Foto: Brasil de Fato
Concorrentes do postulante do Missão ao Planalto consideraram a medida desproporcional e apontaram ataques à liberdade de expressão
Os candidatos à Presidência da República Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) manifestaram publicamente oposição à decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que ordenou a paralisação das atividades de campanha de Renan Santos (Missão). Mesmo disputando diretamente o eleitorado do mesmo campo político contra o coordenador do MBL, os presidenciáveis convergiram na avaliação de que sanções drásticas contra um adversário não representam um avanço democrático.
Canal oficial de Renan Santos no YouTube é suspenso após decisão de Dias Toffoli
Cada concorrente repudiou a suspensão por meio de diferentes enfoques e intensidades em suas declarações. Augusto Cury adotou um tom defensor da liberdade de expressão, declarando que “quem ama a democracia não comemora quando um adversário perde a voz”. Flávio Bolsonaro manifestou o desejo de que o rival “restabeleça sua candidatura” e aproveitou para associar a decisão ao bloqueio das redes sociais de seu pai, Jair Bolsonaro. Ronaldo Caiado argumentou que, embora seja adversário, não se sente beneficiado por uma medida que paralisa a campanha por controvérsias em registros digitais, ressaltando que a decisão foi “desproporcional” e que “eleição se decide no voto”. Já Romeu Zema subiu o tom contra o STF, classificando o ato como “um absurdo” e afirmando que “não existe democracia que se sustente dessa forma, com um supremo já desgastado por diversas decisões, inquéritos e esquemas”.
A CNN Brasil procurou a equipe de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para solicitar um posicionamento sobre o caso e sobre as declarações dos opositores, mas não obteve retorno.