Foto: Congresso em Foco
Isolamento do Centrão limita alianças de Flávio Bolsonaro e garante maior tempo de exposição a Lula na propaganda gratuita
As movimentações para a disputa presidencial ganham novos contornos. Levantamentos recentes e a definição do tempo de TV movimentam o cenário. Embora cresça entre homens e conservadores, Flávio Bolsonaro (PL) enfrenta sérios gargalos políticos. A neutralidade do Centrão e a falta de aliados formais travam sua coligação. Assim, sua estrutura de campanha fica bastante limitada neste momento.
Enquanto Flávio fica isolado, Luiz Inácio Lula da Silva reúne oito legendas. A frente conta com PT, PCdoB, PSB, PV, PSOL, Rede e PDT. Esse grupo garante a Lula 5 minutos e 32 segundos por bloco na TV. Por outro lado, Flávio terá 4 minutos e 20 segundos. Seu tempo vem do peso da bancada do PL, que tem 98 deputados federais.
Pesquisas recentes mostram Flávio reduzindo a distância para Lula no segundo turno. Seu avanço ocorre pelo apoio da direita. Contudo, o pré-candidato ainda enfrenta resistências em outros segmentos. Além disso, nomes da centro-direita não conseguem furar a polarização. Ao mesmo tempo, o eleitor monitora o impacto de fatos recentes no pleito.
Analistas destacam que cada segundo na TV será decisivo para as campanhas. Além disso, as redes sociais e as rejeições dos candidatos pesam muito. Por isso, a vantagem da coligação de Lula na mídia representa um trunfo valioso. Ainda assim, o desfecho segue em aberto diante de um eleitorado bastante volátil.