews.

As urnas no Brasil e nos Estados Unidos desenharam cenários de forte revés para a extrema direita. O tema foi debatido pelos jornalistas Mara Luquet e Evandro Éboli no programa Café do MyNews. Para a dupla, os dois pleitos tiveram desfechos parecidos, mas partiram de motivações muito distintas; enquanto os eleitores americanos responderam à crise no bolso, os brasileiros votaram em defesa das instituições.

Nos Estados Unidos, a “onda azul” dos democratas no Congresso foi puxada pela forte inflação. A escalada do custo de vida disparou após decisões de política externa de Donald Trump no Oriente Médio. Em particular, as ações militares que afetaram o Estreito de Ormuz elevaram a cotação internacional do petróleo. Por conseguinte, a alta dos combustíveis atingiu o consumidor nas bombas quase de forma imediata. Assim, o eleitorado norte-americano puniu a perda de qualidade de vida, e não uma virada ideológica à esquerda.

Em contrapartida, o cenário no Brasil teve o componente cívico como motor decisivo. Na disputa presidencial, Luiz Inácio Lula da Silva superou Flávio Bolsonaro no segundo turno. Conforme destacaram no programa, a campanha de Flávio abandonou o tom moderado e acumulou episódios radicais que assustaram os eleitores. Além disso, propostas extremistas de aliados geraram forte reação pública. Dessa forma, o eleitorado rejeitou o radicalismo e optou pela estabilidade democrática do país.

Por fim, os comentaristas ressaltaram os desafios futuros desse novo ciclo. Nos Estados Unidos, Donald Trump terá de enfrentar uma oposição com maioria robusta no parlamento. Por outro lado, Lula precisará atender às demandas populares que garantiram a sua virada. Sem melhorias concretas nas condições de vida, a pressão social poderá cobrar caro ao novo governo.

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