Desemprego: Por que a taxa ainda deve subir em 2021? Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília/Fotos Públicas TENDÊNCIAS

Desemprego: Por que a taxa ainda deve subir em 2021?

Economista-chefe da Ativa explica porque desemprego deve continuar avançando em 2021

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  • Étore Sanchez, economista‑chefe da Ativa Investimentos, afirma que a taxa de desemprego no Brasil deve subir ao longo de 2021.
  • Ele atribui o aumento ao recuo da força de trabalho durante a pandemia e ao fato de que, com a vacinação, a oferta de trabalhadores crescerá mais rápido que as vagas.
  • Segundo o IBGE, 6 milhões de pessoas estão “desalentadas” e a taxa de desemprego já atingiu recorde de 5,6 %.
  • Sanchez espera que, à medida que a pandemia for contida, o índice do IBGE reflita mais buscadores de emprego, revelando um desemprego oculto.

O IBGE divulgou nesta sexta-feira (30) que o desemprego no Brasil atingiu a taxa de 14,4% no trimestre encerrado em faveiro, com 14,4 milhões de brasileiros a procura de trabalho — o maior número desde o início a série histórica, em 2012. 

Para o economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez, a taxa de desemprego no país ainda deve avançar ao longo de 2021. Ele explica que um dos efeitos da pandemia tem sido a redução da força de trabalho e do número de brasileiros em busca de emprego. 

“Com o avanço da vacina, a força de trabalho tende a avançar e as vagas  de emprego não devem seguir na mesma proporção, o que deve relevar um desemprego mais elevado”, afirma o economista, em entrevista ao Dinheiro Na Conta. 

Sanchez explica lembra que com a gravidade da pandemia, 6 milhões de pessoas estão em desalento – ou seja, não estão trabalhando e também não estão a procura de uma oportunidade de trabalho. A tava também atingiu um novo recorde, segundo o IBGE, de 5,6%. 

“A pandemia está impedindo essa pessoa de procurar emprego. Os desalentados estão em ascensão e a estatística não consegue revelar isso ainda”, afirma.  

Para os próximos meses deste ano, com avanço da vacinação e maior controle da pandemia, o analista da Ativa acredita que o Índice do IBGE possa refletir o aumento de pessoas em busca de trabalho. 

“Eu tenho usado um termo que é ’se revelar’. Como a gente está falando de uma pessoa que é desalentada por força maior ou uma pessoa com mão de obra subutilizada, existe um desemprego oculto na sociedade que vai se revelar conforme a pandemia for ficando para trás”, diz.