Segurança Pública e STF são temas de destaque em quarto bloco de debate Imagem de Igor Rios

Segurança Pública e STF são temas de destaque em quarto bloco de debate

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Com perguntas entre os próprios candidatos, o bloco abordou segurança pública, crise institucional, violência de gênero, representatividade e o modelo do agronegócio.

O quarto bloco do debate presidencial transmitido em parceria por 3 Irmãos, Rádio MyNews VIP FM e Kritikê foi marcado pelo formato de confronto direto entre os candidatos, promovendo discussões sobre temas como segurança pública, Banco Master e STF.

No primeiro embate, Hertz Dias questionou Samara Martins sobre os impactos da Lei de Drogas sancionada em 2006, argumentando que a medida elevou a população carcerária e é utilizada para responsabilizar a população negra, enquanto os verdadeiros líderes do crime operam nos centros de poder.

Em resposta, Samara citou sua experiência profissional em presídios do Rio Grande do Norte para denunciar o encarceramento em massa no Brasil, apontando o país como detentor da 3ª maior população carcerária do mundo, e afirmou que a segurança pública não se resolve criminalizando usuários, mas sim combatendo quem lucra milhões, criticando o papel ostensivo do Estado nas periferias.

Na sequência, Rui Costa Pimenta interpelou Hertz Dias sobre a crise do regime político e escândalos como o do Banco Master, indagando sobre propostas para a reestruturação do STF, do Executivo e do Legislativo. Hertz defendeu que a solução para o cenário de desindustrialização e subordinação requer a superação do regime capitalista e uma revolução liderada pela classe trabalhadora organizada em sindicatos, apontando o histórico de atuação do STF na repressão aos trabalhadores.

O debate sobre violência de gênero e representatividade colocou em diálogo Clariana Barão e Rui Costa Pimenta. Clariana destacou dados graves, como o Brasil figurar em 5º lugar no mundo em feminicídios e registrar um estupro a cada seis minutos, cobrando ações formais para combater a disparidade nos poderes.

Rui argumentou que a raiz do problema reside na situação econômica e na vida doméstica embrutecedora que atinge a maioria das mulheres, sustentando que políticas de cotas são artificiais e que a libertação depende da educação política. Em tréplica, Clariana defendeu a criação de estruturas de acolhimento para viabilizar a saída de mulheres de contextos de violência.

Ao questionar Clariana Barão sobre como viabilizar a entrada de pessoas honestas no poder, Veterinário Wilson Grassi demonstrou ceticismo sobre o eleitorado sob o sistema atual, apontando assédios por dinheiro, milícias e lideranças religiosas, e sugeriu a ideia de permitir votos em candidatos de outras cidades. Clariana, por sua vez, defendeu a descentralização das políticas públicas e sustentou que cidadãos vocacionados e não ligados à política de carreira podem transformar a gestão pública.

Por fim, Samara Martins questionou Wilson Grassi sobre a suposta contradição entre a defesa da causa animal e do agronegócio em sua plataforma. Grassi alegou que o agronegócio deve focar no abastecimento do mercado interno para não deixar a “geladeira do brasileiro vazia” e afirmou que, embora seja vegano, a libertação dos animais de produção depende do desenvolvimento de alternativas científicas. Samara rebateu apontando a desproporção dos recursos do Plano Safra destinados ao agronegócio exportador em comparação com os investimentos em saúde, educação e agricultura familiar.

Assista ao Debate ao Vivo Para acompanhar a discussão na íntegra e conferir o confronto de ideias promovido em parceria por 3 Irmãos, Rádio MyNews VP FM e Kritikê.

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