Foto: Bloomberg Linea
Contraste entre o fraco público em atos e o desempenho nas pesquisas expõe a falta de densidade e bagagem do candidato
O fraco público em Copacabana acendeu o alerta na campanha de Flávio Bolsonaro. Seu pai atraía multidões ao mesmo local. Por outro lado, o ato do senador reuniu menos de 10 mil pessoas. Portanto, a baixa mobilização expôs um contraste direto com a sua resiliência nas pesquisas. Afinal, ele segue emparelhado na disputa presidencial.
Flávio cresce, mas fica isolado: Lula ganha vantagem decisiva na TV
Ausências marcantes no palanque
Além da baixa adesão popular, o evento destacou ausências políticas relevantes. Por isso, lideranças estratégicas preferiram não comparecer ao local. Consequentemente, o candidato ficou isolado no palanque com poucas figuras do partido. O desfalque mais evidente foi o de Michelle Bolsonaro. A presença dela é indispensável para o eleitorado evangélico, mas ela voltou a faltar.
Enquanto Lula ostenta um histórico de lutas políticas, Flávio enfrenta dificuldades para construir uma imagem forte. Além disso, as propostas do senador continuam restritas a um discurso raso. Ele foca apenas na oposição ao PT e no resgate do pai. Assim, a falta de substância empobrece o seu projeto perante o eleitorado moderado.
Estratégia de comunicação
A ausência de tração política piora com uma comunicação considerada errática por aliados. Em vez de focar em propostas, a equipe produz peças infantis com inteligência artificial. Como resultado, esse conteúdo vira meme nas redes sociais. Essa abordagem gera fortes constrangimentos entre os quadros sérios do partido, pois prejudica a imagem da chapa.
A oposição explora essas falhas para ridicularizar a candidatura. Por isso, a campanha precisa reagir rápido para não perder espaço. Sem engajamento real nas ruas, o candidato corre riscos sérios. Da mesma forma, sem o apoio de figuras de peso e sem um discurso sólido, seu teto eleitoral pode encolher rapidamente.